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Ernesto Pires

Ernesto Pires de Lima Neto
31/1/1957 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Em 1981 morou em São Paulo, no Bixiga, onde cantou em quase todos os bares. O bairro deu-lhe inspiração para compor "Bixiga". Em 1985, com o contrabaixista Alcir Passos, tornou-se apresentador do karaokê de Ivon Curi. No ano seguinte, em 1986, transferiu-se para Minas Gerais, trabalhando como engenheiro químico. Trabalhou como cantor no Cabaré Mineiro, casa noturna de Milton Nascimento e Wagner Tiso. Transferiu-se para São Paulo, onde continuou cantando na noite e fazendo shows em pequenas casas e teatros. No ano de 1997 foi para o Rio de Janeiro. Na mesma Copacabana em que nasceu, conheceu o bar Bip Bip, botequim de Alfredo Melo, o Alfredinho, reduto do samba carioca onde reencontrou amigos como Paulão Sete Cordas e Henrique Cazes, passando a conviver com músicos como Cristina Buarque, Elton Medeiros e Walter Alfaiate. A partir de então, tornou-se voz constante nas rodas de samba do bar Bip Bip. Em 2000, pela Rob Digital, lançou seu primeiro CD, "Novos quilombos". No disco interpretou, entre outras,  "Novos quilombos" (Bandeira Brasil e Ratinho), "Samba do esquecimento" (Teresa Cristina, João Pimentel e Marceu Vieira), "Lindo clarear" (Wanderley Monteiro e Zé Luiz), "Canto maior" (Jurandir, Ratinho e Denise Chacon), "Sindicato do samba" (Barbeirinho do Jacarezinho, Luiz Grande e Marcos Diniz), "Canto da sorte" (Wilson Moreira), "Lua prateada" (Serginho Meriti e Luizinho Toblow) e "Carioca boêmio", música inédita de Heitor dos Prazeres, cedida pelo herdeiro do compositor, Heitorzinho dos Prazeres. Também foram incluídas "Ai! Que saudade do mar", "Terreiro de Iaiá" e "Bixiga" composições próprias. O CD foi lançado em novembro de 2000 no Teatro Rival, do Rio de Janeiro. Sobre o CD comentou o crítico Mauro Dias no jornal O Estado de S. Paulo:   "Um novo cantor de samba chega, com voz seca, divisão rítmica muito peculiar, puladinha. Ernesto é também compositor dos bons...".   Participou dos projetos "Samba de Bamba" e "Prata da Casa", do Sesc Pompeia (SP), além de shows pela capital e interior de São Paulo.  A participação em coros foi constante em 2001 gravou no CD "Dorina.com". No ano seguinte, em 2002, participou do CD "Flores em vida", de Nelson Sargento, que foi finalista no Grammy Latino. Ainda em 2002 ao lado de Josimar Monteiro, Paulão Sete Cordas, Pedro Amorim, Martinália, Gordinho, Analimar, Esguleba, Didu Nogueira e Márcio Almeida, participou do disco de "Flores em vida", de Nelson Sargento.  Em 2003 participou como backvocal no show de lançamento do disco "Maxixe não é samba", de Vó Maria, na Sala Cecília Meirelles. O CD foi editado pelo selo ICCA (Instituto Cultural Cravo Albin) e da festa de lançamento participaram Nei Lopes, Wilson Moreira, Eliane Faria, Xangô da Mangueira, entre outros. No ano seguinte, em 2004, participou de roda de samba na Toca do Rato, casa do compositor Ratinho no bairro de Todos os Santos. Apresentou no Espaço Cultural Sacrilégio, na Lapa, o show "Ernesto Pires convida", no qual recebeu Eliane Faria, Iracema Monteiro, Simone Lial, Monarco, Wilson Moreira, Délcio Carvalho, Xangô da Mangueira, Bira da Vila, Mauro Diniz, Aluízio Machado, Luiz Grande, Grupo Parangolé, Walter Alfaiate, Wilson das Neves, Mauro Diniz, Tantinho da Mangueira. Roberto Serrão, Toninho Gerais, Luizinho Toblow e Ircéa Pagodinho, entre outros. No ano de 2005 interpertou em dueto com Luíza Dionízio a composição "Voltei pra Portela", de autoria de Alcino Corrêa (Ratinho), ganhadora do "Festival de Samba de Terreiro da Portela". Neste mesmo ano participou da coletânea "Roda de samba do Bip Bip", na qual cantou de sua autoria a faixa "Sem segunda, só primeira", com acompanhamento de Evandro Lima (arranjo e violão), Felipe D'Angola (surdo, ganzá, tamborim e pandeiro), Lucas Porto (violão 7 cordas), Marcos Esguleba (tantã e tamborim) e Wanderson Martins (cavaquinho), com produção musical de Tuninho Galante e Paulão Sete Cordas. No ano posterior, em 2006, participou do DVD "Samba do trabalhador - Renascença Clube", interpretando de sua autoria "Lua, lua". A roda samba, gravada ao vivo, contou com direção musical de Rildo Hora e Moacyr Luz, Abel Luiz (arranjo e cavaquinho), Gabriel Cavalcante e Daniel Oliveira (cavaquinho), Daniel Neves (violão 7 cordas), Wladimir Roberto (violão), Nilson Visual (surdo), Jorge Alexandre (tantan), Luiz Augusto e Wandinho (repique), Júnior de Oliveira e Paulo Cesar Correa (pandeiro), Sérgio Brito (shakebalde) e Winter (caxixi e ganzá). A mesma composição seria inserida no CD "Fran's Café", lançado pela gravadora paulista Lua Music. Ainda em 2007 participou do CD "O Rato saiu da  toca", do compositor Ratinho (Alcino Correia), interpretando em dueto com Luiza Dionizio a faixa "Voltei pra Portela" Em 2010 comemorou o aniversário em show no Centro Cultural José Bonifácio, na Gamboa, centro do Rio de Janeiro. No espetáculo intitulado "O samba bem rodado de Ernesto Pires" recebeu diversos convidados. Neste mesmo ano, lançou o CD "Mestiço", pelo selo Olho do Tempo, que contou com a direção geral do produtor Mariozinho Lago e com a produção musical do cavaquinista Márcio Almeida. No disco foi incluída a faixa "Na bateia", composta em parceria com o poeta Sergio Natureza, além de outras de sua autoria, tais como "Bate tambor", "Contracorrente", "Lua", "Pilão de baobá" (c/ Toninho Nascimento), "Deixa eu ser feliz" (c/ Sérgio Fonseca), "Só primeira", "Nasci pra música" (c/ Ratinho), "Tempestade", "Dar um tempo" (c/ Délcio Carvalho), "Nosso batuque" e "Umbigada mestiça", além de regravar  "Escurinho", de Geraldo Pereira. O CD contou com texto de apresentação de Aldir Blanc, do qual foi destacado o seguinte trecho:   "...Ouçam o CD, que não me deixa mentir. E é tão bonito ver o ramo pejado de orvalho, sangue do samba, florescer na voz e nas composições de Ernesto! São artistas como ele que tiram o samba da agonia, magistralmente descrita por Nelson Sargento, e lhe insuflam o sopro generoso de um canto cheio de segredos que não se aprendem na escola, hausto sagrado que não o deixa não nos deixa morrer."   O show de lançamento do disco foi realizado no Teatro Rival, no Rio de Janeiro. Em 2012, em parceria com o letrista Sérgio Fonseca participou de quatro concusos de música, tornando-se finalista em dois deles com as composiçoes "Marcha dos 4" no "no 7ª Concurso Nacional de Marchinhas Carnavalescas da Fundição Progresso/RJ" e "Vou rolando", no "1º festival de Partido alto do CC Cartola/RJ. Também foram finalistas com a musica "Úmida semente", no "4º Festival de Samba de Quadra/RJ" e com os samba "Classificado", no "Festival Exposamba", em São Paulo.  No ano de 2013 lançou, em parceria com o letrista Sérgio Fonseca, o CD "Terra batida", com 20 composições da dupla, entre as quais "Classificado", "Fiel do tempo", "Conselho de classe", "Onda pequena", "Entre nós", "Arte do amor", "Ninguém dança só", "Roda-dança", "Lundu das Minas Gerais", "De palma e de pé", "Se tem que ir", "Sem mais nem menos", "Quebranto", "Rompendo o cerco", "Além dos dedos", "Coqueiro bom", "Alfarrábio", "Patutela", "Resposta do Arnesto" e "Deixa eu vadiar". O disco contou com a participação dos músicos Afonso Machado (bandolim, direção musical e arranjos), Tiago Machado (arranjos, violões e cavaquinho), Paulino Dias (percussão), Alexandre Bittencourt (sopros) e Ernesto Pires (voz). O show de lançamento do disco se deu em 2014, sendo dirigido por Mário Lago Filho, no Sesc de Nova Iguaçu, com direção musical e violão de sete cordas de Evandro Lima e acompanhamento de Tiago Machado (cavaco e violões), Marcelo Bernardes (sopros), Joe Luiz, Marcos Basílio e Alex Almeida (percussão). O mesmo show foi levado ao palco da Sala Baden Powell, em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro. Ainda em 2014 fez o lançamento do disco, acompanhado pelos músicos-aluno da AMC (Associação de Músicos e Compositores da Baixada Fluminense), na sede em Villar dos Telles (São João de Meriti). Na ocasião, contou com apresentação da cantora Dorina, também lançando o CD "Samba de Luiz".

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