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Ed Motta

Eduardo Motta
17/8/1971 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Quando garoto, participou da banda de hard rock Kabbalah. Por essa época, organizou no Museu da Imagem e do Som, do Rio de Janeiro, uma semana sobre soul e funk. Fundou com o guitarrista Luiz Fernando o grupo Expresso Realengo, que mais tarde (rebatizado pelo fotógrafo Henyo Barreto) passou a se chamar Conexão Japeri. Em 1988 o grupo lançou seu primeiro e único disco, do qual se destacaram os sucessos: "Lady" (Ed Motta, Fábio Fonseca, M. Kovac e E. Palpebras), "Vamos dançar" (Ed Motta e Rafael Cardoso), "Um love" (Ed Motta, Fábio Fonseca e Bombom) e "Manuel" (Fábio Fonseca e Márcia Serejo). Com o término da banda, seguiu carreira solo. No ano de 1990, lançou o primeiro disco solo "Um contrato com Deus", no qual interpretou de sua autoria "Do you have other lover?", "Solução", "Um jantar pra dois" e "Sombras do meu destino", todas em parceria com o baixista e guitarrista Bombom. Dois anos depois, em 1992, gravou o CD "Entre e ouça", cuja faixa-título, composta em parceria com Bombom, destacou-se nas emissoras de rádio de todo o país. Em 1993, gravou o disco "Ao vivo", no qual interpretou antigos sucessos e composições novas, além de músicas americanas. No ano posterior, em 1994, mudou-se para os Estados Unidos, morando em Nova York por um ano. De volta ao Brasil, em 1996, dividiu a trilha sonora do filme "Pequeno dicionário amoroso", de Sandra Werneck, com o violonista João Nabuco. Neste mesmo ano, participou do disco "50 anos", de Aldir Blanc, no qual interpretou "Crescente fértil", composição em parceria com Aldir Blanc. Ainda em 1996, participou dos songbooks de Tom Jobim, Edu Lobo e Djavan produzidos por Almir Chediak, gravou a versão para o português da canção-tema do desenho "O Corcunda de Notre Dame", fez a trilha sonora do curta de animação "Nino", de Flávia Alfinito, e do filme "Uma janela para o cinema", ambos com premiação pela trilha sonora. Compôs jingles para comerciais de TV. Nos palcos, apresentou-se com a Orquestra Jazz Sinfônica de Nélson Ayres. Apresentou-se, também, em vários shows no Brasil, Estados Unidos (Boston, Nova York, Miami), Buenos Aires, Roma, Londres e Paris, no tradicional clube de jazz Hot Brass, voltando quatro vezes para o bis do público. No ano seguinte, em 1997, pela Universal Music, lançou o CD "Manual prático para festas, bailes e afins". Considerado por alguns críticos como o seu melhor trabalho, o disco trouxe novos parceiros, como Zélia Duncan em "Mentiras fáceis" e "Quais serão os meus desejos?", Rita Lee na faixa "Fora da lei", o letrista Ronaldo Bastos, com quem já havia trabalhado na trilha sonora do Pequeno Dicionário Amoroso, nas composições  "Falso milagre do amor", "Vendaval", "Por você ser mais", "A flor do querer", "Como dois cristais" e "Dias de paz", Chico Amaral, saxofonista e letrista do grupo mineiro Skank nas faixas "Daqui pro Méier", "Lustres e pingentes" e "Lunba e sera" e, por fim, compôs com Marcelo Yuca, Pedro Luis e Kassim, a música "Birinaite". Em 2000, fez temporada no Teatro Rival com o show "Músicas de antigamente e algumas inéditas", acompanhado pelo trio jazzístico Glauton Campello (piano), Renato Massa (bateria), e Jorge Ocar (baixo). Compôs a trilha sonora do filme "A Partilha", de Daniel Filho. Ainda neste ano, lançou pela Universal Music o disco "As segundas intenções do manual prático", no qual constaram "Lindúria", feita para sua esposa; "Um Dom pra Salvador", em homenagem ao músico Dom Salvador, que passou vários anos radicado nos Estados Unidos; "Mágica de um charlatão" (c/ Chico Amaral), "Conversa mole" (c/ Nélson Motta), "Uma vida inteira por mim" (c/ Ronaldo Bastos), "Pisca-alerta" (c/ Lulu Santos) e "Assim assim" em parceria com Doc Comparato, entre outras. Em 2001, seguiu em turnê pelas principais capitais brasileiras divulgando o disco. Gravou, em 2002, o primeiro disco instrumental, "Dwitza", lançado pela gravadora Universal, em CD (e com uma pequena tiragem de 3.000 cópias em vinil, somente para brinde). Entre as faixas do disco estão "Malumbulo", "Amalgasamba" (dedicada ao maestro Moacir Santos), "Madame pelo umbigo (no seu teatro dos olhos)", "Dueto do mar salgado" (em dueto com Leila Maria), "Valse au beurre blanc", "Doce ilusão" (com letra de Nelson Motta), "Um Dom pra Salvador" (em homenagem ao pianista Dom Salvador) e "Instrumentida". Neste mesmo ano, participou como convidado do CD de Jair de Oliveira e do disco da cantora Luciana Mello. Ainda em 2002, apresentou-se em show com a Banda Black Rio no Ballroom, no Rio de Janeiro. Ao lado de Luciana Mello, Chico César, Biquini Cavadão, Paula Toller, Ivete Sangalo e Engenheiro do Hawaii, participou do disco "Um barzinho e um violão", da gravadora Universal Music, disco no qual interpretou "Azul da cor do mar" de autoria de Tim Maia. No ano seguinte, em 2003, lançou pela gravadora Trama o CD "Poptical". No disco incluiu várias composições inéditas, entre elas "Eu avisei" (c/ Adriana Calcanhoto), "Minha casa, minha cama, minha mesa" (c/ Nélson Motta), "Tem espaço na van" (c/ Seu Jorge), "Que bom voltar" (c/ Daniel Carlosmagno), "Pra se lembrar" (c/ Jair Oliveira), "Rainbw's end" (c/ Ronaldo Bastos), "Fox do detetive" (c/ Chico Amaral) e "Quem pode surpreender", em parceria com Zélia Duncan. No ano de 2004 lançou o primeiro DVD de carreira, no qual interpretou alguns sucessos, entre eles, "Fora da lei", "Manoel", "Tem espaço na van", "Colombina" e "Vamos dançar". O DVD ainda trouxe videoclipes, entrevistas e um making of das gravações do disco "Poptical". Posteiormente, em 2005, lançou o CD "Aystelum", pela gravadora Trama, no qual incluiu de sua autoria "Pharmacias" e "Samba azul", ambas em parceria com Nei Lopes; "A charada" (c/ Ronaldo Bastos) e "Baledoah", entre outras. Fez shows de lançamento no Mistura Fina, no Rio de Janeiro, acompanhado pelo Septeto Euphonico, integrado por Renato Massa (bateria), Rafael Vernet (teclados), Alberto Continentino (baixo), Paulinho Guitarra (guitarra), Jessé Sadoc (trompete) e Idriss Boudrioua (saxfone). Com o mesmo grupo apresentou-se também no "Festival de Jazz de Búzios" e ainda fez turnê pela Europa e América do Sul (Chile e Argentina). O disco foi negociado com o selo inglês Ether Music, para lançamento em CD, e com o selo Whatmusic, também da Inglaterra, para o lançamento em vinil, ambos no ano de 2006. Em 2007 compôs a trilha sonora do musical "7 - O Musical", com textos de Charles Möeller e letras de Cláudio Botelho. O espetáculo estreou, com grande sucesso de crítica e público, em setembro deste mesmo ano no teatro João Caetano, no Rio de Janeiro. No ano posterior, em 2008, lançou pela gravadora Trama o CD "Chapter 9", com letras em inglês de Cláudio Botelho e o DJ inglês Rob Gallagher, ex-integrante do grupo Galliano. No disco foram incluídas as faixas "Streaming"; "Twisted blue"; "Tommy boy's biggest mistake"; "The runawys"; "You're supposed to"; "Georgie and the dragons"; "The man from the oldest buiding"; "The sky is falling" e "The caretaker". Antes do lançamento em lojas, o CD foi disponibilizado em download no site da gravadora. Neste mesmo ano comemorou 20 anos de carreira em shows por Belo Horizonte, São Paulo e no Canecão, nos quais apresentou uma retrospectiva interpretando sucessos de várias fases, inclusive, composições de seu novo disco "Chapter 9", considerado por alguns críticos musicais como "inclassificável". No seguinte, em 2009, pela Gravadora Trama, lançou o CD "Piquenique". No ano de 2011 foi uma das atrações do "Rock In Rio IV", apresentando-se com grande sucesso de público e crítica no Palco Sunset, dividindo o show com o guitarrista Andreas Kisser e o cantor e compositor português Rui Veloso. Neste mesmo ano compôs o tema "Stress & Relax" para o filme de animação "Brasil Animado". Em 2012 compôs a trilha sonora da mini-série "Subúrbia", da Rede Globo. Neste mesmo ano, ao lado da cantora baiana Cláudia Leitte, atuou como jurado na segunda etapa do reality show "The Voice Brasil", da Rede Globo. Em dueto com a cantora Luíza Possi interpretou "Somewhere Over the Rainbow" e "Colombina" no "The Voice Brasil", como atrações especiais do programa. Neste mesmo ano a gravadora Warner Music lançou a coletânea "Sucessos em dose dupla: Ed Motta". No ano seguinte, em 2013, lançou o CD "AOR" por seu selo musical LAB 344. Em 2016, com produção alemã, lançou o CD "Perpetual Gateways", também lançado no Japão e no Brasil, além de vários países da Europa, onde fez turnê por três meses em divulgação do disco, todo autoral e cantado em inglês. Neste mesmo ano, a convite da cantora e pianista Maíra Freitas, participou do projeto "Sesc Nova Música Convida", no palco do Teatro Sesc Ginástico, no Rio de Janeiro. Em 2017, revelou publicamente ter tido problemas financeiros. O cantor ficou um ano sem conseguir pagar seu condomínio. Em 2018, saiu em turnê pelo Brasil com o espetáculo, “Baile do Flashback”, que foi lançado no Bourbon Street em São Paulo. Em entrevista ao jornal a Folha de São Paulo, revelou que teve dificuldades em lançar o disco AOR (2013) no Brasil. ''Nos últimos quatro anos sobrevivo praticamente do mercado europeu. Hoje o que paga as minhas contas é o meu trabalho nesse mercado''.

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