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Elton Medeiros

Élton Antônio Medeiros
22/7/1930 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Aos 17 anos tocava de dia na Orquestra Juvenil de Estudantes, que se apresentava na Rádio Roquete Pinto, e à noite tocava trombone na gafieira Fogão, do compositor Uriel Azevedo.
Em 1959 o cantor Jamelão, acompanhado da Orquestra Tabajara, gravou de sua autoria "Falta de queda".
No início da década de 1960, juntamente com Cartola, Nelson Cavaquinho, Zé Kéti, Nuno Veloso e Jorge Santana, formou o grupo A Voz do Morro, que se apresentou uma única vez em um programa de televisão, desfazendo-se logo depois.
Em 1964, passou a freqüentar o Zicartola. Nessa época, conheceu Paulinho da Viola e iniciou parceria com Cartola, compondo "O sol nascerá". Ainda em 1964, Nara Leão incluiu o samba "O sol nascerá" no show Opinião, composição também gravada no primeiro LP da cantora. Por essa época escreveu, em parceria com o poeta Walmir Ayala, o espetáculo "Chão de estrelas", baseado na vida de Orestes Barbosa.
Em 1965 participou do musical "Rosa de Ouro", de Hermínio Bello de Carvalho e Kléber Santos, junto com Nelson Sargento, Anescarzinho do Salgueiro, Paulinho da Viola e Jair do Cavaquinho, e ainda Clementina de Jesus e Araci Cortes. O musical foi transformado em dois LPs pela Odeon lançados respectivamente nos anos de 1965 e 1967. Ainda em 1965 integrou o conjunto A Voz do Morro, desta vez com uma nova formação que incluiu Zé Kéti, Anescarzinho do Salgueiro, Paulinho da Viola, Jair do Cavaquinho, Oscar Bigode e Zé Cruz - gravou o LP "Roda de samba". Neste mesmo ano Elizeth Cardoso, no disco "Elizeth sobe o morro", interpretou três composições de sua autoria: "Meu viver", (c/ Jair do Cavaquinho e Kléber Santos); "Folhas no ar" (c/ Hermínio Bello de Carvalho) e "Rosa de ouro", em parceria com Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho.
No ano de 1966 acompanhou Clementina de Jesus no "Festival de Arte Negra", de Dacar e fez a trilha sonora do filme "Edu, coração de ouro", de Domingos de Oliveira, participando no espetáculo musical brasileiro do "Festival de Cannes" neste mesmo ano.
Gravou três LPs, de 1967 a 1969, pela Odeon, integrando o conjunto Os Cinco Crioulos, formado por Paulinho da Viola (substituído por Mauro Duarte), Nelson Sargento, Anescarzinho do Salgueiro e Jair do Cavaquinho. No LP do grupo no ano de 1967 "Samba... No duro" interpretou "Aurora de paz", parceria com o poeta Cacaso.
No ano de 1968 lançou em parceria com Paulinho da Viola o disco "Samba na madrugada", no qual despontou com os sucessos "Mascarada" (c/ Zé  Keti) e "O sol nascerá" (c/ Cartola). Neste mesmo ano Paulinho da Viola, no primeiro disco individual, interpretou de sua autoria "Meu carnaval", parceria com Cacaso. Neste mesmo ano, integrando o conjunto Rosa de Ouro, participou do show "Mudando de conversa" (c/ Clementina de Jesus, Cyro Monteiro e Nora Ney), para o qual foi produzido o disco homônimo e incluída de sua autoria a composição "Se o carnaval acabar", parceria com Mauro Duarte e Hermínio Belo de Carvalho, interpretada em trio com Cyro Monteiro e Mauro Duarte.
No ano seguinte, em 1969, Elizete Cardoso, no LP "Elizete Cardoso e Zimbo Trio balançam a Sucata", incluiu "Pressentimento" (c/ Hermínio Bello de Carvalho). Neste mesmo ano de 1969, "Não tem mais jeito" (c/ Maurício Tapajós e Hermínio Bello de Carvalho) foi incluída no LP "A bossa eterna de Elizete e Ciro volume 2 - de Elizete Cardoso e Ciro Monteiro", lançado pela gravadora Copacabana e Joel de Castro gravou "Pelas ruas da cidade" (c/ Ivan Salvador). Ainda em 1969 Clara Nunes classificou-se em terceiro lugar "I Festival da Canção Jovem de Três Rios" com a música "Encontro", de Elton Medeiros e Luís Sérgio Bilheri.
No ano seguinte, em 1970, "Camisa branca", composta em parceria com Otávio de Morais, foi incluída no LP "Falou e disse", de Elizete Cardoso, lançado pela gravadora Copacabana.
Em 1973, foi lançado seu primeiro disco solo, do qual destacou-se "Pressentimento" (c/ Hermínio B. de Carvalho), samba que ficou em terceiro lugar na "1ª Bienal do Samba", da TV Record. Nesse ano, atuou com Paulinho da Viola e o Conjunto Época de Ouro no show "Sarau", que contou co direção de Sérgio Cabral.
Participou com Paulinho da Viola do "Festival du Marché International du Disque et d'Édition Musicale", em Cannes, no ano de 1975.
Em 1977, junto a Candeia, Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito, participou do show "Roda" e gravou o LP "Os Quatro grandes do samba", pela RCA. Neste mesmo ano foi lançado o disco "Elizete Cardoso, Jacob do Bandolim, Zimbo Trio e Época de Ouro - Fragmentos inéditos do histórico recital realizado no teatro João Caetano em 19 de fevereiro de 1968", no qual foi incluída sua composição "Rosa de ouro".
Lançou o segundo disco em 1980, contendo "Peito vazio", "Sentimento perdido" e "Vida". Neste mesmo ano, Alcione interpretou "A ponte", parceria com Paulo César Pinheiro.
Em 1982, atuou no show "O que se leva desta vida", em homenagem a Cyro Monteiro. Ainda em 1982, Elizete Cardoso regravou "Pressentimento" no LP "Recital - volume 1". A mesma cantora lançou, pela gravadora Som Livre, o LP "Outra vez", disco no qual incluiu "Velha poeira", de sua autoria em parceria com Luís Moura e Paulo César Pinheiro.
Participou do "Encontro Luso-brasileiro de Cultura", em Faro, Portugal, no ano de 1986.
Em 1989, na Festa da Penha, foi agraciado com a medalha de prata pelo 5º lugar com o samba "Lágrimas", em parceria com Ivan Salvador.
Em 1991, fez vários shows e workshops na Suécia, acompanhado pelo conjunto Galo Preto, que também participou de seu terceiro disco, "Mais Feliz", de 1996. No ano seguinte, em 1997, junto a Zé Renato e Mariana de Moraes, fez o show "A alegria continua", transformado em CD ao vivo. Ainda nesse ano, fez parte do show em homenagem a Herivelto Martins junto com Paulinho Moska e Ná Ozzetti no Teatro Sesc - Pompéia, São Paulo.
No ano de 1999, juntamente com Nelson Sargento e Grupo Galo Preto, gravou um CD em homenagem a Cartola, "Só Cartola".
No ano 2000, Zeca Pagodinho regravou "A ponte". Ainda em 2000, abriu a série de quatro shows dedicados a Nelson Cavaquinho, escritos e dirigidos por Ricardo Cravo Albin para o CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), em comemoração aos 500 anos do Brasil. Este show, intitulado "Nelson Cavaquinho - parcerias iniciais" foi dividido em cena com Nelson Sargento com acompanhamento do grupo Galo Preto. Neste mesmo ano participou do disco "A música brasileira deste século por seus autores e intérpretes - Paulinho da Viola e os Quatro Crioulos, CD no qual foram reunidos os integrantes do grupo Os Cinco Crioulos em show gravado em julho de 1990 no programa "Ensaio", quando na época teve como convidado Paulinho da Viola, que para sua surpresa, foram também convidados os outros integrantes (Anescarzinho do Salgueiro, Jair do Cavaquinho, Elton Medeiros e Nelson Sargento), em uma homenagem aos 25 anos do antológico show "Rosa de Ouro". O disco foi gravado ao vivo, com conversas e ainda execução de composições da época, entre elas "Quatro crioulos" (Joacyr Santana e Elton Medeiros), "O sol nascerá" (Cartola e Elton Medeiros) e "Rosa de ouro", de Paulinho da Viola, Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho.
Em 2001, ao lado de Nei Lopes, Nelson Sargento, Dona Ivone Lara, Baianinho, Niltinho Tristeza, Casquinha, Zé Luiz, Nilton Campolino, Monarco, Jair do Cavaquinho, Dauro do Salgueiro, Luiz Grande, Jurandir da Mangueira e Aluízio Machado, participou do show "Meninos do Rio", apresentado no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano, o bloco Flor do Sereno, do bar Bip Bip, em Copacabana, desfilou com três marchas, sendo uma delas, "Marcha regresso", de sua autoria e em parceria com Maurício Tapajós e Cacaso. Ainda em 2001, lançou pela Rob Digital o CD "Aurora de paz". No disco regravou "Aurora da paz" composta em parceria com Cacaso e anteriomente gravada pelo grupo Os Cinco Crioulos. Foram também incluídas no mesmo disco  "Samba do meu drama" (c/ Paulinho da Viola), "Psiquiatra" (c/ Zé Ketti), "Azulzinho" (c/ Afonso Machado), "Conversa com a solidão" (c/ Paulo César Pinheiro), "Não te esqueças de mim (c/ Délcio Carvalho), "Culpa do santo" (c/ Hermínio Bello de Carvalho), "Dançando na chuva" (c/ Paulo Vanzolini), "Valsa triste" (c/ Regina Werneck), "Sambista mais novo" (c/ Clóvis Beznos), "Estrela" (c/ Roberto Riberti e Eduardo Gudin), "Minha boiada", esta com a participação especial de Pena Branca, e ainda a composição "Recato", em parceria com o poeta Salgado Maranhão, interpretada em dueto com Zezé Gonzaga. O disco ainda contou com as participações de Cristóvão Bastos, Paulão Sete Cordas, Maurício Carrilho e Afonso Machado, sendo lançado em julho do mesmo ano na loja de disco Modern Sound, em Copacabana. Neste mesmo ano de 2001foi lançado o CD "1º Compasso", gravado ao vivo em show no Paço Imperial, Rio de Janeiro, no qual interpretou de sua autoria "A maioria sem nenhum", parceria com Mauro Duarte. O grupo A Família Roitman interpretou "Hora do adeus", parceria com Délcio Carvalho. Em dezembro de 2001 recebeu o "Prêmio Shell" no Canecão, em show que reuniu Elza Soares, Casquinha, Monarco, Jair do Cavaquinho, Nelson Sargento, Argemiro da Portela, Paulinho da Viola e Velha Guarda da Portela.
No ano de 2002 foi lançado o livro "Velhas Histórias, memórias futuras" (Editora Uerj), de Eduardo Granja Coutinho, livro no qual o autor fez várias referências ao compositor. Neste mesmo ano, juntamente com Zé Renato, Dona Ivone lara e Alcione, participou do projeto "Concertos MPBR", no Canecão, no Rio de Janeiro. Ainda em 2002, participou como convidado de Teresa Cristina no disco "A música de Paulinho da Viola", no qual interpretou, em dueto com a cantora, "Tudo se transformou", de Paulinho da Viola. Também neste disco foi incluída "Onde a dor não tem razão", parceria sua com Paulinho da Viola.
Em 2003, ao lado de Zé Renato, Teresa Cristina e Dona Ivone Lara, apresentou-se na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro. Neste mesmo ano, com Dona Ivone Lara, Wilson Moreira, Renato Braz, Cristina Buarque, Monarco, Velha Guarda da Portela, Elza Soares, Teresa Cristina, Mar'tnália, Cristina Buarque, Nilze Carvalho, Seu Jorge e Walter Alfaiate, entre outros, participou do CD "Um ser de luz - saudação à Clara Nunes", lançado pela gravadora Deckdisc, no qual interpretou "Lama", de autoria de Mauro Duarte.
No ano de 2004 Zélia Duncan gravou com sucesso a música "Tô", parceria com Tom Zé. Ainda em 2004, no disco "Daqui, dali e de lá", o grupo Toque de prima gravou de sua autoria "Demorou" (c/ Roque Ferreira).
Em 2005, apresentou-se com Claudio Nucci no Teatro Rival BR, no Rio de Janeiro, em show no qual prestaram homenagem a Ismael Silva. Neste mesmo ano, em show no Bar Estrela da Lapa, lançou o CD "Bem que mereci", no qual gravou de sua autoria "Tesouro guardado" (c/ Cláudio Jorge), "Relaxa" e "Tá bem, mulher" (ambas com Carlinhos Vergueiro), "Mundo" (c/ Eduardo Gudin), "Dívidas" (c/ Paulinho da Viola), "Demorou" (c/ Roque Ferreira), "Antigas lembranças" (c/ Antonio Valente), além da faixa-título em parceria com Paulinho da Viola. No disco também interpretou "Partiu" (Cartola), "Não avance o sinal" (Ismael Silva), "Vestido tubinho" (Zé Kéti) e "Lavo minhas mãos", de Nelson Cavaquinho. Neste mesmo ano no disco "Amorágio", do poeta e letrista Salgado Maranhão, foi incluída a composição "Recato", parceria de ambos, interpretada por Paulinho da Viola.
No ano de 2006, ao lado de Eliane Faria, Monarco, Nilze Carvalho, Gabriel # 9 e Roberto Silva, participou da coletânea "Circuito original" que reuniu alguns artistas participantes do projeto homônimo, apresentado em bares do Rio de Janeiro. No CD foram incluídas "Aurora de paz" (c/ Cacaso) e "Culpa do santo", com Hermínio Belo de Carvalho.
Em 2007 participou, ao lado de vários artistas da MPB, tais como Martinho da Vila, Zeca Pagodinho, Nélson Sargento, Cláudia Leite, Diogo Nogueira, Lenine, Zélia Duncan, Pitty, Marcelo D2, Beth Carvalho, Fundo de Quintal, Ivete Sangalo, Jair Rodrigues, Velha-Guarda da Portela, entre outros, da gravação do primeiro CD e DVD "Cidade do samba", do Selo Zecapagodiscos (Universal Music), no qual fez dueto com Alcione na faixa "Pressentimento" (c/ Hermínio Bello de Carvalho). O evento foi apresentado por Ricardo Cravo Albin e contou com a arranjos e produção musical de Rildo Hora, sendo gravado na Cidade do Samba, no Rio de Janeiro.
No ano de 2010 completou 80 anos comemorados em show no Centro Cultural Cordão do Bola Preta, na Lapa, centro do Rio de Janeiro. No show-homenagem recebeu como convidados o grupo de choro Galo Preto, o bandolinista Pedro Amorim e o grupo Balaio Carioca, além da Orquestra Leviana. Na ocasião do show o tradicional bloco carnavalesco carioca Cordão do Bola Preta afixou uma placa comemorativa em homenagem à pasagem da data de aniversário do compositor. As homenagens seguiram-se na Rádio Nacional com um programa de auditório com as participações de Dorina, Roberto Silva e Paulo Marquês e ainda um outro programa, desta vez na emissora TV Brasil, no programa "Samba na Gamboa", apresentado pelo cantor Diogo Nogueira, com a proposta do diretor da emissora, Ricardo Villas, em transformar o programa-homenagem em um DVD comemorativo da data.
Em 2011 participou do projeto "Lapa de Todos os Sambas", realizado no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro. Idealizado pelo produtor Leonardo Conde, o projeto celebrou a revitalização do bairro da Lapa (RJ), em uma iniciativa que reuniu três de gerações cantores, músicos e compositores de samba. Nesse mesmo ano participou do evento "Paquetá de Portos Abertos", em que se apresentou na Casa de Artes de Paquetá, no Rio de Janeiro.
As composições de sua autoria "O sol nascerá" (c/ Cartola), "Mascarada" (c/ Zé Kéti) e "Vida" (c/ Paulinho da Viola), foram interpretadas por Paulinho da Viola e Cartola, nos volumes sete e oito do box "100 Anos de Música popular Brasileira", lançado no ano de 1975, em coleção produzida pelo crítico musical e radialista Ricardo Cravo Albin a partir de seus programas radiofônicos "MPB 100 AO VIVO", com gravações ao vivo realizadas no auditório da Rádio MEC entre os anos de 1974 e 1975. O box integrado por quatro CDs duplos, contendo oito LPs remasterizados, foi relançado no ano de 2011 pelo Selo Discobertas, do pesquisador Marcelo Fróes, em convênio com o Instituto Cultural Cravo Albin. Apresentou, ao lado da Velha Guarda da Mangueira, o show de  abertura da série “Som em 4 Tempos”, em homenagem a Nelson Cavaquinho. Realizada às quintas e sextas-feiras dos meses de novembro de 2011 à fevereiro de 2012, na Sala Funarte Sidney Miller, no Rio de Janeiro, a série contou com a participação de vários artistas, dentre os quais Áurea Martins, Henrique Cazes, Cristina Buarque, Hamilton de Holanda.

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