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Haroldo Mauro Jr.

Haroldo Mauro Jr.
2/7/1949 Niterói, RJ

Dados Artísticos

Iniciou sua carreira profissional em Brasília, tocando em bares e festivais de bossa nova, nos quais acompanhou Ney Matogrosso, na época ainda desconhecido do grande público.

Em 1967, voltou para o Rio de Janeiro, onde, no ano seguinte, passou a integrar o sexteto de Victor Assis Brasil, com o qual participou de várias temporadas de shows em teatros cariocas, com destaque para uma apresentação na Sala Cecília Meireles, ao lado do Quinteto Villa-Lobos e da companhia de dança de Sandra Diekens. Nessa época foi elogiado publicamente pelo pianista de jazz americano Herbie Hancock e pelo próprio Victor Assis Brasil. Após a dissolução do grupo, devido à ida de Victor Assis Brasil para Boston, passou a atuar como pianista do quarteto do baterista Edison Machado, recém-chegado do exterior, ao lado do saxofonista Ion Muniz e do baixista Ricardo Santos, realizando várias apresentações e temporadas no Rio. Com o quarteto, gravou o LP "Obras II: O Pulo do Gato". Nessa mesma época, atuou também com outros artistas, como os músicos Edison Maciel, Hélio Delmiro, Paulo Moura e José Alves (o "Zé Bicão"), e as cantoras Elza Soares e Eliana Pitmann. Ao lado de Naná Vasconcelos, Nelson Ângelo e Edson Lobo, acompanhou os irmãos Marcos e Paulo Sergio Valle em shows pelo Brasil.

No início da década de 1970, decidido a tocar bateria, desligou-se do Quarteto Edison Machado e passou a integrar o trio do pianista Tenório Jr., ao lado do baixista Carlos Monjardim. Atuou, como baterista e arranjador, do show que reuniu uma única vez os músicos Marcio Montarroyos (trompete), Guilherme Rodrigues (sax alto), Ion Muniz (sax tenor), Edison Maciel (trombone), Alfredo Cardim (piano) e Edson Lobo (contrabaixo), realizado na antiga boite Drink's (RJ). Nessa mesma época, criou seu próprio quinteto, com o qual apresentou, no Teatro Marília (BH), o concerto "O Pulo do Gato", título de uma composição de sua autoria.

Em 1972, mudou-se para os Estados Unidos, onde viveu durante 19 anos, inicialmente em Boston, trabalhando como pianista, organista e baterista com grupos e cantores locais, integrando a comunidade de músicos brasileiros residentes na cidade, formada por Alfredo Cardim, Guilherme Rodrigues, Victor Assis Brasil, Cláudio Roditi, Claudio Caribé, Zeca Assumpção, Roberto Sion, Ronaldo Alvarenga e Nelson Ayres. Nessa época, tocou com vários músicos de jazz americanos, como Joe Lovano, Andy LaVerne, Harvey Schwartz, Billy Drews, John Scofield e Brian Torf, entre outros.

Em 1976, mudou-se para Nova York, onde atuou, principalmente como pianista de jazz e música brasileira, ao lado de Slide Hampton, Naná Vasconcelos, Claudio Roditi, Cameron Brown, Duduka da Fonseca, João Palma, Denis Irwin, Thiago de Mello, Dom Um Romão e Nico Assumpção, entre outros. Apresentou-se nos seguintes espaços: Blue Note, Sweet Basil, Town Hall, Village Gate, The Cat Club, Iridium, Ali’s Alley, em Nova York; The Blues Alley, em Washington, DC; Seventh Center Pennsylvania Jazz Festival, em Harrisburg.

Participou de festivais de música latino-americana em Nicarágua e El Salvador com o grupo de Thiago de Mello. Atuou com a cantora Joyce, com quem gravou os discos "Água e luz" (Odeon, 1981) e "Language and Love" (Polygram Records, 1991).

Durante seis anos foi pianista do restaurante River Cafe, em Brooklyn, inaugurado em 1977 com o pianista brasileiro Dom Salvador. Sua atividade como músico nessa temporada norte-americana incluiu também atuações como organista e baterista em bares de Boston, como percussionista em bailes de carnaval e como baterista de circo.

Retornou ao Brasil em 1991, fixando residência na capital do país, onde foi professor da Universidade de Brasília e atuou como pianista de jazz em bares locais e no Teatro Nacional de Brasília com seu trio, integrado pelos músicos Erivelton Silva (bateria) e Rômulo Duarte (contrabaixo).

Em 1997, mudou-se para o Rio de Janeiro para assumir o cargo de professor efetivo na Universidade do Rio de Janeiro (UniRio). Desde então trabalhou com Milton Banana, J.T. Meirelles, Cris Delanno, Idriss Bodrioua e Durval Ferreira.

Formou um trio, com o qual vem atuando, com a participação de Sérgio Barrozo ou Edson Lobo, no baixo, e Alfredo Gomes ou Xande Figueiredo, na bateria, interpretando um repertório que inclui várias composições de sua autoria. Apresentou-se, com o trio, na Rádio MEC, na casa noturna Mistura Fina e em outros espaços, no Rio e outras cidades.

Em 2003 participou, ao lado do baixista Bruce Henry, de um festival internacional de sapateado na Holanda, acompanhando sapateadores do Brasil, Estados Unidos e Canadá, e tocou também em Londres.

No ano seguinte fez uma temporada de dois meses tocando jazz e bossa nova no circuito hoteleiro de Boston.

Em 2005, realizou concerto no St. Petersburg College, na Flórida, com músicos locais, gravou um CD em Nova York com o percussionista Thiago de Mello e o clarinetista Dexter Payne e fez duas apresentações de jazz em Boston. Nesse mesmo ano, esteve em Nova York para uma temporada em bares tocando música brasileira, apresentando-se sozinho ou com um trio formado com o baterista Paulo Braga e baixista Leco Soares. Também em 2005, produziu e gravou o CD "Bossa na pressão", contendo suas composições "Rua Juquiá", "Leda", "Quietude", "Terra de Angara", "Lelé do coração" e "Depois do Natal", além de "Caminhos cruzados" e "Desafinado", ambas de Tom Jobim e Newton Mendonça, "Sabor carioca" (Raul Mascarenhas), "Você vai ver" (Tom Jobim), "Big Sur" (Alfredo Cardim) e "Coisa mais linda" (Carlos Lyra e Vinicius de Moraes). O disco contou com a participação de Sérgio Barrozo (contrabaixo) e Duduka da Fonseca (bateria).

É professor da UniRio. Leciona Harmonia, Improvisação, Análise musical e Prática de conjunto.

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