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Escurinho

Jonas Neto
Serra Talhada, PE

Dados Artísticos

Morando na Paraíba desde a década de 1970, teve como influência principal os emboladores e os cantadores de coco. Iniciou a carreira no final da década de 1970, quando foi com a família para a cidade de Catolé da Rocha, no sertão da Paraíba. Por essa época, formou o "Ferradura", grupo com o qual se apresentou em festivais e shows do sertão paraibano. Entre os integrandes do grupo estava o ainda desconhecido do grande público, Chico César. Em seguida, no início da década de 1980, foi para João Pessoa onde participou do grupo "Jaguaribe Carne", e atuou como percursionista na gravação de discos de artistas conhecidos do público nacional e local.

Como compositor, teve várias de suas músicas gravadas e premiadas em diversos festivais MPB-SESC.

Em 1992 foi premiado em São José do Rio Preto, São Paulo, por melhor trilha sonora com o espetáculo "Vau da Sarapatalha", de João Guimarães Rosa, adaptado pelo diretor Luís Carlos Vasconcelos e encenada pelo grupo "Piollin".

Em 1995 montou o show "Labacé" (palavra de origem desconhecida mas de grande significado no vocabulário nordestino. Quer dizer barulho, algazarra, ruídos, grande movimentação), do qual foi o idealizador. O show foi apresentado em praças, bares e teatros de João Pessoa, e demais cidades do interior da Paraíba. No ano seguinte o espetáculo contou com a participação do guitarrista, arranjador e compositor Alex Madureira.

No ano de 1998 foi gravado o CD decorrente do show, lançado na Associação Paraibana de Imprensa (API). Em 2003, lançou seu segundo CD, “Malocage”. Em 2004, lançou um DVD, “Toca Brasil”, que trouxe um resumo de sua carreira e obra, além de algumas canções inéditas. Em 2006, como instrumentista, realizou shows na Espanha, Bélgica, Suíça e Itália, acompanhando o cantor Chico César.
Como intérprete performático, trouxe em sua música uma poesia urbana de caráter social, e uma fusão de ritmos que vão do xote ao reggae, do experimentalismo ao rock, do forró ao caboclinho, dos ritmos afros a tribais, e do maracatu ao coco. Em 2011, foi vencedor do II Festival de Músicas do Cangaço, realizado na Estação do Forró, na Vila Ferroviária, em Serra Talhada (PE). Na ocasião, sua música “Nas estradas de bom nome” foi eleita a melhor do festival, patrocinado pela Secretaria Estadual de Cultura de Pernambuco, entre cerca de 90 composições escritas, oriundas de todo o país. De acordo com o depoimento do médico psiquiatra e pesquisador social Epitácio Andrade, a letra de “Nas estradas de bom nome” é “um convite ao engajamento político para o enfrentamento das questões sociais”.

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