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Edison Nequete

Edison Curie de Nequete
21/7/1926 Porto Alegre, RS
23/11/2010 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Sua incursão na música aconteceu no início dos anos de 1950. Por essa época, o gaúcho Natho Henn, compositor erudito, musicou alguns de seus versos escritos em castelhano. Logo depois, uma de suas parcerias com Natho Henn, "Quejá calé", foi incluída no repertório do tenor Mário de Oliveira e executada várias vezes pela Orquestra da Rádio Farroupilha, então dirigida pelo Maestro Manso. Outro poema seu, desta mesma época, também escrito em castelhano, foi musicado por Lila Rippol. No começo dos anos 50 conheceu João Gilberto, a quem recomendou ouvir Mário Reis, o que veio a determinar definições no estilo íntimo do cantar a bossa-nova. Na década de 1990 vários compositores e intérpretes se interessaram por sua obra e passaram a musicá-la: Marcelo Lehmann, Marlene Pastro, Maurício Datoni e Armando Lobo. Lourdes Rodrigues interpretou "Zaíra" (Edison Nequete e Marcelo Lehmann). Neste período, Marcelo Lehmann gravou diversas parcerias de ambos, entre elas: "Monclos", "Trama", "Bordejo lisboeta" e "Morna". Com outro parceiro seu, Maurício Datoni, compôs "Ó, marinheiro". Pouco tempo depois, em Portugal, Armando Lobo interpretou "Mandinga" (Edison Nequete e Armando Lobo). No ano 2000, em comemoração ao "V Centenário do Descobrimento do Brasil", a Prefeitura de Taquari, no Rio Grande do Sul, lançou um CD só com músicas de sua autoria em parceria com Marlene Pastro, também intérprete. Neste disco, foram incluídas, entre outras, "Descobridor", "Oferenda alvissareira", "Dadivosa terra", "Freire", "Fado severo" e "Professor imperador". Em 2005, o crítico Ricardo Cravo Albin, não só fez alguns programas radiofônicos com ele na Rádio MEC AM, como insistiu muito para que figuras do teatro e da música o conhecessem mais e melhor. No ano de 2013 foi lançado pela Sapere Editora o livro "Cafeopeia - A Grande Aventura do Café", com texto em versos de sua autoria e ainda ilustrado com tinta feita com borras de café por Mané do Café, pseudônimo do também escritor e ilustrador carioca Jorge Carlos Amaral de Oliveira.

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