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Ernesto de Souza

Ernesto de Souza
1864 Rio de Janeiro, RJ
1928 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Morou no bairro carioca do Andaraí onde num galpão que existia em sua casa criou um Teatro Campestre no qual fazia representar operetas, comédias e revistas com artistas amadores da região. Dessas reprsentações, ficou famosa a cançoneta "Quem inventou a mulata?", da peça junina "São João na roça". Sua casa era frequentada por figuras como Artur Azevedo, Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazaré, Catulo da Paixão Cearense, Sátiro Bilhar e outros como os atores Figueiredo e Brandão. Escreveu ainda com sucesso as músicas "Mulata da Bahia", "Me compra, ioiô" e "Angu do Barão". Sua carreira artística começou no final do século XIX quando juntamente com Moreira Sampaio fundou o Clube Bogari, no qual criou uma orquestra de amadores com 25 componentes intitulada "Estudantina Carioca" grupo que apresentou diversos concertos.

É autor do famoso reclame publicitário afixado em bondes e veiculado nas Rádios no século passado que dizia: "Veja ilustre passageiro/ O belo tipo faceiro/ Que o senhor tem a seu lado/ E, no entanto, acredite,/ Quase morreu de bronquite,/Salvou-o o Rum Creosotado". Suas primeiras composições foram gravadas em 1902, as cançonetas "Angu do barão" e "O arame" pelo cantor Bahiano em disco Zon-O-Phone. Nesse ano, escreveu e dirigiu a revista "A cançoneta". Por volta de 1908, o tango "A mulata da Bahia" e a cançoneta "O angu do Barão" forma gravadas na Victor Record pelo cantor João Barros. Por essa época a cançoneta "Me compra ioiô" e a canção "A mulata da roça" foram gravadas pela cantora Iracema Bastos, e a cançoneta "O arame", pelo cantor Acácio. Foi tema do programa História das Orquestras e músicas do Rio" apresentado por Almirante na Rádio Nacional. Segundo Almirante, deixou mais de 50 composições especialmente cançonetas.

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