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Fernando Pellon

Fernando Pellon de Miranda
31/7/1956 Barbacena, MG

Dados Artísticos

Começou a compor aos 18 anos, em 1974. A partir do final da década de 1970, até o início dos anos 80, participou do coletivo de compositores Malta D’areia, sediado em Niterói, também integrado por Paulinho Lêmos, Roberto Bozzetti, Renato Calaça, Tunico Frazão, Fátima Lannes, Cássia Bonturi e Paulinho Leitão. Com este grupo montou diversos espetáculos, entre os quais "João maus costumes" e "Onde é que cabe um circo" (musical infantil), além de produzir o curta-metragem "É Miquelina, minha mulher". No ano de 1984 lançou o disco "Cadáver pega fogo durante o velório", no qual foram incluídas as faixas autorais "Porta afora"; "Altivez", interpretada por Synval Silva; "Com todas as letras", cantada por Paulinho Lêmos; "Carne no jantar", na voz de Nadinho da Ilha; "Cicatrizes"; "Vã esperança" e "Tal como Nazareth" (c/ Paulinho Lêmos), ambas interpretadas por Paulinho Lêmos; "Prazer qualquer", cantada por Cristina Buarque; e ainda "Flores de plástico ao amanhecer", em parceria com Renato Costa Lima, interpretada por Nadinho da Ilha. O LP foi produzido por Roberto Moura e contou com as participações dos músicos Raphael Rabello (violão de sete cordas), Hélvius Villela (piano), Marcelo Bernardes (sopros), Oscar Bolão (bateria) e João de Aquino, violonista e arrajandor de várias faixas. Na capa, as fotos das cinco vozes do disco imitatavam cartazes dos procurados pelo regime militar; o rodapé trazia um texto de apresentação do jornalista e crítico musical Tárik de Souza. O LP teve a composição "Com todas as letras" censurada, com veto posteriormente derrubado pelo Conselho Superior de Cultura, entidade da qual participava o pesquisador Ricardo Cravo Albin represetando os autores proibidos de música, teatro, cinema e TV. O show de lançamento ocorreu no bar O Viro da Ipiranga!, em Laranjeiras, Zona Sul do Rio de Janeiro, no qual contou com as participações especiais de Paulinho Lêmos, Sinval Silva, Nadinho da Ilha e Cristina Buarque. O trabalho foi premiado pela APID (Associação dos Produtores Independentes de Discos) com o troféu "Chiquinha Gonzaga". No ano de 2010 lançou o CD "Aço frio de um punhal", com produção musical de Tunico Frazão e arranjos e direção musical de Jayme Vignoli. O disco contou com as faixas "Rigidez cadavérica" (c/ Paulinho Lêmos); "Crime hediondo" (c/ Paulinho Lêmos); "Ciclo das águas", interpretada em dueto com Valéria Ferro; "Rumores da cidade"; "Vaso ruim" (c/ Paulinho Lêmos); "Jardim da Saudade", cantada por Valéria Ferro; "Não é bem assim"; "Cinco sentidos"; "A quem de direito" e "Último degrau", em parceria com Tuke. No disco contou com os músicos Marcelo Bernardes, Jayme Vignoli, Oscar Bolão, Rui Alvim, Marcílio Lopes, Rogério Caetano e Luiz Flávio Alcofra, além de texto de apresentação de Aldir Blanc, do qual destacamos o seguinte trecho:   "Ele se move à vontade nesse universo de beleza infame. Na cama, no carro, no beco escuro, a carícia mais sincera às vezes vem no aço frio de um punhal".   No ano de 2016 lançou o CD "Moribundas vontades", com violão, produção, arranjos e direção musical de Jayme Vignoli e acompanhamento de Marcelo Bernardes, Josimar Carneiro, Rui Alvim, Marcílio Lopes, Luiz Flávio Alcofra e Marcus Thadeu na faixas "Na sórdida mesa de um botequim", cantada por Marquinho Sathan;  "Cheirando a formol", com Mariana Bernardes; "Samba de São Tiago"; "Falsa Cleptomania", interpretada por Marcos Sacramento; "Noites desnúpcias", cantada por Cristina Buarque; "Sangue venoso" (c/ Paulinho Lêmos); "Ronda carioca" (c/ Paulinho Lêmos), cantada por Fátima Guedes; "Loucos varridos ou Torquato & Walter passeiam na Rua do Aldir", cantada por Marquinho Sathan; "Elzira, a Morta Virgem" (c/ Paulinho Lêmos), com interpretação de Rose Maia; "De forma insuspeita", na voz de Alice Passos, e ainda, a composição "Mantra de samba", melodia sobre poema de Augusto dos Anjos, interpretada por Marcos Sacramento, Marquinho Sathan, Mariana Bernardes, Fernando Pellon, Cristina Buarque, Fátima Guedes, Rose Maia e Alice Passos, além da faixa-título "Moribundas vontades", regravada no disco por Marcos Sacramento, tendo em vista que se trata da composição "Com Todas as letras". O disco foi lançado em show no Bar Semente, na Lapa, bairro do centro da cidade do Rio de Janeiro.

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