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Fábio (9)

Juan Senon Rolón
9/2/1946 Orqueta, Paraguai

Dados Artísticos

Na década de 1960, aos 16 anos de idade, convenceu a mãe a deixa-lo estudar em São Paulo, onde foi levado para fazer um teste para participar do programa "Alegria dos bairros", na Rádio Record, pelo cantor paraguaio Frankito. Aprovado no teste, passou a trabalhar no programa. Ainda atuando como "Juancito", em seguida passou a cantar na noite paulistana. Atuando na boate Cave, conheceu Tim Maia, de quem se tornou grande amigo, e que o apresentou à soul music.

Em 1967, Carlos Imperial, após ouvi-lo cantar, convidou-o para trabalhar no Rio de Janeiro, e sugeriu a mudança de nome artístico.

Já como Fábio, lançou, no ano seguinte, um compacto simples interpretando "Lindo sonho delirante (L.S.D.)", de sua parceria com Carlos Imperial, acompanhado pelo grupo The Fevers, e "Reloginho" (Carlos Imperial e Paulo Imperial). Embora não tenha sido sucesso de vendagem, o disco o levou a programas de TV.

O primeiro LP foi lançado em 1969, contendo a música que se tornaria o maior sucesso de sua carreira, e com a qual é até hoje identificado: "Stella", de sua parceria com Carlos Imperial. Completando o repertório, suas composições "Prelúdio para os olhos de Vanusa", "Ana Luisa", "Onde andará você", "Não vá", "Em busca das canções perdidas", "Chuva de verão", "Tributo a James Dean" e "A cidade sem você", todas de sua parceria com Paulo Imperial, "Uma canção eu e você" (c/ Betto Costa) e "Não vai ser fácil te esquecer", além de "Siempre Te Recordaré" (Yaco Monti). O disco, produzido por Romeu Nunes, contou com a participação do Maestro Pachequinho e dos músicos Hélio Delmiro (guitarra), Mamão (bateria) e Mauro Motta (teclado), entre outros. Assinou a produção musical do LP lançado pela cantora Vanusa nesse mesmo ano.

Em 1970, participou da fase nacional do V Festival Internacional da Canção, interpretando a música "Encouraçado" (Sueli Costa e Tite de Lemos), classificada em 3° lugar no evento, sendo ainda contemplado com o prêmio de Melhor Intérprete.

Gravou, em 1972, o LP "Os Frutos de Mi Tierra", no qual

registrou suas canções "Magia", "Fonte da Saudade" e a faixa-título, além de "Manuela" (Ruy Maurity e José Jorge), "Menino de Braçanã" (Luis Vieira e Arnaldo Passos), "Marina" (Dorival Caymmi), "Cravo e jasmim" (Tom e Dito), "Encouraçado" (Sueli Costa e Tite de Lemos), "Viajante (Tema da Peça "Hoje é dia de rock") (Cecilia Conde e José Vicente), "Guantanamera" (J. Mart), "Hino da República" (Leopoldo Miguez e José Joaquim de Campos da Costa de Medeiros de Albuquerque) e "Pai e filho" (versão de Cacá Diégues para "Father And Son", de Cat Stevens".

De 1973 a 1975, viveu em Paris.

De volta ao Brasil, lançou um compacto contendo a canção "As aventuras de um certo Capitão Blues", de sua autoria, que viria a ser incluída, em 2005, na coletânea "Balaio atemporal". Ainda em 1975, lançou mais um compacto contendo sua canção "Adios San Juan De Porto Rico" (c/ Joel Macedo) e a música "Sangue cigano" (Dom Charles e Joel Macedo).

Terminado o contrato com a Continental, foi para a gravadora Odeon e, em 1978, lançou um compacto com sua canção "Venha" (c/ Paulo Sérgio Valle e Marcelo), além de "Você queima como fogo" (adaptação de Rossini Pinto para "Fire, Baby I'm On Fire"). Apresentou-se no "Fantástico" (Rede Globo), com a primeira.

Em 1985, participou do LP "Amor", de Silvio César, na faixa "Cavalheiros andantes", de sua parceria com Joel Macedo.

Participou, em 2005, do CD coletivo "Balaio atemporal".

Em 2007, publicou o livro "Até parece que foi sonho: meus trinta anos de amizade e trabalho com Tim Maia" (Matrix), em depoimento a Achel Tinoco.

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