Busca:

Erasmo Carlos

Erasmo Esteves
5/6/1941 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Com a saída de Tim Maia, o grupo The Sputniks passou a se chamar The Snakes. Em 1961, gravou no vocal do grupo The Snakes, em 78 rpm, o beguine "Para sempre", de Marcucci, Di Angelis e Paulo Murilo e o fox-rock "Namorando", de Carlos Imperial, selo Mocambo. Ainda com o grupo, lançou, no ano seguinte, pela Columbia, o LP "Só twist", apresentando-se, empresariado por Carlos Imperial, em programas de rádio e TV. Fez aparições nos programas "Os brotos comandam", que ia ao ar na Rádio Guanabara e na TV Continental. No mesmo período cantou no programa "Festival de brotos", na Rádio Tupi. Em 1962 teve sua primeira composição gravada, "Eu quero twist", parceria com Carlos Imperial e registrada por Agnaldo Rayol na Copacabana. Nesse mesmo ano, por curto período, chegou a cantar também para o grupo Renato e Seus Blue Caps, chegando a gravar um LP com o conjunto no qual interpretou entre outras, "Estrelinha", uma versão de Paulo Murilo para "Little star", de Venosa e Picone e "O lobo mau', versão de Hamilton di Giorgio para "The wanderer", de Earnest Maresca. Partiu para a carreira solo em 1964. Pela RGE, gravadora em que permaneceria até 1968, lançou grandes sucessos no período da Jovem Guarda. Uma das parcerias mais profícuas e duradouras da música brasileira, a sua com Roberto Carlos, começou já no seu primeiro disco, um compacto simples, com a música "Terror dos namorados". Ainda em 1964 obteve o primeiro grande sucesso com "Festa de arromba", também parceria com Roberto Carlos. Em 1965 estreou na TV Record de São Paulo, juntamente com Roberto Carlos e Wanderléia, aquele que se tornou um dos programas musicais de maior sucesso da televisão brasileira, "Jovem Guarda". Durante quatro anos o programa alcançou popularidade máxima nas tardes de domingo. Nessa época ganhou o apelido de Tremendão. Com Roberto Carlos compôs "Quero que vá tudo pro inferno", um dos hinos do movimento. No mesmo ano, lançou seu primeiro LP, "A pescaria", que contava com o já sucesso "Festa de arromba", além da música título, também em parceria com Roberto Carlos. No ano seguinte, gravou o LP "Você me acende", cujos destaques foram a música título, sua versão para "You turn me on", de Ian Whitcomb, "A carta", de Raul Sampaio e Benil Santos e outro sucesso em parceria com o Rei, "Gatinha manhosa".
Em 1967, lançou dois LPs, "O Tremendão" e "Erasmo Carlos", emplacando nas paradas de sucesso "Vem quente que eu estou fervendo", de Carlos Imperial e Eduardo Araújo, e "O Tremendão", composição de Marcos Roberto e Dóri Edson, em sua homenagem.
O ano seguinte marcou sua estréia como ator no filme "Roberto Carlos em ritmo de aventura". No mesmo ano lançou LP pela RGE, com destaque para a canção "Para os diabos os conselhos de vocês", de Nenéo e Carlos Imperial e "Não quero nem saber", de Tim Maia.
Ainda como ator atuou também nos filmes "Roberto Carlos e o diamante cor-de rosa" (1969), "A 300 quilômetros por hora" (1970), dirigidos por Roberto Faria, e "Os machões" (1971), com direção de Reginaldo Farias. Sua atuação em "Os machões" lhe valeu o Troféu Coruja de Ouro de melhor ator coadjuvante. A partir de 1970 passou a gravar pela Philips, na qual permaneceria por dez anos.
Nessa década fundou a Companhia Paulista do Rock, que contava, entre outros, com os ex-Mutantes Sérgio Dias e Liminha. No mesmo ano obteve grande sucesso em seu último disco pela RGE com as músicas "Sentado à beira do caminho", "Preciso ficar nu para chamar sua atenção" e "Coqueiro verde", parcerias com Roberto Carlos. "Sentado à beira do caminho" foi um dos maiores êxitos de sua carreira. Em 1971 gravou o primeiro LP na Philips, com destaque para o grande sucesso "De noite na cama", de Caetano Veloso.

Em 1973, teve a música "Nasci para chorar" (de Dion Dimucci), vertida por ele, e que já fora sucesso na voz de Roberto Carlos, do LP "E proibido fumar", de 1964, gravada por Raimundo Fagner no histórico LP "Manera Frufru Manera", lançado pela Philips. Em 1974 lançou com sucesso o LP "Projeto salva Terra", em que se destacaram as músicas "Cachaça mecânica" e "Sou uma criança não entendo nada", ambas em parceria com Roberto Carlos. Em 1976 lançou com sucesso "A banda dos contentes", música título em parceria com Roberto Carlos, assim como "Filho único", dois grandes hits daquele ano. O disco apresentou também as gravações de "Paralelas", de Belchior e "Queremos saber", de Gilberto Gil. Em 1980 gravou o LP "Erasmo Carlos convida", que contou com a participação de inúmeros nomes da música popular brasileira cantando em dueto com ele. Estiveram presentes, entre outros, Gal Costa, em "Detalhes", Nara Leão em "Café da manhã", Maria Bethânia em "Cavalgada", e Rita Lee em "Minha fama de mau", todas em parceira com Roberto Carlos. Em 1981 assinou com a Polydor e lançou "Mulher", disco que traria dois sucessos: a música título, parceria com sua mulher, Narinha, e "Pega na mentira", parceria com Roberto Carlos. Em 1989 lançou o disco "Sou uma criança - Erasmo ao vivo", com regravações de antigos sucessos. Na década de 1990 participou do CD "Casa da bossa", com Nana Caymmi, e dos "Songbooks" de Marcos Vale e de Sérgio Sampaio. Em 1997, foi homenageado, juntamente com Roberto Carlos, pelo conjunto de sua obra no XVII Prêmio Shell para MPB. Na ocasião, realizou show no Teatro João Caetano.
Em agosto de 2000 foi internado com problemas cardíacos, ficando três dias na UTI. Em 2001, depois de quase dez anos longe das gravações, lançou o CD "Pra falar de amor", o primeiro pelo selo Abril Music. Do disco destacaram-se as seguintes canções: "Mais um na multidão", parceria com Carlinhos Brown e Marisa Monte, que gravou a música com ele; "O impossível", de Kiko Zambianchi e a música título, autoria de Marcelo Camelo, do grupo de rock "Los Hermanos", além de "Vida blues", de sua autoria e que fora escolhida para fazer parte da trilha sonora da novela "Roque Santeiro" da TV Globo, em 1975, censurada pelo regime militar. No mesmo ano apresentou show de lançamento do CD no Canecão no Rio de Janeiro. Em 2002, em comemoração aos seus 40 anos de carreira, lançou pela Abril Music o CD duplo "Erasmo Carlos ao vivo". O disco, gravado em setembro do ano anterior em São Paulo, traz sucessos como "O terror dos namorados", de seu primeiro disco, "É proibido fumar", "Festa de arromba", "Cachaça mecânica", "Meu mar", "Vida blue" e "O impossível", que contou com a participação de Kiko Zambianchi, entre outras. No mesmo ano, participou do Plaza Summer Festival em Niterói, apresentando-se ao lado de Léo Maia, filho adotivo de Tim Maia. Ainda em 2002 apresentou-se no Canecão, no Rio de Janeiro, no projeto Concertos MP-BR, ao lado de Wanderléia e Zélia Duncan, interpretando, entre outras, "Mais um na multidão", "Minha fama de mau" e "Mesmo que seja eu". Em 2003, juntamente com Dado Villa-Lobos, ex-Legião Urbana, foi convidado por Frejat a se apresentar em seu show no Canecão, cantando com o roqueiro a música "Paz, nunca mais". Em dezembro do mesmo ano, foi calorosamente aplaudido de pé ao apresentar-se no Maracanãzinho durante a gravação do programa especial de fim de ano de Roberto Carlos, com quem cantou a música "É preciso saber viver", além de interpretar sozinho seu sucesso "Pega na mentira". Também no mesmo ano, foi o homenageado na décima edição do Prêmio Multishow de Música. Em 2004, lançou o CD "Santa música", com 12 composições inéditas e apenas suas, sem a tradicional parceria com Roberto Carlos. Em seu primeiro disco na gravadora Indie Records contou com as participações de Marcelo Sussekind e Rick Ferreira nas guitarras, Liminha no baixo e Renato Massa na bateria. O disco teve como destaque as músicas "Dois em um", "Tim", uma homenagem a Tim Maia, "Lero lero", "Calma baby", "Santamúsica" e "Fantasias". Nesse ano, lançou na casa de shows Canecão, o CD "Santa música", depois de três anos sem fazer apresentações nesse local. Esse show mistura antigos sucessos com novas composições, com destaque para a música título, "Tim", composta em homenagem ao cantor Tim Maia e "No olho do furacão", que fala da guerra do Iraque, todas de sua autoria. Acontece também uma homenagem a Cássia Eller na canção "Born to cry", com versão sua. Entre seus sucesso, estão presentes "Gatinha manhosa", "Sentao à beira o caminho", "Mesmo que seja eu", "Parei na contramão", "Minha fama de mau" e "Mais um na multidão". Em 2005, participou de diversos eventos e shows comemorativos dos 40 anos da Jovem Guarda, o projeto "Festa de arromba- 40 anos da Jovem Guarda", apresentado durante todo o mês de agosto, noTeatro II do CCBB (Centro Cultural do Banco do Brasil), no Rio de Janeiro, passando também por Brasília e São Paulo, no qual fez dupla com Wanderléa, em temporada de 3 dias,  alternada com outros expoentes da Jovem Guarda, que também se  apresentaram em duplas, como Jerry Adriani e Waldirene, Golden Boys e Vanusa,Wanderley Cardoso e Martinha. Nesse ano, Erasmo participou, em São Paulo, das gravações de CD e DVD ao vivo, ao lado de Wanderléa, The Fevers, Golden Boys e outros expoentes da Jovem Guarda. Em setembro do mesmo ano, lançou a caixa  "Erasmo Carlos - O Tremendão", que resgata os seis discos que gravou entre 1964 a 1969, no auge da Jovem Guarda e que são os primeiros álbuns lançados em sua carreira. Entre eles, "A pescaria" (1965), "Você me acende" (1966), "O Tremendão"(1967), "Erasmo"(1968) e "Erasmo Carlos e os Tremendões"(1970). O lançamento foi realizado no palco da loja de discos Modern Sound, em Copacabana, no Rio de Janeiro, com um pocket-show que antecedeu a uma coletiva de imprensa. No show, Erasmo foi acompanhado pelo ex-guitarrista de Raul Seixas, Rick Ferreira, o ex-baixista da banda Black Rio Jamil Jones, o ex-pianista de Bethânia, José Lourenço e Rui Mota, ex-bateirista dos Mutantes. A caixa traz raridades como "Johnny Furacão", o outro lado do compacto simples de "Sentado à beira do caminho", de 1969 e que não saiu em nenhum outro disco de Ersmo. Também raridade, pela primeira vez em CD, é "Amor doente", cujo tema era o sucesso alcançado, na época, junto ao público feminino, pelas séries Bem Casey e Dr. Kildare. Na ocasião, Erasmo, que se  manteve compondo desde o início de sua carreira, e com duas músicas inéditas, uma em homenagem a Fernanda Montenegro e outra "As mulheres da Mangueira", para um CD em andamento de produção pela cantora Rosemary, com Chico Buarque, Caetano Veloso e outros, tendo a escola como tema, declarou: "Olho para trás e vejo minha obra com orgulho. Eram músicas espontâneas, retratam bem a época e vão ficar. As novas gravações do Skank, Titãs e Kid Abelha vão mantendo o frescor delas." Também em 2005, a banda de rock Jota Quest gravou e lançou o clip "Além do horizonte" composição de Roberto e Erasmo de 1975. Em 2006, integrou a caixa "Jovem Guarda", lançada pela EMI, que registrou diversos expoentes que atuaram naquele movimento. No mesmo ano, apresentou, juntamente com Wanderléa e o conjunto The Fevers, o show, rememorando o movimento, no Canecão(Rio de Janeiro). Em 2007, lançou pela Indie Records o CD "Erasmo Carlos convida II", uma espécie de continuação 27 anos depois, do projeto lançado em 1980, "Erasmo Carlos convida". Nesse CD, produzido por Um Carvalho, estão presentes Chico Buarque, em "Olha", Zeca Pagodinho, em "Cama e mesa", Milton Nascimento em "Emoções", Marisa Monte com "Tema de não quero ver você triste", Adriana Calcanhoto, com "Ilegal, imoral ou engorda", Lulu Santos, com Coqueiro verde", Djavan com "De tanto amor", Simone com "Vou ficar nu pra chamar sua atenção", Kid Abelha com "O portão", Skank com "A banda dos contentes", Os Cariocas com "Pão de açúcar", e Los Hermanos com "Sábado morto". Tendo em 2008, clássicos gravados por bandas e cantores jovens, em junho de 2009, marcando 50 anos de carreira, lançou o CD "Rock` n`roll", pela gravadora Coqueiro Verde, criada por ele. Com produção e direção assinadas por Liminha, e com 12 faixas inéditas que retomam o humor e a irreverência, marcantes na carreira do "Tremendão", o CD revive o clima clássico do rock, onde Erasmo encontra suas raizes. No repertório cinco músicas são de sua autoria e as outras em parcerias, entre elas, com Nando Reis, Nelson Motta, Chico Amaral e Liminha. Participam do disco músicos ligados ao gênero, como, além do próprio Liminha (guitarras, violões, ukelele), Dadi (guitarra e baixo), Cesinha (bateria) e Alex Veley (teclados). Pedro Dias e Luiz Lopez, da banda Filhos de Judith, fazem os vocais. Além dessa formação básica, o disco traz convidados em algumas faixas, como na faixa "Uma Farra no Tempo" que tem na bateria Gil Eduardo, filho de Erasmo, "A guitarra é uma mulher", em que os solos de guitarra são de Billy Brandão e "Celebridade", na qual João Barone toca bateria e comparecem os sopros  de Monteiro Jr. (sax tenor) e Bidu (trombone) mais Jéferson Vistor (trumpete). Para o repertório de "Rock`n`roll", Erasmo chegou a compor 25 músicas. As escolhidas foram: "Cover"; "Chuva Ácida", com Nelson Motta; "Olhar De Mangá"; "Noite Perfeita" (Uma Farra no Tempo),com Chico Amaral; "A Guitarra É Uma Mulher", com Chico Amaral; "Um Beijo É Um Tiro", com Nando Reis; "Vozes Da Solidão"; "Mar Vermelho", com Nando Reis); "Noturno Carioca", com Nelson Motta; "Encontro Às Escuras"; "Celebridade", com Liminha e Patrícia Travassos. Para o lançamento de Rock`n`roll, Erasmo realizou uma turnê, passando em diversas cidades e apresentou, em setembro, grande show na casa de espetáculos VIVA Rio, no Rio de Janeiro, O disco chamou a atenção da crítica especializada, provocando elogios de diversos especialistas. Nesse período, deu entrevista em diversos programas de TV, como o "Programa do Jô" e o "Altas horas", na TV Globo e na Band, além de vários canais na internet. No mesmo ano, foi convidado especial de Roberto Carlos, no show de comemoração dos 50 anos do parceiro, apresentado no Maracanã RJ. Tendo formado com Roberto, seguramente, a dupla de compositores mais famosa e fértil da música popular brasileira, com mais de 500 parcerias, todas com grande sucesso, no evento, diversos clássicos da parceria foram interpretadas  por Roberto e, em momento especial, os dois cantaram a parceria "Sentado à beira do caminho". Ainda em 2009, lançou, pela editora Objetiva, o livro "Minha fama de mau", sua auto biografia contando episódios de sua vida pessoal e da carreira artística. Em 2010, aos 69 anos, em excelente forma,  entre diversas apresentações pelo país e comemorando 50 anos de carreira, fez show no Circo Voador, na Lapa, Rio de Janeiro, em cuja abertura, registrou declaração de amor ao rock'roll. Em pleno vigor criativo e atraindo um  público numeroso e heterogênio, que cantou emocionado seus clássicos, Erasmo mostrou seu conhecido bom humor e o antigo carisma que lhe valeu o epíteto de Tremendão. Assim como na platéia, seus músicos de variadas faixas etárias, entre eles, veteranos como Dadi Carvalho, (contrabaixo), os jovens músicos da banda Filhos de Judith, Pedro Dias e Luiz Lopez, (vocais e guitarras). Além de Billy Brandão (guitarra), Alex Veley (teclados) e Gil Eduardo, seu filho, (bateria). No repertório, inéditas do CD "Rock'roll", como "Jogo sujo", "Chuva ácida", "A guitarra é uma mulher", "Noturno carioca" e "Cover", entre outras, além de clássicos como "Mulher", com Narinha, além de parcerias com Roberto Carlos, como "É preciso saber viver", "Lobo mau", "É proibido fumar" e "Sentado à beira do caminho", entre outras, que arrebataram o público com novas roupagens, na fidelidade ao rock'roll. Comprovando sua permanência, em fevereiro de 2011, foi o convidado principal no show de Sílvia Machete, que encerrou a série "Sonoridades", realizada no espaço Oi Futuro Ipanema, no Rio de Janeiro. No evento, acompanhado de músicos como Marcelo Lobato, tecladista e baterista do grupo Rappa e do Áfrika Gumbe e também de Domenico Lancelloti, na bateria, interpretou sucessos como "Superstar", "Feminino frágil" e canções menos conhecidas, como "Em busca das canções perdidas", do disco "Carlos, Erasmo", de 1971. Também em 2011, teve a capa de seu álbum, lançado em 1982, "Amar para viver ou morrer de amor" plagiada na Alemanha. A capa, de autoria original do ilustrador José Luiz Benício, foi aproveitada no CD "Circus Maximus", do cantor alemão Marlockk Dilemma. A arte original foi totalmente aproveitada e copiada, sendo trocada apenas a face de um cantor pela do outro. O ilustrador José Luiz Benício entrou, na época com um processo de plágio contra o artista alemão.
Em julho de 2011, aos 70 anos, celebrou 50 anos de carreira com um disputado show no palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. O evento que esgotou ingressos uma semana antes, teve renda dirigida para o projeto "Criança Esperança" e foi gravado para lançamento em DVD, contando com a participação do amigo e parceiro Roberto Carlos e da Cantora Marisa Monte, amiga e musa de Erasmo. O "Tremendão" apresentou-se fiel ao seu estilo, acompanhado de sua banda. Na ocasião, Erasmo, parodiando o clássico dístico consagrado nos anos 1960 - "sexo, drogas e rock'and roll", anunciou o próximo álbum - "Sexo", tendo sido o último, lançado em 2009, o elogiado "Rock' and roll." Em 2011, lançou por seu selo Coqueiro Verde o  CD "Sexo", no qual interpretou as músicas "Amorticídio"; "Apaixocólico Anônimo"; "Sentimento Exposto"; "Santas Mulheres Santas" e "Sexo É Vida", todas de sua autoria, além de "Kamasutra" e "Roupa Suja", parcerias com Arnaldo Antunes; "Seu Homem Mulher", com Adriana Calcanhotto; "Vênus E Marte" e "E Nem Me Disse Adeus", com Nelson Motta; "O Rosto do Rei", com Liminha, e "Sexo E Humor", com Chico Amaral. Em 2014, fez no HSBC Brasil, em São Paulo, show de lançamento de sue novo CD, intitulado "Gigante gentil", no qual interpretou, além da música título de sua autoria, a parceria inédita com Caetano Veloso "Sentimentos complicados", "Manhãs de love" e "Teoria do óbvio", com Arnaldo Antunes, "Amor na rede", com Nelson Motta, e "Moça" e "Caçador de deusas", de sua autoria, além de uma releitura do sucesso "Além do horizonte", com Roberto Carlos. O CD, assim como o show, contou com as participações de Luiz Carlini e Smokey Hormel, nas guitarras, e Marcelo Jeneci, nos teclados e acordeom. Sobre o CD assim escreveu o crítico Silvio Essinger, para o jornal O Globo: "Desde que recuperou o respeito que lhe era devido e voltou a gravar com mais regularidade, Erasmo carlos pôde abandonar os discos-padrão que a indústria lhe impunha, ao sabor das modas, e se deu o direito de ousar aqui e ali. Não apenas um álbum com canções inéditas de alta qualidade, "Gigante Gentil" é um extravagante exercício de reconexão". Em 2015, apresentou-se na casa de shows "Miranda", no bairro carioca da Lagoa, cantando músicas do CD "Gigante gentil", entre as quais, "Teoria do óbvio", "Amor na rede" e "Caçador de deusas". Em 2017, foi convidado pela Casa Levi's, em Botafogo, para fazer um show comemorativo do lançamento do primeiro modelo de calça jeans no mundo, uma vez que ele foi um dos pioneiros do rock no Brasil. No mesmo ano, assinou contrato com a gravadora Som Livre com previsão de gravar um CD acústico. Teve ainda as músicas  "Você em minha vida", "Sua estupidez", "Sentado à beira do caminho", "Desabafo", "Não se esqueça de mim", "Despedida", "Eu disse adeus", "Jovens tardes de domingo" e "O show já terminou", todas com  Roberto Carlos gravadas por Angela Maria no CD "Angela Maria e as canções de Roberto & Erasmo" do selo Biscoito Fino. Ainda em 2017, estrelou o filme "Paraíso perdido", de Monique Gardenberg, no qual interpretou o personagem principal, um dono de uma boate brega.

Mais visitados
da semana

1 Festivais de Música Popular
2 Franco Scornavacca
3 Lupicínio Rodrigues
4 Assis Valente
5 Hermeto Pascoal
6 Dorival Caymmi
7 Clementina de Jesus
8 Daniela Mercury
9 Música Sertaneja
10 Caetano Veloso