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Gabriel O Pensador

Gabriel Contino
4/3/1974 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Surgiu no cenário musical com a coletânea "Tiro inicial", surgida no Rio de Janeiro no início da década de 1980. Produzida pelo CEAP (Centro de Articulações das Populações Marginalizadas) tendo como mentor o político e ativista negro Ivanir dos Santos e como produtor musical Mairton Bahia, a coletânea aglutinou os primeiros valores cariocas ligados ao hip hop carioca: Gabriel O Pensador, MV Bill e Artigo 288 (liderado pelo rapper Gilmar), entre outros.

No ano de 1992 lançou o compacto "Tô feliz, matei o presidente". A música foi proibida de ser executada publicamente, pois o Ministério da Justiça considerou que ela incentivava o assassinato do ex-presidente Collor, então em processo de "impeachment". Em seguida, foi contratado pela Sony Music. Ainda neste ano, lançou o primeiro disco, "Gabriel, O Pensador", que, além de contar com "Tô feliz, matei o presidente", continha os sucessos "Lôra burra" e "Retrato de um playboy". Enquanto a primeira composição tratava de mulheres interesseiras e de pouca inteligência, a segunda referia-se aos "filhinhos de papai" alienados e que viviam às custas da família.

Em 1995, lançou o segundo disco, "Ainda é só o começo". Com produção de Fábio Fonseca, o disco gerou polêmica nos meios educacionais em função da música "Estudo errado", levando professores e educadores, de modo geral, a protestarem. O CD seguinte, "Quebra-cabeça", vendeu cerca de 1,5 milhão de cópias. Produzido pelo DJ Memê, seus principais sucessos foram "2345meia78" e "Cachimbo da paz", esta última fazendo referência às drogas.

No ano 2000, lançou o CD "Nádegas a declarar", que vendeu 200.000 cópias e contou com as participações de Fernanda Abreu, Daniel Gonzaga e Lulu Santos.

Em 2001, pela Sony, lançou o CD "Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo".

No ano de 2002, ao lado de Chico Buarque, Abel Silva, Antônio Cícero, Paulinho Lima, Elisa Lucinda, Alcione, Leila Coelho Frota, Adélia Prado, Afonso Romano de Sant'Anna, Ritchie, Ronaldo Bastos, Fernando Brant, Alcione, José Carlos Capinam e Murilo Antunes, entre outros, num total de 149 pessoas, participou do álbum com quatro CDs em homenagem ao poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade. O álbum intitulado "Reunião - O Brasil dizendo Drummond" foi lançado pelo selo Luz da Cidade, do poeta e letrista Paulinho Lima. Neste mesmo ano, no Canal Futura, apresentou o programa "Ponto de Ebulição", no qual falava da produção científica nacional em seus diversos aspectos, juntamente com o professor Carlos Vogt.

Em 2003 lançou o primeiro disco ao vivo intitulado "Gabriel O Pensador MTV Ao vivo", gravador em show na Fundição Progresso e no qual regravou diversos sucessos dos 10 anos de carreira e ainda algumas inéditas.

Em 2004, ao lado de Frejat e da banda Detonautas, apresentou-se no "Festival Skol Rio", na Lona da Marina da Glória, evento produzido por Liminha, ex-guitarrista da banda Mutante.

No ano de 2005 lançou o CD "Cavaleiro andante", no qual contou com a participação especial do grupo Detonautas na faixa "Sorri"; do filho Tom em "Sem neurose"; da rapper paulista Negra Li na música "Deixa rolar" e ainda de Adriana Calcanhoto na faixa "Tás a ver", que virou clipe e também está incluído no disco, no qual também foram incluídas as composições "Bossa 9", "Rap do feio" e "12 meses por ano", entre outras de autoria do próprio rapper. Ao lado de Caetano Veloso, Zeca Baleiro e Milton Nascimento, participou do disco "O irmão do meio", do cantor e compositor português Sérgio Godinho, um dos principais representantes da nova música de Portugal.

Considerado um dos artistas brasileiros que mais desenvolveram o rap no Brasil, obteve também grande sucesso em Portugal a partir de 1996, país para qual faz constantes viagens para turnê de divulgação de seus discos.

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