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Francisco Egydio

Francisco Egydio
17/1/1927 São Paulo, SP
17/10/2007 São Paulo, SP

Dados Artísticos

Iniciou a carreira artística na década de 1950, e em 1951 assinou contrato com a Rádio Excelcior. Logo foi contratado pela gravadora Copacabana na qual lançou seu primeiro disco em 1953 interpretando os sambas "Rascunho brasileiro", de Polera, com acompanhamento da orquestra de Nozinho, e, "Sem palavras", de M. Mores, E. S. Discepolo e Nelson Figueiredo, com acompanhamento de Alfredo Grossi e Sua Orquestra Típica. Em 1954, gravou a marcha "Espanhola tentação", de José Roy e Rodrigues Filho, e o samba "Nosso amor morreu", de Avaré e Wilson Roberto. No mesmo ano gravou duas composições de Oscar Gomes Cardim em homenagem ao quarto centenário da cidade de São Paulo: o samba "Terra bandeirante", e o dobrado "São Paulo das bandeiras". Ainda em 1954, lançou mais dois discos pela Copacabana interpretando o clássico samba "A Bahia te espera", de Herivelto Martins e Chianca de Garcia, os sambas "Operária", de Francisco Ávila, e "A diferença", de Celso Vilaça, e a marcha "Sombra e água fresca", de José Roy, Arlindo de Oliveira e Orlando Monello.  Foi para a gravadora Odeon em 1955, e gravou o bolero "Vera Cruz", de S. Cahn, H. Friedhofer e Ghiaroni, e o mambo "Quem será?", de Beltran Ruiz com versão de Lourival Faissal. No mesmo ano, gravou o partido alto "Samba de nego", de Heitor dos Prazeres e Kaumer Teixeira Camelo, e o samba "Joquei clube", de Antonio Rago e João Pacífico. Visando o ano de 1956, gravou a marcha "Se essa nega fosse minha", de Elzo Augusto e Gentil Castro, e os sambas "Pingo d' água", de Beduíno e Conde, "Viva o Santos", uma homenagem de Júlio Nagib ao Santos Futebol Clube, campeão paulista daquele ano, e "A voz do morro", de Zé Kéti, no segundo registro desse clássico samba. Ainda nesse ano, gravou com Roberto Paiva o famoso LP "Polêmica - Wilson Batista X Noel Rosa - Roberto Paiva e Francisco Egydio" lançado pela Odeon, com capa do caricaturista Nássara. Nesse disco, interpretou os sambas "Rapaz folgado", "Palpite infeliz", "João Ninguém", todas de Noel Rosa, além de "Feitiço da Vila", de Vadico e Noel Rosa. Em 1957, gravou com a orquestra de Luis Arruda Paes os sambas "Pedacinho por pedacinho", de Elzo Augusto, e "Advinhão", de Elzo Augusto e Gentil Castro, e com a orquestra de Hector Lagna Fietta, os sambas "Sorris", de Portinho e Wilson Falcão, e "É desconfiança", de Elzo Augusto. No ano seguinte, lançou mais quatro sambas "Cinco letras", de Benedito Lobo e J. Nunes, "Greve de amor", de Gomes Cardim e Antoninho Lopes, "Coração de fera", de Curumba e Santos, e "Até parece castigo", de Portinho e Rolando Candiano. Gravou em 1959, o afro-bolero "Noite má", de Betinho e Heitor Carrilho, e o rock-balada "Por um beijo de amor", de Testa, Poes e Júlio Nagib. Por essa época, sua carreira ficou mais especializada em gravações de músicas românticas. Em 1960, gravou pela Odeon o LP "Creio em ti" no qual interpretou músicas como a que deu título ao disco, de E. Drake, I. Graham, J. Shirl e A. Stillman com versão de Osvaldo Santiago, "Noite má", de Betinho e H. Carillo, "Cem por cento sincera", de Elzo Augusto, "Até parece castigo", de Portinho e Rolando Candiano, "Leva-me contigo", de Dolores Duran, e "Um minuto só", de Édson Borges. Ainda em 1960, tornou-se o primeiro a receber o Troféu Imprensa na categoria cantor. No ano seguinte participou do LP "Hebe comanda o espetáculo" lançado pela cantora e apresentadora pela Odeon no qual ela cantava e apresentava outros intérpretes. Nesse disco, interpretou "Maria Rosa", de Lupicínio Rodrigues e Alcides Gonçalves. Em 1962, lançou o LP "Francisco Egydio vive os sucessos de Lupicínio Rodrigues", um tributo ao compositor gaúcho no qual interpretou jóias do cancioneiro popular como "Nunca", "Nervos de aço", "Vingança", "Esses moços (Pobres moços", e "Exemplo", todas composições solo de Lupicínio Rodrigues, além de "Cadeira vazia", e "Quem há de dizer", com Alcides Gonçalves, e "Se acaso você chegasse", com Felisberto Martins. Entre 1966 e 1969, participou de diversos discos coletivos dedicados ao repertório de carnaval registrando marchas como "Eu vou ferver" e "Quem bate" , de Santos, "Vou deixar cair", "Pra frente", e "Garota moderna", as três da dupla Vicente Longo e Waldemar Camargo. Em 1970, já pela Continental, lançou um LP em quem predominaram versões de músicas estrangeiras de sucesso, entre as quais, "E o mundo segue girando", de L. Favio, Léo Dan, Lambertucci e versão de Gióia Júnior, "Deus como te amo", de Domenico Modugno com versão de Demetrio Carta, "Foste minha um verão", de Vico Berti e Leonardo Favio, e versão de Cid César, e "Vai", de R. Evans e A. Alstone, e versão de Nazareno de Brito. Em 1975, participou da trilha sonora da novela "Meu rico português", da TV Tupi, em LP lançado pela Continental no qual interpretou a música "Estranha forma de vida". Em 1977, lançou pela Chantecler um LP que intitulou de "Chico Egydio" e no qual interpretou clássicos como "Se alguém perguntar por mim", de Luis Wanderley, "Risque", de Ary Barroso, "Caminhemos", de Herivelto Martins, "A volta do boêmio", de Adelino Moreira, e "Cinco letras que choram (Adeus)", de Silvino Neto. No mesmo ano, participou do LP "Carnaval 77 - Convocação geral" lançado pela Som Livre visando reativar o repertório carnavalesco no qual interpretou a marcha "Mulata ponte aérea", de Elzo Augusto. Em 1978, participou do LP "Sambas de enredo das Escolas de samba do Grupo 1", de São Paulo, lançado pela Continental interpretando o samba-enredo "Sonho de um Rei negro", de João Dionisio e Bom Cabelo, da Escola de Samba Nenê de Vila Matilde. Em 1990, participou do LP "Feitiço da Vila", lançado pela EMI-Odeon em homenagem a Noel Rosa no qual cantou o samba "Palpite infeliz". Em sua extensa carreira gravou mais de vinte discos em 78 rpm além de vários LPs pelas gravadoras Odeon, Chantecler e Continental, além de participar de diversas coletâneas. Seu principal trabalho foi a gravação feita com Roberto Paiva e que relembrou a famosa polêmica entre Noel Rosa e Wilson Batista.

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