Busca:

Francisco Alves

Francisco de Morais Alves
19/8/1898 Rio de Janeiro, RJ
27/9/1952 Pindamonhangaba, SP

Dados Artísticos

Iniciou a carreia artística em 1918 cantando no Pavilhão do Méier para o qual foi aprovado num teste e depois, no Circo Spinelli. A companhia com a qual trabalhava dissolveu-se pouco depois devido aos efeitos provocados na cidade pela gripe espanhola. Um ano depois a companhia voltou a se organizar em Nitérói e o cantor voltou a atuar nela. Por essa época conheceu numa festa o compositor Sinhô que o apresentou a João Gonzaga, filho de Chiquinha Gonzaga e que estava montando uma fábrica de discos. Em 1919 lançou pelo selo Popular seu primeiro disco interpretando de Sinhô a marcha carnavalesca "O pé de anjo" e o samba "Fala, meu louro", com o próprio Sinhô fazendo o ritmo e o côro formado por algumas de suas sobrinhas e seu amigo Juvenal Fontes. Em seguida, gravou do mesmo Sinhô o samba "Alivia esses olhos". Continuou frequentando rodas de boemia em bairros como a Lapa e Vila Izabel, travando conhecimento com inúmeros artistas, entre os quais, Pixinguinha.  Em 1921 conheceu o empresário José Segreto que o convidou a trabalhar no Teatro São José, em revistas musicais, interpretando sucessos de Vicente Celestino. Em 1924 gravou na Odeon, sem muito sucesso, o samba "Miúdo", de Sebastião Santos Neves, e de Freire Júnior as marchas carnavalescas "Não me passo prá você" e "Mademoiselle cinema". Em 1927, realizou uma série de gravações mecânicas na Odeon, interpretando diversas composições de Sinhô como o maxixe "Cassino Maxixe" e o samba "Ora vejam só", esta última, grande sucesso do carnaval daquele ano. No mesmo ano gravou o samba "O que é nosso", de José Luiz de Morais, o Caninha, que havia vencido um concurso carnavalesco promovido pelo jornal "Correio da Manhã". Ainda no mesmo ano, tornou-se o primeiro cantor a gravar no novo sistema eletrônico na Odeon, lançando a marcha "Albertina" e o samba "Passarinho do má", ambas do dançarino e compositor Duque.  Em 1928 gravou outros sucessos de autoria de Sinhô, os sambas "A favela vai abaixo" e "Não quero saber mais dela", este último em dueto com a atriz Rosa Negra, com a qual gravou também o fox trote "Moleque namorador", de Hekel Tavares e o fox "Que pequena levada" de J. Francisco de Freitas. Neste ano gravou pela Odeon 62 discos, num total de mais de 120 músicas, um verdadeiro record. Dentre essas diversas gravações, constam as do maxixe "Não posso  comer sem molho", de Bonfíglio de Oliveira e o samba "Foram-se os malandros", de Donga, feitas com o cantor Gastão Formenti. Registrou também, o samba "Festa de branco", de Pixinguinha, a modinha "Leão da noite"(Flor de sangue), de Pedro de Sá Pereira, o tango "Adios mis farras", de Raul Roulien e a valsa "Castelo de luar", de Joubert de Carvalho. Também em 1928 gravou na Parlophon, subsidiária da Odeon, a canção "A voz do violão", de sua autoria e Horácio de Campos.  Os versos  da canção foram compostos originalmente para a revista "Não é isso que eu procuro", encenada pela companhia de Jardel Jércolis e que não alcançou sucesso, foram musicados pelo cantor que se entusiasmou com o poema, e que acabou por se tornar um marco na sua carreira, sendo regravada ainda mais quatro vezes.  Em 1929 teve duas composições gravadas por Mário Reis, os sambas "Vadiagem", que foi um dos sucessos do período e "Perdão". No mesmo ano, alcançou sucesso com a canção "Lua nova", parceria com Luiz Iglesias e o samba "Amor de malandro", parceria com Ismael Silva. Dentre os 51 discos que gravou nesse ano, registrou duas composições alusivas ao então canditato à presidência da República Júlio Prestes, a marcha "Seu Julinho vem", de Freire Jr.  e o samba "Eu ouço falar (Seu Julinho), de Sinhô, além de um samba de Cartola, "Que infeliz sorte".  Em 1930, entre diversos registros fonográficos, gravou "Quando a mulher não quer", samba de Caninha, "Dá nela", samba de Ary Barroso, que foi destaque no carnaval daquele ano, e "Dor de uma saudade", samba de sua autoria. Com a cantora Gilda de Abreu registrou a valsa canção "Se estou sonhando", de J. Burke, com versão de Osvaldo Santiago. No mesmo ano gravou o primeiro disco, de uma série de 12 com Mário Reis, interpretando os sambas "Deixa essa mulher chorar", de Sylvio Fernandes e "Quá quá quá", de Lauro dos Santos. Participou também de seu primeiro filme, "Coisas nossas", de Wallace Downey.  Em 1931 gravou dois sambas de sua polêmica parceria com os sambistas do Estácio, Ismael Silva e Nilton Bastos, os sambas "Nem é bom falar" e "olê-leô". Esta parceria levou a comentários, nem sempre justos e verdadeiros, a respeito da compra de sambas por parte do cantor. Tal fato era verdadeiro em alguns casos, mas não em todos, e, ofuscou um pouco seu talento como compositor. No mesmo ano, lançou o segundo disco com Mário Reis no qual os dois interpretaram "Se você jurar", parceria com Ismael Silva e Nilton Bastos, que se tornou um grande sucesso e clássico da música brasileira.  Em 1932, lançou dois sambas antológicos, "Para me livrar do mal", de Noel Rosa e Ismael Silva, e, com Mário Reis, "A razão dá-se a quem tem", de sua parceria com Ismael Silva e Noel Rosa.  Ainda no mesmo ano, excursionou a Buenos Aires com Mário Reis, Carmen Miranda, Luperce Miranda e Tute. Em 1933, assinou contrato com a Rádio Mayrink Veiga e gravou mais três discos em dupla com Mário Reis, destacando-se os sambas de Noel Rosa "Estamos esperando", "Tudo que você diz" e o clássico "Fita amarela", grande sucesso no carnaval daquele ano. No mesmo ano, foi o responsável pelo lançamento de Aurora Miranda, irmã de Carmem Miranda como cantora, com a qual gravou em dueto a marcha "Cai, cai, balão", de Assis Valente e o samba "Toque de amor", de Floriano Ribeiro de Pinto. Também na mesma época, gravou com Castro Barbosa o samba "Feitio de oração", de Noel Rosa e Vadico, que se tornou um clássico da MPB.  Em 1934, excursionou a Porto Alegre juntamente com Noel Rosa, que foi como violonista, o pianista Nonô, o bandolinista Peri Cunha e o cantor Mário Reis, realizando diversas apresentações. No mesmo ano, parrticipou de seu primeiro filme, "Alô, alô, Brasil", da Waldow-Cinédia, dirigido pelo americano Wallace Downey, com roteiro de João de Barro (Braguinha) e Alberto Ribeiro, lançado no ano seguinte, interpretando "Foi ela", de Ary Barroso. Ainda no mesmo ano, assinou contrato com a gravadora Victor onde estreou cantando o fox-trot "Dei-te meu coração", de Franz Lehar, com versão de Orestes Barbosa e a valsa "Por teu amor", de sua autoria e o mesmo Oreste Barbosa.  Em 1935, gravou com Lamartine Babo a marcha "Grau dez...", de Lamartine Babo e Ary Barroso. No mesmo ano, lançou em seu programa  na Rádio Cajuti o cantor Orlando Silva. Em 1936 tomou parte no filme "Alô, alô carnaval", de Adhemar Gonzaga, no qual interpretou "Comprei uma fantasia de pierrô", de Alberto Ribeiro e Lamartine Babo, "Manhãs de sol", de João de Barro e Alberto Ribeiro, "Amei", de Eratóstenes Frazão e Antônio Nássara e "Sonhos de amor", de Franz Liszt. No mesmo ano, fez sucesso com a valsa "Boa noite amor", de José Maria de Abreu e Francisco Matoso, composição que marcaria sua presença no rádio, sendo executada como prefixo e sufixo de suas apresentações.  A valsa foi por ele regravada ainda mais duas vezes. Ainda como destaques do ano ficaria o samba "Favela", de Roberto Martins e Valdemar Silva.  Em 1937, entre outras composições, gravou os sambas "Ando sofrendo", de Alcebíades Barcelos e Roberto Martins e "Foi você", de Ataulfo Alves e Roberto Martins e o samba canção "Serra da boa esperança", de Lamartine Babo. No ano seguinte, gravou 4 composições de Ary Barroso, as marchas "Como as ondas do mar" e "De déu em déu", e os sambas "Vão pro Scala de Milão" e "Ela sabe e não diz", e do pernambucano Capiba, o frevo canção "Júlia". Em 1939, estreou na Columbia lançando com Dalva de Oliveira os sambas "Brasil!", de Benedito Lacerda e Aldo Cabral e "Acorda Estela", de Benedito Lacerda e Herivelto Martins. No mesmo ano, foi responsável  pela  primeira gravação de "Aquarela do Brasil", de Ary Barroso, com arranjo antológico de Radames Gnatalli e que contaria com uma discografia das mais extensas na história da Música Popular Brasileira.   Em 1940  tomou parte no filme "Laranja da China", de Ruy Costa, no qual cantou as músicas "A dama das camélias", "Despedida de Mangueira" e "Solteiro é melhor". No ano seguinte, voltou a gravar em dueto com Dalva de Oliveira registrando a "Valsa da despedida", de R. Burns, com versão de João de Barro e Alberto Ribeiro.  Também em 1941, dois anos após o lançamento de "Aquarela do Brasil",  fez sucesso com a gravação de "Canta Brasil", de  Alcyr Pires Vermelho e David Nasser, que  consolidaria o prestígio do  gênero samba-exaltação. Sobre a música, Alcyr  contava que "fez a melodia numa viagem de bonde do Centro à  Tijuca depois de receber a letra de Nasser num encontro casual na Avenida Rio  Branco.  "Canta Brasil" foi gravado na Odeon, com acompanhamento da Orquestra da Rádio Nacional. Nesse mesmo ano, alcançou grande êxito com a valsa "Eu sonhei que tu estavas tão linda", de Lamartine Babo e Francisco Matoso. Em julho de 1941, retornou à Odeon, gravadora onde permaneceu até 1952, ano de sua morte.  Em 1942, gravou com sucesso o samba "Sandália de prata", de Pedro Caetano e Alcyr Pires Vermelho. No mesmo ano, impulsionado pelo clima nacionalista provocado pela Segunda Guerra Mundial, gravou a marcha "O "V" da vitória", de Lamartine Babo e com Dalva de Oliveira o samba "Meu país verdadeiro", de Herivelto Martins e Pinto Filho. Em 1943 gravou outro sucesso da dupla Pedro Caetano e Alcyr Pires Vermelho, a valsa "Dama de vermelho". Gravou também a clássica canção "Luar do sertão", de Catulo da Paixão Cearense e João Pernambuco.  Em 1944 gravou outro grande sucesso carnavalesco, a marcha "Eu brinco", de Pedro Caetano e Caludionor Cruz. No mesmo ano, gravou novamente com Dalva de Oliveira, desta feita a valsa "Mais uma história de amor", de Herivelto Martins e Humberto Porto. Mais uma vez, enprestou sua voz ao esforço de guerra e gravou a "Canção do expedicionário", de Spartaco Rossi e Guilherme de Almeida e a canção "Vitória! Vitória!", de José Rodrigues Pires. Ainda no mesmo período, reapareceu no cinema participando dos filmes da Cinédia "Berlim na batucada" e "Caídos do céu".  Em 1945, voltou a gravar composições de Herivelto Martins, muito comum naquele momento de sua carreira, os sambas "Isaura", parceria de Herivelto e Roberto Roberti, "A guerra acaba amanhã", de Herivelto e Grande Otelo e "Que rei sou eu?", de Herivelto e Valdemar Resurreição. No mesmo ano, gravou com o Trio de Ouro o samba "Não é assim que se procede", de Arnô, Buci, Raul e Henrique. Em 1946, gravou a clássica canção "Minha terra", de Valdemar Henrique. Composta em 1923, a canção teve outras duas gravações, mas só se tornou sucesso a partir do seu registro. Em 1947, gravou quatro sambas canção que se tornaram clássicos da música popular brasileira, "Marina", de Dorival Caymmi, "Cinco letras que chora (Adeus)", de Silvino Neto, "Caminhemos", de Herivelto Martins e "Nervos de aço", de Lupicínio Rodrigues.  Em 1948 alcançou sucesso no carnaval com o samba "Falta um zero no meu ordenado", de Ary Barroso e Benedito Lacerda. No mesmo ano, gravou duas composições de Lupícínio Rodrigues que se tornaram clássicos da música romântica, os sambas "Quem há de dizer", este uma parceria com Alcides Gonçaves e "Esses moços (Pobres moços)". Em 1949, gravou os sambas "Chuvas de verão", de Fernando Lobo; "Velhas cartas de amor", parceria sua com Klécius Caldas e "Palavras amigas", de Klécius Caldas e Armando Cavalcanti. No ano seguinte, lançou com sucesso o samba "A Lapa", de Herivelto Martins e Benedito Lacerda. Gravou no mesmo ano, os sambas "Cadeira vazia", de Lupicício Rodrigues e "Vem meu amor", outra parceria sua com Klécius Caldas.  Em 1951, fez sucesso no carnaval com a marcha "Retrato do velho", de Haroldo Lobo e Marino Pinto, que aludia ao retorno do presidente Getúlio Vargas ao poder. No mesmo ano gravou os sambas "São Paulo coração do Brasil " e "Sem protocolo", parcerias com David Nasser. Ainda no mesmo ano, o cantor João Dias gravou da mesma dupla o bolero "Peço a Deus". Em 1952, gravou de sua parceria com David Nasser, o samba "Todo mundo chora" e a toada "Que saudade". Gravou também "Milagre impossível", de sua parceria com René Bittencourt. No mesmo ano, a 10 de setembro, gravou na Odeon, aquele que foi seu último disco, interpretando a canção "Malandrinha", de Freire Jr. e o samba "A mulher do meu amigo", de Dênis Brean e Osvaldo Guilherme. Dezesste dias após esta gravação, o cantor morreu vítima de um acidente automobilístico na Via Dutra, quando retornava de São Paulo. Por ocasião de sua morte, assim noticiou o Jornal do Brasil: "O maior cantor brasileiro de todos os tempos, Francisco Alves, morreu em um desastre de automóvel na Via Dutra, no Estado de São Paulo, quando viajava em direção ao Rio de Janeiro. Seu carro chocou-se com um caminhão em plena rodovia, e, explodindo o motor, as chamas envolveram todo o veículo, carbonizando o corpo do querido artista. (...) Era contratado da Rádio Nacional, em cujo elenco artístico estava há 10 anos. Tão logo chegou a notícia do falecimento de Chico Alves, a emissora suspendeu a sua programação habitual em  sinal de luto. As demais emissoras homenagearam igualmente a sua memória fazendo ouvir os seus discos, inclusive a Rádio Jornal do Brasil, que sentiu profundamente a morte do artista das multidões". Por ocasião do enterro do cantor o mesmo jornal assim noticiou o fato: "Brasil canta "adeus" a Chico Alves: "Adeus, adeus, adeus/Cinco letras que choram/Num soluço de dor". A canção de Silvino Neto foi o fundo musical  da despedida de Francisco Alves, O Rei da Voz. Sua morte arrancou lágrimas no Brasil inteiro. Os seus restos mortais foram transportados para esta capital durante a noite, e no dia seguinte filas intermináveis passaram diante do seu esquife. Multidões compungidas, chorosas, saudosas do seu ídolo desaparecido. Quem conhecia o artista que se impôs pelos seus predicados vocais e pelos dotes do seu coração, sentiu profundamente o acontecimento que o destino determinara."  Em 1953, Aracy de Almeida gravou, dele e René Bittencourt, o samba canção "Boite". Em 1955,  a Atlândida-Argentina-Sonofilms fez o  filme "Chico Viola não morreu", baseado na história de sua vida, com Cyl Farney no papel do cantor. Em 1981, a canção "A voz do violão", com Horácio Campos Alves foi regravada por Gilberto Alves no LP "O fino da seresta volume 2". Sobre sua obra como compositor, observou o musicólogo Vasco Mariz: "Mesmo que, com exagero  lhe fosse negada a autoria de todas as suas músicas , e realmente não há dúvida que muitas delas foram compradas a diversos compositores, uma ficaria, pelo menos, para lhe dar também um título de glória neste setor: a  melodia  com que revestiu os versos de Horácio de Campos e que seria, aliás, o seu prefixo musical: "A voz do violão' ". Em 2002, o selo Revivendo lançou uma caixa com quatro CDs intitulada "Francisco Alves 50 anos depois", com 92 faixas gravadas por ele, em rememoração ao aniversário de sua morte. Os CDs estão divididos em quatro sessões temáticas: as grandes versões, seresteiro, sambista e carnavalesco. Em 2009, foi levado ao palco do Teatro Bibi Ferreiro, no bairro de Botafogo, Rio de Janeiro, o espetáculo "Francisco Alves - O Rei da Voz", com direção de Di Veloso, e Eduardo Cabús no papel principal. O espetáculo cênico-musical narrou a vida do cantor. Em 2013, sua canção "A voz do violão", com Horácio campos, foi interpretada por Cauby Peixoto no espetáculo "A voz do violão", no Teatro NET Rio, no Rio de Janeiro. No mesmo ano, o jornalista Artur Xexéo, em crônica escrita para a Revista do jornal O Globo, assim escreveu, atestando ao mesmo tempo a qualidade e popularidade ainda presentes do cantor, e ao mesmo tempo, o esquecimento em que se encontra: "É costume se dizer que a música no Brasil não é uma área de vozes masculinas. Somos um país de cantoras. Eu mesmo repito isso aqui de vez em quando. O Brasil é um país de cantoras. Tenho uma teoria para explicar por que desvalorizamos nossas grandes vozes masculinas, que não são poucas. Vivemos muito tempo sob a sobra do talento de Francisco Alves. Embora esteja meio esquecido, Francisco Alves é considerado até hoje o maior cantor brasileiro. Como  morreu relativamente moço (tinha 52 anos), de forma inesperada (um acidente de automóvel) e no auge da carreira, o país não acompanhou sua decadência, como aconteceu com Orlando Silva e Nelson Gonçalves, só para citar duas vozes do século passado."

Mais visitados
da semana

1 Caetano Veloso
2 Chitãozinho e Xororó
3 Elis Regina
4 Noel Rosa
5 Tom Jobim
6 Isolda
7 Bezerra da Silva
8 As Marcianas
9 Bloco Carnavalesco Concentra Mas Não Sai
10 Luiz Gonzaga