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Francineth

Francisca Francinete Germano
4/4/1940 Santa Cruz de Inharé, RN

Dados Artísticos

Iniciou a carreira artística aos 14 anos, em 1954, quando pasou a integrar o trio vocal feminino Irmãs Ferreira que atuou até 1956, na Rádio Poti, de Natal. Em 1959, mudou-se para o Rio de Janeiro. Apresentou-se no afamado programa de calouros de Ary Barroso e obteve a nota máxima. Começou então a atuar em diferentes boates do Rio de Janeiro. Na badalada boate Au bon Gourmet conheceu e chamou a atenção da cantora Elizeth Cardoso, que então a elegeu como sua sucessora, além de chamá-la de "Dama do samba", o que levou uma reportagem da época a estampar a manchete: "Era Elizeth, agora é Francineth".
Fez sua primeira gravação em 1961, o samba-canção "História", de Nilo Sérgio, incluída no LP "Sax de ouro - Zito Righi e Sua Orquestra", da gravadora Musidisc. Nesse ano, ingressou como crooner da orquestra de Moacyr Silva, na qual permaneceu durante seis anos. Em 1962, foi contratada pela TV Excelsior. Em 1963, a gravadora Musidisc lançou a coletânea "Musidisc Bossa Nova", com a participação dos artistas Pedrinho Rodrigues, Toni Vestane, Marília Batista, Silvio César, Ed Lincoln, Waltel Branco, Gilvan Chaves, Orlandivo, e ela, interpretando o samba canção "História", de Nilo Sérgio. No mesmo ano, atuando como crooner da orquestra de Moacyr Silva gravou o LP "Convite à música Nº 3 - Francineth e Moacyr Silva e Sua Orquestra", da gravadora Copacabana, interpretando as músicas "Eu Vou Chorar", de Valdemar de Abreu, o "Dunga", "        Sangue Quente", de Moacyr Silva e Antônio Maria, "        Já Passou", de Silvio César, "        La Puerta", de Luis Demetrio, "        E a Noite Chegou", de Oscar Bellandi e Antônio Cyrino, "        Sambadim", de Djalma Ferreira, "        Balonadas", de Nelson Martins dos Santos, o "Nelsinho", "        Amor Em Video-tape", de Hianto de Almeida e Armando Cavalcanti, "        Time On My Hand", de Vincent Youmans, Harold Adamson e Mack Gordon, "        Eu Sei", de Moacyr Silva e Armando Louzada, "        Garota de Ipanema", de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, e "        Meu Mundo É Você", de Waltel e Joluz. Em 1964, a gravadora Copacabana extraiu deste LP um 78 rpm com as músicas "Eu Vou Chorar", de Valdemar de Abreu, e "        Sangue Quente", de Moacyr Silva e Antônio Maria. Em 1965, participou do celebrativo LP "1565 / 1965 - Rio Carnaval", da gravadora Copacabana celebrando o Quarto Centenário da cidade do Rio de Janeiro. Neste disco que contou com as participações do Coral Copacabana, Jorge Goulart, Roberto Silva, Jorge Henrique, Os Rouxinóis, Jairo Aguiar, Gilberto Alves, Roberto Audi, Jorge Eduardo, Rinaldo Calheiros, Abílio Martins, Altamiro Carrilho, Fernando Barreto e Waldir Calmon e Seu Conjunto, com interpretações divididas em dois LPs: "Rio de Janeiro a Janeiro" e o disco 2 "Carnaval de 400 Janeiros", ela interpretou o "Samba do Avião", de Tom Jobim. Em  1967, participou de um histórico LP lançado pela gravadora Copacabana: "Viva o samba!" com as participações de Elizeth Cardoso, Cyro Monteiro e Roberto Silva, além das baterias das Escolas de Samba Portela, Mangueira, Império Serrano, Acadêmicos do Salgueiro e Unidos de Lucas. Neste LP interpretou os sambas "Amor Inesquecível", primeira composição gravada de Dona Ivone Lara, com a bateria do Império Serrano, "Tal Dia É o Batizado", de Cabana, com a bateria da Portela, e "Decepção", de Padeirinho e Linita Reis, com acompanhamento da bateria da Mangueira. No mesmo ano, deixou a orquestra de Moacyr Silva. No início da década de 1970, passou a fazer parte do grupo vocal As Gatas com o qual fez diversas gravações. Em 1975, como integrante do conjunto As Gatas participou do terceiro LP da série "100 anos de Música Popular Brasileira" lançado pela Tapecar. Gravado ao vivo nos estúdios da Rádio MEC do Rio de Janeiro com apresentação e produção de Ricardo Cravo Albin para o Projeto Minerva. Nesse disco, o conjunto cantou com Gilberto Milfont os clássicos, "O bonde de São Januário", de Wilson Baptista e Ataulfo Alves, "Cadê Mimi?", de João de Barro, "O teu cabelo não nega", de Lamartine Babo e Irmãos Valença, "Rasguei a minha fantasia", de Lamartine Babo, "Linda lourinha", de , de João de Barro e Alberto Ribeiro, "Pirolito", "Chiquita bacana", "Pirata da perna de pau" e "Touradas em Madrid", de João de Barro, "Oh! Seu Oscar", de Ataulfo Alves e Wilson Baptista, e "Ai? Que saudades da Amélia", de Ataulfo Alves e Mário Lago; com Zezé Gonzaga, Se a lua contasse", de Custódio Mesquita, "Leva meu samba", de Ataulfo Alves, e "Atire a primeira pedra", de Ataulfo Alves e Mário Lago, além de gravarem sozinhas as marchas "Linda morena", de Lamartine Babo, e o samba "Camisa listrada", de Assis Valente. Ainda com o conjunto As Gatas participou de shows de diferentes artistas entre os quais, Clara Nunes, Roberto Ribeiro, Roberto Carlos, Dalva de Andrade e Chico Anysio, todos em apresentações no Canecão. Em 1982, deixou o conjunto vocal As Gatas. Em 1983, foi contratada pela TV Manchete na qual permeneceu por dois anos. Em 1984, apresentou-se ao lado Elizeth Cardoso e Ataulfo Alves Júnior no Projeto Seis e Meia. Atuou ainda nas TVs Tupi e TV E. Em 1988, apresentou-se ao lado de Dona Ivone Lara e grupo Exporta Samba em show no Teatro João Caetano pelo projeto Seis e Meia. Participou de discos de Wilson Moreira, Neu Lopes, Roberto Ribeiro, Clara Nunes, Bezerra da Silva, Martinho da Vila, Genival Lacerda, Maria Alcina, Nelson Gonçalves, Paulinho da Viola, Ney Matogrosso, Alceu Valença, Moraes Moreira, Gonzaguinha, Simone, Elba Ramalho, Alcione e Luiz Gonzaga. Pouco a pouco foi se afastando da carreira artística e chegou a ficar mais de vinte anos longe dos palcos e das gravações.Apenas de vez em quando aparecia em um bar paulistano de forró e lá cantava "Pau de arara", de Luiz Gonzaga e Guio de Moraes. Foi quando conheceu o músico paulistano Tuca Pellegrino, que a levou de volta ao samba e a aproximou de jovens sambistas paulistas. Em 2015, fez um show com o grupo Batuqueiros e sua Gente. Não parou mais e , em 2018, lançou com o grupo Batuqueiros e sua Gente um CD independente lançado apenas na internet, que contou com a participação especial de Zeca Pagodinho.

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