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Edil Pacheco

Edimilson de Jesus Pacheco
1/6/1945 Maragogipe, BA

Dados Artísticos

Em 1963 participou do grupo musical Função. Por essa época conheceu os poetas Luiz Galvão e Cid Seixas, além dos músicos e compositores Moraes Moreira, Ederaldo Gentil, Tião Motorista, Celeste, Alcyvando Luz e Batatinha. Dois anos depois, em 1965, aos 20 anos, foi convidado pelo compositor Batatinha para acompanhá-lo como violonista no show "Eu sou, tu és, ele é: gente". Por essa época, incentivado por Batatinha compôs "Experiência própria" e "Protetor do samba". Uma de suas primeiras músicas gravadas foi  a toada "Fim de tarde" (c/ Luiz Galvão) em 1969, por Eliana Pittman, que lhe foi apresentada pelo jornalista Fernando Vita. Neste mesmo disco, Eliana Pittman também gravou "Passatempo" (c/ Batatinha e Cid Seixas). Por essa época, participou várias vezes do programa televisivo "Improviso" gravado no Teatro Vila Velha. Devido ao sucesso nacional de "Alô, madrugada" (c/ Ederaldo Gentil), gravada por Jair Rodrigues no início da década de 1970, transferiu-se para o Rio de Janeiro. No ano de 1972 musicou a peça "A morte de Quincas Berro D'Água", sobre o livro de Jorge Amado, dirigida e adaptada por João Augusto e produzida por Roberto Santana. Neste mesmo ano gravou o compacto duplo "A morte de Quincas Berro D'Água", pela PolyGran, disco no qual foi incluída de sua autoria a faixa-título e no qual pela primeira vez registrou sua voz. As outras   músicas da peça eram de autoria de Dorival Caymmi, Gereba e Fernando Lona. Ainda em 1972, Gal Costa interpretou de sua autoria "Estamos aí", em parceria com Paulinho Diniz. No ano seguinte, Wilson Simonal gravou "Tristeza" (c/ Carlos Lacerda). Em 1975, no LP "A voz do samba", Alcione gravou duas composições suas: "Aruandê" (c/ Nélson Rufino) e "Até o dia de São Nunca", em parceria com Paulinho Diniz. Neste mesmo ano, seu parceiro Ederaldo Gentil lançou o disco "Samba, canto livre de um povo", pela gravadora Chantecler, com a faixa-título de parceria de ambos. Ainda em 1975, junto a Batatinha e Ederaldo Gentil montou o show "O samba nasceu na Bahia", apresentado no Teatro Senac, no bairro do Pelourinho. No ano seguinte, Fafá de Belém interpretou "Siriê" (c/ Paulo Diniz). Alcione interpretou de sua autoria a música "Lua menina" (c/ Paulinho Diniz). Ainda em 1976, no disco "Pequenino", de Ederaldo Gentil, foi incluída uma composição de ambos: "Manhã de um novo dia". No ano de 1977, lançou seu primeiro LP, "Pedras afiadas", pela gravadora Polydor, no qual  interpretou "Abra a gaiola", "Coração vadio", "Há muito tempo", "Nau dos aflitos" e "Lua menina", todas em parceria com Paulinho Diniz. Em 1979, no LP "Esperança", Clara Nunes incluiu "Apenas um adeus" (c/ Roque Ferreira e Paulinho Diniz). No ano seguinte, Leci Brandão incluiu de sua autoria "Catarerê" (c/ Paulinho Diniz), no disco "Essa tal criatura", lançado pela gravadora Polydor. Clara Nunes, em 1981, interpretou "Coração valente" (c/ Roque Ferreira) e, no ano seguinte, "Ijexá", no disco "Nação". Com o sucesso desta música, começou a ser requisitado por vários intérpretes, como Roberto Ribeiro, Elza Soares, Beth Carvalho ("Encanto do Gantois"), Neguinho da Beija-Flor, Agepê ("Lendas da estrela do mar"e "Ilê aiyê"), Gilberto Gil ("Ijexá"), Zezé Motta ("Carnaval de rua"), entre outros. Em 1983, João Nogueira lançou pela RCA o LP "Bem transado", no qual incluiu "Se segura, segurança", de autoria sua em parceria com João Nogueira e Dalmo Castelo. No ano seguinte, gravou o segundo disco "Estamos aí", pela PolyGram. Em 1985, a cantora Alcione gravou pela RCA Victor o LP "Fogo da vida", no qual incluiu "Ara-Ketu" (c/ Paulo César Pinheiro). Neste mesmo ano, Agepê interpretou "Na paz do Congá, composição sua em parceria com Canarinho. Em 1987 Alcione interpretou no disco "Nosso nome: resistência", outra composição sua em parceria com Paulo César Pinheiro, "Afreketê". Neste mesmo ano, Milena,  pela gravadora 3M lançou o LP "O gosto do amor", disco no qual interpretou "Roda Bahia" (c/ Paulo César Pinheiro). A seguir, em 1988, juntamente com Paulo César Pinheiro, produziu um LP em homenagem aos blocos afros da Bahia. Este disco, "Afro e Afoxés da Bahia", só com músicas da dupla, contou com a participação de vários convidados, como Lazzo ('Malê-Debalê'), Gilberto Gil ('Oju-Obá'), Margareth Menezes ('Olodum'), Luiz Caldas ('Badauê'), Paulinho Feijão ('Ilê-Ayê'), Gilson Nascimento ('Afreketê'), Paulinho Araketo ('Ara-Ketu'), Tribo Nação Ijexá ('Ijexá'), Paulo César Pinheiro na faixa "Olori" e o próprio Edil Pacheco na faixa "Muzenza". No ano seguinte, o disco foi relançado em CD pela mesma gravadora. Em 1991, no  LP "Intérprete", Beth Carvalho incluiu "Traz a vida pro sereno", em parceria com Paulo César Pinheiro. No ano de 1996, pela gravadora Velas, lançou o CD "Dom de passarinho", no qual incluiu diversas composições de sua autoria: "Dom de passarinho" (c/ Paulo César Pinheiro), "Paz de Xangô" (c/ Capinam), "Jeito danado" (c/ Luiz Melodia), "Forró em Cachoeira" (c/ Paulinho Boca de Cantor), "Peneira e tempero" (c/ Paulo César Pinheiro) e "Tristeza", em parceria com Carlos Lacerda. Neste mesmo ano, Luiz Caldas interpretou de sua autoria "Dengo". Em 1998, participou do CD "Diplomacia", de Batatinha. Neste disco, lançado pela EMI interpretou, ao lado de Batatinha, Nélson Rufino, Valmir Lima e Riachão, a faixa "De revólver, não". Neste mesmo ano, João Nogueira lançou o CD "João de todos os sambas", no qual incluiu "Caminha, Caymmi" (Edil Pacheco, João Nogueira e Paulo César Pinheiro) e Luiz Melodia gravou uma parceria de ambos, "Jeito danado". NO ano seguinte, em 1999, fez a produção do CD "Pérolas finas" em homenagem ao parceiro e amigo Ederaldo Gentil. Neste disco, ao lado de vários convidados como Paulo César Pinheiro, João Nogueira, Paulinho Boca de Cantor, Pepeu Gomes, Gilberto Gil, Elza Soares e Beth Carvalho, interpretou a faixa "Maria da Graça". No ano de 2002 produziu, em parceria com Paulinho Boca de Cantor, o disco "Do lundu ao axé - Bahia de todas as músicas", disco no qual interpretou em dueto com Paulinho Boca de Cantor a faixa "Isto é bom" de autoria de Xisto Bahia, cantor e compositor do início do século XIX. Deste disco, também participaram Daniela Mercury, Lazzo, Moraes Moreira e Carlinhos Brown, entre outros. Em 2003 lançou o CD "O samba me pegou" no qual incluiu, entre outras, "Meu coração sabe gostar" (c/ Capinam), "Começo de caso" (c/ Paulo César Pinheiro), "Amor por decreto" (c/ Jorge Portugal), "Estrela azul" (c/ Ildásio Tavares), "Caçuá" (c/ Paulo César Pinheiro) e regravou "De amor é bom" (c/ João Nogueira), "Samba do grande amor" (Chico Buarque) e "O dengo que a nega tem", de Dorival Caymmi. Neste mesmo ano, Mart'nália interpretou "Ijexá" no CD "Um ser de luz - saudação à Clara Nunes". No ano seguinte, em 2004, sua composição "Se segura, segurança" (c/ Dalmo Castelo e João Nogueira), foi incluída no CD "Passeador de palavras", de Dalmo Castello. No ano de 2013 foi um dos convidados especiais do parceiro Walmir Lima, no show "80 Anos de Samba e Poesia", que gerou o DVD homônimo. Neste show interpretou em dupla as composições "Sirê" e "Santo Amaro é uma Flor". Do DVD também participaram Gal do Beco, Alberto Fonseca, Pedrão, Firmino de Itapoan, Jonga Lima, Cláudya Costta, Juliana Ribeiro, Gabriela Lima e Nelson Rufino. No ano de 2015 lançou, em show na Livraria Cultura, no Salvador Shopping, o CD "Mel da Bahia",cuja faixa-título foi composta em parceria com João Nogueira (que também a gravou na década de 1980). No disco, com 13 faixas, também interpretou várias inéditas, entre as quais "A moça morena Maria" (c/ Wilson das Neves), "Saudade a vapor", "Baticum de primeira"; "Terreiro de Jesus" (c/ João Bosco e Francisco Bosco), "Na paz do Congá, além de "Meu tesouro" (c/ Roque Ferreira), "O samba pra mim é rei" (somente sua) e outras em parcerias com Diogo Nogueira, Nelson Rufino, Paulo César Pinheiro, Canário e Walmir Lima. No ano de 2017 foi o convidado especial do compositor Riachão em temporada na palco da Caixa Econômica Federal, no Rio de Janeiro. Também fez show no projeto "Samba das Estações", no Bar do Omar, no Espaço Solar Wilson Moreira, no bairro do santo Cristo, no centro do Rio de Janeiro. Tem mais de 250 composições gravadas por diversos artistas, entre eles, Luís Vieira, Baby do Brasil, Moraes Moreira, Leci Brandão, Trio Elétrico Armandinho, Dodô e Osmar, Virginia Rodrigues, Elza Soares, Gal Costa, Clara Nunes, Wilson Simonal, Gilberto Gil, Beth Carvalho, João Nogueira e Luiz Caldas na composição "Dengo". Entre seus parceiros destacam-se os poetas Paulo César Pinheiro, Cid Seixas, Luiz Galvão, Capinam e Ildásio Tavares, além de Béu Machado, Cardan Dantas e Jairo Simões, Moraes Moreira e João Nogueira, com quem compôs o sucesso "De amor é bom". 

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