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Gerson Ferreira Pinto

Gerson Ferreira Pinto
20/3/1939 Rio de Janeiro, RJ

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Dados Artísticos

Em 1956 formou o primeiro conjunto, que mais tarde viria a ser o Sexteto Legaps, a principal atração dos bailes de domigo do Grajaú Tênis Clube e da Associação Atlética do Banco do Brasil.

Por volta de 1962 participou do grupo Blues Jeans Rock, conjunto titular do programa "Hoje é dia de rock", dirigido por Jair de Taumaturgo e apresentado por Isaque Zaltman na TV Rio. Por essa época, participou de vários bailes e shows ao lado de Luizão Maia (baixo), Hélio Delmiro (guitarra) e Cláudio Caribé (bateria).

Em 1966 formou um grupo de choro com Jair Justino de Oliveira (violão), Adoniram Pinto Borges (violão de sete cordas), Belmiro de Pinho (bandolim) e Gerson Ferreira Pinto (flauta). Com o falecimento de Belmiro de Pinho o grupo ficou sem bandolinista, mas passaram a integrá-lo Altayr Manoel dos Reis (Reizinho - cavaquinho) e Waldir Carpinter (Pança - pandeiro). Outros músicos participavam eventualmente nas apresentações do grupo, que por essa época, nem era ainda conhecido como Amigos do Choro. Entre os novos músicos que passaram a intgrar o grupo, destacam-se Horacy Medella (violão) e Alcides Lyra Lopes (pandeiro).

Em 1967 ingressou no conjunto Fórmula 7 ao lado de Márcio Montarroyos, Maestro Nelsinho, Luizão Maia, Hélio Celso, Pedrinho, João Luiz. Com este grupo apresentou-se no Canecão e nos programas de televisão "Um instante maestro" e "A grande chance", de Flávio Cavalcanti, entre outros. Gravou no primeiro LP do conjunto Fórmula 7 atuando como sax-tenorista. Destacando-se também como flautista na faixa "Canção do amanhecer" (Edu Lobo e Vinicius de Moraes).

Por volta de 1972, ainda atuando no grupo de choro, ingressou no conjunto o bandolinista Rossini Ferreira. Por essa época, o grupo foi batizado pela pianista Maria Alice Saraiva com o nome Amigos do Choro, pois era formado por amigos que se encontravam no Bar do Abrahão, na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro, para tocar choro, sem pretensões profissionais.

Outros dois membros foram integrandos ao Amigo do Choro, Carlos Eduardo Souza (violão) e Nilza Peixoto de Oliveira (afoxé).

Em 1975 conheceu no Museu da Imagem e do Som, no Rio de Janeiro o pesquisador Ary Vasconcelos, que convidou o grupo para se apresentar no evento "Semana Jacob do Bandolim", no Museu, naquele mesmo ano.

Entre 1975 e 1977 integrando o Amigo do Choro, continuou apresentando-se regularmente no Bar do Abrahão. No final do ano de 1977 o grupo apresentou-se no programa "Concerto para a juventude", da TV Globo. Neste mesmo ano, participou também do "1º Concurso de Conjuntos de Choro", promovido pela Secretaria Municipal de Eduacação e Cultura do Município do Rio de Janeiro, obtendo o 1º lugar com a composição "Recado" (Rossini Ferreira). Neste mesmo ano, foi ao ar no programa Fantástico, da TV Globo, uma apresentação do grupo. O grupo também participou do "1º Festival Nacional do Choro - Brasileirinho", da Rede Bandeirante, classificando-se em primeiro lugar com o choro "Ansiedade", de Rossini Ferreira. A composição foi gravada ao vivo, junto com outras 11 e incluída no LP oficial do festival, disco que contou também com a participação de Sivuca, Maurício Magalhães de Carvalho ( Mú Carvalho - A Cor do Som), João Carrasqueira, Vivaldo Medeiros, entre outros. Com o sucesso obtido no festival, o grupo foi convidado a participar de vários programas de televisão: "Programa Levanta Poeira" (TV Globo) e "Choro na Praça", da TV Vila Rica, de Belo Horizonte.

Em 1978 o grupo foi convidado pela Secretaria de Cultural do Município a fazer uma série de quatro apresentações no Planetário da Gávea, no Rio de Janeiro. Nas apresentações recebeu os seguintes convidados: Durval Berredo Guimarães (flautista); Heitor Avena de Castro (citarista); Josefina Mignone (pianista) e Vivaldo Medeiros (craviola). Apresentou-se também no programa "Concertos prar a Juventude". Neste mesmo ano o grupo lançou o primeiro disco, que contou com texto de apresentação de Ary Vasconcelos. No LP, lançado pela gravadora RGE/Fermata, no qual foram incluídas composições de integrantes do grupo, entre elas, "Conselho" (Altayr Manoel dos Reis) e ainda "Ansiedade"; "Concordiando"; "Melancolia"; "Pé de boi"; "Recado"; "Ritinha" e "Tita", todas de autoria de Rossini Ferreira. Ainda no disco o grupo interpretou os clássicos "Vibrações" (Jacob do Bandolim) e "Lamento" (Pixinguinha e Vinicius de Moraes), além de composições pouco conhecidas de Avena de Castro "Okik Ryas" e "Queixumes". Do encarte do LP destacamos o seguinte trecho de Ary Vasconcelos: "...Pois dizer que todas a s músicas são belíssimas. Que Rossini é um gênio do bandolim, que Gerson toca uma flauta de ouro, que os violões, comandados por Jair, dão uma consistência explêndida, que a percussão completa o som característico do conjunto, o que todos irão constatar à mera audição do disco. Portanto, nada mais falta a não se ouvir. Isto é, consumir, prato a prato, este explêndido banquete sonoro que os Amigos do Choro nos servem para gozo total dos ouvidos. Em matéria de choro, pelos menos - para usar uma expressão muito usada pelo chorão - escritor - Alexandre Gonçalves Pinto, neste álbum 'o gato não dorme no fogão'". O disco acumulou críticas favoráveis de Sérgio Cabral (Jornal O Globo), José Ramos Tinhorão (Jornal do Brasil) e Fernando Roberto (Jornal Última Hora). Neste memso ano de 1978 o grupo participou do "II Festival Nacional do Choro", da TV Bandeirante, no qual defendeu o choro "Relembrando Pixinguinha", da autoria do bandolinista Moacyr Cardoso, classificando-se entre os dez primeiro lugares, sendo incluído no LP do festival.

Entre 1979 e 1988 o grupo diminuiu siubstancialmente as paresentações. Vários de seus integrantes faleceram ou estavam envolvidos em outras atividades musicais.

Em 1989 o grupo voltou reunir-se no Bar do Abrahão (Abrahão Hadad , o Rei Momo, falecido em 5/7/1981). O bar passou a ser adimistrado pelo filho de Wagner Abrahão. O conjunto contava apenas com Carlos Eduardo, Gerson Ferreira Pinto e Adoniram Borges, logo depois foram integrados Sérgio Reis Alencastro Mattos (violão) e Paulo César da Cunha Heleno (cavaquinho).

Em 1993 o conjunto apresentou-se no programa "Onde canta o sabiá", na Rádio Nacional AM.

No ano de 1996, reintegrou-se ao grupo o pandeirista Wilson Dião. Logo depois o grupo deu por encerradas as atividades.

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