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Eliane Salek

Eliane Corrêa Salek
1/2/1955 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Entre 1975 e 1980, atuou como flautista da Orquestra Sinfônica Nacional da Rádio MEC, sob a regência dos maestros Alceo Bochino e Eleazar de Carvalho. Em 1985, lançou o LP "Baiôro", termo criado pela instrumentista para se referir a uma mistura de baião com choro, contendo três músicas de sua autoria. O disco, que mistura influências jazísticas às raízes brasileiras, contou com a participação de Orlando Silveira, Romero Lubambo, Paulo Russo e Raul Mascarenhas, entre outros músicos. Como flautista do Quinteto de Hélcio Milito, lançou, no ano seguinte, o CD “Quilombo”. De 1990 a 1992, atuou como flautista da Sinfônica do Espírito Santo, sob regência do maestro Leonardo Bruno. Desenvolveu, como solista e camerista (flauta e voz), um trabalho junto a vários outros instrumentistas, como Alceo Reis, Cristina Braga, Ricardo Amado, Ricardo e Paulo Santoro e Sonia Maria Vieira, entre outros, apresentando-se em diversas salas de concerto do país. Integrou a Rio Jazz Orchestra, como flautista e tecladista. Como compositora, foi selecionada, em 1993, para a abertura do “Festival Internacional de Mulheres Compositoras”, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, com sua “Valsa triste”. Em 1998, foi aprovada para o Coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no qual atua desde então, tendo participado como solista das óperas do meio-dia, com repertorio de canções francesas (2000), desempenhando o papel de Serena da ópera “Porgy and Bess”, de Gerswhin (2001), e na comemoração do aniversário do Theatro (2001), interpretando canções brasileiras no Palácio do Governo (2002) e em concertos do Theatro em várias cidades do Rio de Janeiro. Em 1999, lançou o CD "Mistura brasileira".  Em 2002, atuou como flautista, ao lado de Sonia Maria Vieira (piano) e Hugo Pilger (violoncelo), interpretando obras de Brenno Blauth, Guerra Vicente e Guerra Peixe, entre outros, em concerto realizado no IBAM (RJ). Nesse mesmo ano, apresentou-se na Sala Baden Powell (RJ), registrando o relançamento em CD de seu disco "Baiôro". De 2005 a 2007, paralelamente à especialização no canto lírico (Conservatoire National de Toulouse) e nos seminários de música antiga (École de Musique de Villeurbanne), apresentou-se em Paris, Toulouse, Lyon, Roma, Berlim e Hilden, divulgando a música brasileira. Artista convidada para dois concertos em Paris no “Ano do Brasil na França”, em 2005, ao lado do soprano Marta Laurito, seguiu sua tournê no Hildenner Jazztag Festival na cidade de Hilden (Alemanha) e em seguida em Berlim. Em 2006, apresentou-se em Roma e em Lyon, em espaços como Peristyle, da Ópera de Lyon, Salle Debussy, do Conservatoire National de Lyon, e Studio Club, da Radio Fréquence Jazz, com emissão ao vivo na radio e na rede de televisão France 3. Ao final desse mesmo ano, realizou um concerto-didático na Salle Debussy, dando início ao projeto de concertos e master-classes de música brasileira, desenvolvido até maio de 2007, no Conservatoire National de Lyon. Na área popular, participou de inúmeros shows e gravações, em Rádio e TV, ao lado de vários artistas, como Elizeth Cardoso, Toquinho, Zeca Pagodinho, Sivuca, Elba Ramalho, Alaide Costa, Paulinho da Viola e Ademilde Fonseca, entre outros. Assinou vários arranjos para telenovelas que a Rede Globo exportou para a Europa. Produziu e dirigiu projetos artísticos, como “O Pop do Clássico” (UFRJ) e “Raízes da Música Brasileira” (Centro Cultural José Bonifácio). Lançou, em 2008, o CD “Modinhas e Chorinhos eternos”, um projeto especial do projeto “Música no Museu”. Em 2010, apresentou-se no Teatro Municipal Café Pequeno (RJ), com o show "Divina Elizeth", um tributo à memória da cantora.

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