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Gonzaguinha

Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior
22/9/1945 Rio de Janeiro, RJ
29/4/1991 perto de Curitiba, PR

Crítica

A maior parte do público sempre associou Gonzaguinha às músicas de protesto e de resistência à ditadura militar. Colaborava para isso, além de canções raivosas como “Comportamento Geral” (1973), a própria imagem cultivada pelo compositor, carrancudo e dono de um mau humor folclórico na MPB. Mesmo depois que a ultra-romântica “Explode Coração” se tornou um enorme sucesso na regravação de Maria Bethânia, ele não deixou de encarnar o eterno militante estudantil.

Nada como o tempo para filtrar verdades. Hoje, as músicas engajadas de Gonzaguinha soam datadas e até ingênuas. Em compensação, suas canções de amor e seus sambas esfuziantes lhe garantem um lugar de honra na história da música brasileira. Na verdade, “Explode Coração” e o disco em que estava incluída, “Gonzaguinha da Vida”, talvez o melhor que gravou, representaram um divisor de águas em sua carreira. Marcam a sua maturidade e o fim da obsessão com os temas políticos e sociais. Estes, dali em diante, apareceriam menos freqüentemente e às vezes nas entrelinhas das letras. O disco continha ainda “Diga Lá”, “Coração” e “Com a Perna no Mundo”, além da divertidíssima “Feijão Maravilha”, tema da novela homônima da TV Globo na voz das Frenéticas.

A grande fase de Gonzaguinha se prolongaria pelos dois discos seguintes, “De Volta ao Começo” e “Pessoa – Coisa Mais Maior de Grande”. O primeiro contém “E Vamos à Luta” (“Eu acredito é na rapaziada..”), “Grito de Alerta” e a balada “Sangrando”. O segundo tem como destaque “Eu Apenas Queria que Você Soubesse”. Depois disso, no disco “Caminhos do Coração”, Gonzaguinha conheceria o último de seus grandes sucessos com um samba espetacular, “O Que É, O Que É ?” . Os discos que vieram depois são menos inspirados, embora o compositor demonstrasse um refinamento cada vez maior em seu estilo.





Okky de Souza

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