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Guilherme de Brito

Guilherme de Brito Bollhorst
3/1/1922 Rio de Janeiro, RJ
26/4/2006 Rio de Janeiro, RJ

Biografia

Compositor. Cantor. Pintor. Escultor.

Neto de alemão, nasceu em Vila Isabel, no Rio de Janeiro. Seu pai, Alfredo Nicolau Bollhorst, foi funcionário da Central do Brasil e tocava violão. Sua mãe, Marieta de Brito Bollhorst, tocava piano e sua irmã, como o pai, também tocava violão.

Como desde cedo demonstrara musicalidade, ganhou um cavaquinho aos oito anos, que passou a tocar em casa e na rua, em troca de frutas dadas pelo quitandeiro da vizinhança. Logo trocou o cavaquinho pelo violão, tanto pela desproporção em relação a sua altura, como pelo pouco recurso que o instrumento lhe oferecia para compor.

O pai faleceu em 1934. Devido às dificuldades pelas quais a família passava, empregou-se, em 1936, como office-boy na Casa Édson que, na época, exigia um termo de responsabilidade para que ele trabalhasse. Os amigos da família colaboraram, dando o necessário, e a mãe adaptou as roupas do pai para o filho, já um rapaz alto e magro. A reforma da roupa motivou logo um apelido dado pelos colegas, "Calção-balão", que se tornou tema de seu primeiro samba, do qual o compositor não se lembra nem da letra nem da melodia. Mais tarde, transferiu-se para o cargo de mecânico de máquinas de calcular, que ocupou até a sua aposentadoria.

Dentre suas melhores lembranças, constam a carona que pegava no carro do vizinho mais famoso, Noel Rosa, e a calçada da d. Doca, que lhe servia de tela para desenhar com carvão as figuras da Revista Tico-Tico, as quais era obrigado a apagar com jatos d'água. Na escola, foi muitas vezes chamado a ilustrar o quadro-negro com os temas da aula. Como pintor, seu primeiro trabalho, um óleo sobre tela, data de 1966.

Em 1970 inscreveu-se no Primeiro Salão Carioca de Pintura Naïf. Teve dificuldades, a princípio, por não ter um currículo consagrado como pintor. Contudo, isso não impediu que tivesse o seu quadro premiado. Recebeu a condecoração Comendador da Ordem ao Mérito das Belas Artes pela Aeronáutica e, ainda, a homenagem do Clube do Samba, cuja galeria de arte recebeu seu nome.

No ano de 1987, ganhou como prêmio da Base Aérea do Galeão uma viagem para a Ilha de Fernando de Noronha.

Em 1990 e 1992, expôs seus quadros no Japão, nas cidades de Tóquio e Osaca, respectivamente. Além desse país, teve quadros expostos na Áustria e nos Estados Unidos. Como escultor, trabalhou com cerâmica e bronze, tendo feito exposição de suas peças no Museu da Imagem e do Som, em 1985.

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