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Época de Ouro



Dados Artísticos

Conjunto instrumental esboçado por Jacob do Bandolim em princípio dos anos 1960, definitivamente organizado em 1966 e que teve grande importância no movimento de resistência do choro na década de 1960, época em que a bossa nova imperava nos meios de comunicação. O conjunto também se exibia com freqüência para personalidades estrangeiras, nos célebres saraus promovidos por Jacob em sua casa de Jacarepaguá.

O Época de Ouro gravou vários LPs na RCA Victor, sendo o primeiro deles o disco "Chorinhos e Chorões".

Em 1968, o grupo participou, com Elizeth Cardoso e Zimbo Trio, de um show memorável no Teatro João Caetano, promovido pelo Museu da Imagem e do Som, gravado ao vivo e lançado em dois LPs pelo próprio MIS, produzidos por Ricardo Cravo Albin, então diretor da instituição e idealizador do show. Verdadeiro clássico da música popular brasileira, estes LPs registram um repertório primoroso, aliado a interpretações magistrais em que brilham a criatividade, a improvisação e a interpretação de todos os músicos e de forma muito especial a voz de Elizeth Cardoso.

Em 1969, o conjunto lançou pela RCA o LP "Época de Ouro - Jacob do Bandolim", no qual o acompanhamento está a cargo de uma orquestra.

Na discografia do conjunto destaca-se o LP "Vibrações", considerado por muitos músicos um marco na trajetória e na organização do conjunto regional.

Depois da morte de Jacob, em 1969, o grupo se desfez por alguns anos, voltando a atuar em 1973 sob o comando de César Faria, contando com Damásio no lugar de Carlinhos e Deo Rian substituindo Jacob.

A convite de Paulinho da Viola, o conjunto participou do show "Sarau", realizado no Teatro da Lagoa e dirigido por Sérgio Cabral, marcando a redescoberta do choro na década de 1970.

Em 1974, lançou o LP "Conjunto Época de Ouro", no qual registrou clássicos do choro, como "Noites Cariocas" (Jacob do Bandolim) e "Choro negro" (Paulinho da Viola).

Em 1976, lançou pela Continental o LP "Clube do choro - Época de Ouro".

Mantendo-se ainda em atividade, o Época de Ouro participou de shows e festivais, como o Free Jazz Festival, em 1985, e também do Projeto Pixinguinha.

Nesse mesmo ano, Jonas abandonou o conjunto.

Em 1994, o grupo viajou por todo o Brasil com o projeto "Brasil Musical", ao lado do pianista Arthur Moreira Lima, e em seguida foi a Frankfurt, na Alemanha, para uma série de apresentações.

Desde 1997, o conjunto apresenta-se com César Faria, Dino Sete Cordas, Toni (violão sete cordas), Jorginho, Jorge (cavaquinho) e Ronaldo (Bandolim). Em 2005, o grupo participou do festival "Na cadência do choro" realizado no Circo Voador, na Lapa. Em 2018, a nova formação do grupo, constituída por Ronaldo do Bandolim, no bandolim, Jorge Filho, no cavaquinho, João Camarero, no violão de sete cordas, Celsinho Silva, no pandeiro, Antônio Rocha, na flauta e Luiz Flávio Alcofra, no violão de seis cordas, realizou show na Casa do Choro, no centro do Rio de Janeiro, em homenagem ao centenário de nascimento do violonista Dino Sete Cordas.

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