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G. R. C. E. S. Mocidade Alegre



Dados Artísticos

Após reuniões no Paulistano, na Rua da Glória e a partir dos estatutos dos "Acadêmicos do Peruche" foi fundado em 24 de setembro de 1967 o Grêmio Recreativo Cultural Escola de Samba Mocidade Alegre, que adotou o nome do Bloco Carnavalesco Mocidade Alegre, bloco com homens vestidos de mulheres, que costumava desfilar no centro de São Paulo, mas com vários dos participantes que viriam a fundar a escola.
O primeiro presidente foi Juarez da Cruz, co-fundador ao lado de seus irmãos Carlos e Salvador da Cruz, Neide (esposa de Salvador), entre outros, sendo os três nascidos na cidade de Campos, no Rio de Janeiro. A escola adotou como cores oficiais a verde, a vermelha e a branca, sendo a primeira escola, no carnaval paulista, a utilizar destaques sobre carros alegóricos e desfilar com alas coreografadas.
No ano seguinte à fundação, em 1968, desfilou com 180 componentes e com o enredo "Índios do Brasil", classificando-se em quinto lugar.
No ano de 1969 desfilou com o tema "Romanos", ganhando o primeiro lugar. Passou assim para o segundo grupo, transformando-se de bloco carnavalesco em escola de samba.
Tendo como madrinha a Escola de Samba Império do Samba de Santos, Dráusio da Cruz (como diretor de harmonia) começou a ensaiar os passistas e ritmistas da Mocidade Alegre e em 7 de julho de 1970 foi inaugurada a quadra da escola na Avenida Casa Verde, no bairro do Limão, sendo conhecida por A Morada do Samba. Ainda em 1970, venceu o "Segundo Grupo" e, nos anos seguintes, já no Grupo de Elite, foi campeã em 1971, ganhou o bi-campeonato em 1972 e consagrou-se tricampeã do carnaval paulistano em 1973.
É considerada a primeira Escola de Samba a ser convidada pelo Ministério da Cultura a representar a Cultura da Raiz Paulistana na Europa, viajando para a Ilha da Madeira.
Em 1980 foi campeã do carnaval paulista.
Nos anos de 1993, 1996 e 2000, classificou-se em terceiro lugar.
No ano de 2003 assumiu a presidência da escola Solange Cruz Bichara Rezende, tendo como vice Marcos Rezende (Mestre Sombra). No carnaval deste ano de 2003 foi vice-campeã com o enredo "Omi - O Berço da Civilização Yorubá".
No ano de 2004 consagrou-se campeã com o enredo "Do Além-Mar à Terra da Garoa, Salve esta Gente Boa", quando todas as escolas desfilaram com temas referentes aos 450 Anos da Cidade de São Paulo.
Em 2005, com o enredo "Clara, Claridade... O canto de luz no Ylê da Mocidade", em homenagem à cantora mineira Clara Nunes, obteve o 3º lugar no "Grupo Especial".
No ano seguinte, em 2006, classificou-se também em terceiro lugar com o enredo "Das Lágrimas de Iaty surge o Rio, do Imaginário Indígena a Saga de Opara. Para os Olhos do Mundo um Símbolo de Integração Nacional: Rio São Francisco", sobre a história do Rio São Francisco contada através do imaginário indígena.
Em 2007 desfilou com o samba-enredo "Posso ser Inocente, Debochado e Irreverente... Afinal, Sou o Riso Dessa Gente!", de autoria de China, Grandini e Magrão, puxado por Daniel Collête e tendo como carnavalesco Zilkson Reis, sendo a campeã do carnaval paulista neste ano.
No ano de 2009 sagrou novamente campeã do Grupo Especial do carnaval paulista.
Em 2012 sagrou-se a campeã do Grupo Especial do carnaval paulista, com enredo criado por pelo carnavalesco amazonense Márcio Gonçalves em colaboração de Sidnei França, autor da concepção, pesquisa e desenvolvimento dos enredos da Escola desde 2004.
No ano de 2013 sagrou-se bi-campeã do carnaval paulista com o samba-enredo "A sedução me fez provar, me entregar à tentação... Da versão original, qual será o final?", de autoria de André Ricardo, Bruno Ribas, Fernando, Renato Guerra, Rodrigo Minuetto e Vitor Gabriel.
Entre suas celebridades destacamos a rainha da bateria Nani Moreira e o Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira Emerson e Adriana.
BIBLIOGRAFIA CRÍTICA: ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira - Criação e Supervisão Geral Ricardo Cravo Albin. Rio de Janeiro: Edição Instituto Antônio Houaiss, Instituto Cultural Cravo Albin e Editora Paracatu, 2006.
AMARAL, Euclides. Alguns Aspectos da MPB. Rio de Janeiro: Esteio Editora, 2008. 2ª ed. Esteio Editora, 2010.

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