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Esterzinha de Souza

Maria de Souza Pereira
29/1/1930 São Paulo, SP

Dados Artísticos

Começou a carreira artística em 1951, na Boate Excelsior, como crooner da orquestra de Raul de Barros, onde conheceu o então pianista Cyro Pereira, com quem acabaria por se casar. Estreou em discos em 1951, gravando pelo selo Carnaval o samba "Lamúria", de Francisco Ávila e Lino Tedesco, e a marcha "Galã de morte", de Borges de Barros e Clóvis Mamede. Por essa época, foi intérprete das músicas do programa humorístico "Histórias das malocas". Em meados da década de 1950, foi cantora exclusiva do programa apresentado por Dorival Caymmi na Rádio Record. Em 1952, foi contratada pela Rádio Record, na qual atuou por quase dez anos, tendo aparecido em programascomo "Só para Mulheres"; "O clube abre as Cinco", e "O maestro veste a música", este último, produzido por Almirante. Ainda na Rádio Recor, chegou a comandar um programa exclusivamente seu e cantou acompanhada por gramdes orquestras dirigidas pelos maestros Gabriel Migliori, Hervê Cordovil, Zico Mazagão , Luís César, e Cyro Pereira. Em 1953, gravou na Copacabana o samba "Jangada", de Hervê Cordovil e Vicente Leporace, e o chorinho "Pega morena", de Hervê Cordovil, em disco que contou com acompanhamento da orquestra de Hervê Cordovil. No ano seguinte, gravou o samba-canção "Sombra do amor", de Serafim Costa Almeida, e o baião "O sertão mudou", do radialista José Mauro, sobre motivos populares. Em 1956, gravou a marcha "O cobra", de Hervê Cordovil, e o samba "Meu consolo", de Rômilo Paes, Henrique de Almeida e J. Haidar, com a orquestra de Luiz Cesar e coro. Ainda em 1956, foi uma das candidatas ao título de "Rainha do Rádio paulista. Em 1958, participou do LP "Carnaval em Lá maior" da gravadora Carnaval interpretando as marchas "A saudade não demora", de Alfredo Borba e Nilo Silva, e "De bar em bar", de Alfredo Borba, Orlando Monello e Wilson Roberto. Contratada pela gravadora Continental, gravou em 1959, com acompanhamento de orquestra, a valsa "Uma hora de amor", de Charles Aznavour, com versão de Carlos Américo, e o samba "Não vá embora", de Jair Gonçalves. No mesmo ano, gravou com acompanhamento de Rafael Puglielli e sua orquestra o rock balada "Noite e dia", de Cole Porter, com versão de Alberto Ribeiro, e o samba "Dente de ouro", de Hervê Cordovil e Osvaldo Moles.

Em 1960, gravou com a orquestra de Cyro Pereira a batucada "Papa doce", e a "A marcha das flores", ambas as composições de Aladim. No mesmo ano, gravou com o cantor Roberto Amaral o LP "Astros do disco - Esterzinha de Souza e Roberto Amaral", pela gravadora Continental no qual foram interpretadas as músicas "Lampião de Gaz", de Zica Bergami, "Menino grande", de Luiz Vieira, "Nada além", de Custódio Mesquita e Mário Lago, "Serenata do adeus", de Vinicius de Moraes, "Conceição", de Jair Amorim e Dunga, "Se você se importasse", "Sistema nervoso", de Wilson Batista, "Escuta", de Ivon Cury, "Terra seca", de Ary Barroso, "Meu mundo caiu", de Maysa, "Chega de saudade", de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, e "Canção de amor", de Elano de Paula e Chocolate.

Em 1961, registrou na gravadora Califórnia o samba "Ave sem ninho", de Doca, Serafim Costa Almeida e Vicente Silva, e a marcha "Carne de cavalo", de Nelson Figueiredo e Aloísio Figueiredo. Continuou a se apresentar em shows e programas de rádios, mas acabou por se afastar progressivamente da carreira artística.

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