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Dora Lopes

Dora Freitas Lopes
6/11/1922 Rio de Janeiro, RJ
24/12/1983 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Em 1947, já se apresentava em casas noturnas. Nesse ano, consquistou o primeiro lugar no famoso e rigoroso programa de calouros apresentado pelo compositor Ary Barroso na Rádio Nacional interpretando o samba "Plac-plac", sucesso de Dircinha Batista alguns anos antes. No ano seguinte, gravou pelo selo Star o seu primeiro disco com os sambas "Volta pro teu barracão" e "Roubei o guarani". Em 1951, assinou um contrato com a gravadora Sinter e lançou o batuque "Cão cambieci", de Luiz Soberano e Anísio Bichara, e o samba-canção "Inclemência", de Armando Cavalcanti.

Em 1952, gravou duas composições da dupla Luiz Soberano e Anísio Bichara, a marcha "Moço direito" e o samba "Vou beber". No ano seguinte, gravou os sambas "Me abandona", de Sávio Barcelos, Ailce Chaves e Paulo Marques, e "Lei da razão", de Blecaute e Rubens Silva, além dos sambas-canção "Baralho da vida", de Ulisses de Oliveira e "Você morreu pra mim", de Fernando Lobo e Newton Mendonça. Ainda em 1953, apresentou-se no México e na Venezuela como integrante da orquestra-espetáculo de Ary Barroso, na qual, além de cantar em coro, interpreta sozinha a música "Chamego", e com Vieirinha a música "Macumba". Em 1954, lançou a batucada "Toma cachaça", de Índio do Brasil e Darci Viana, e a marcha "Pegando fogo", de J. Piedade, Humberto de Carvalho e Edu Rocha. Nesse ano, obeteve sucesso com o samba "Minha chave é você", parceria com Hamilton Costa e Waldemar Silveira gravado na RCA Victor por Dircinha Batista.

Em 1955, ingressou na Continental e no primeiro disco nessa gravadora lançou os sambas-canção "Toda só", de Hianto de Almeida e "Tenho pena da noite", de Catulo de Paula e Marino Pinto. Ainda nesse ano, gravou a marcha "Homem leão", de Haroldo Lobo e Brasinha, e o samba "Faca de ponta", de Peterpan, Ivan Campos e Celso Albuquerque. No ano seguinte, gravou o samba "Samba não é brinquedo", de Antônio Carlos Jobim e Luiz Bonfá, e o samba-canção "Tanto faz", de Luiz Antônio e Ari Monteiro. Também em 1956, teve o samba "Quatro histórias diferentes", com Bidu Reis, gravado pelo grupo vocal Quatro Estrelas.

Em 1957, transferiu-se para a gravadora pernambucana Mocambo e gravou o samba "Maria Navalha", de Manoel Casanova, Jorge de Castro e InácioHeleno e a batucada "Ina...Ina...", de sua parceria com Ari Monteiro. No mesmo ano, gravou a marcha "Fila de gargarejo", de sua autoria, José Batista e Nilo Viana, e o samba "Samba borocochô", de Inácio Heleno, Manoel Casanova e Jorge de Castro. Ainda em 1957, lançou pela Mocambo o LP "Enciclopédia da gíria", disco no qual interpretou as músicas "Dicionário da gíria", com César Cruz; "Banca de brabo"; "Falso cabrito" e " Galã continental", com Franco Ferreira; "Nega Odete", com Aldacyr Louro; "Baiuca do Leleco", com Zeca do Pandeiro; "Diploma de otário", com Ari Monteiro e "Tostão não tem troco", só de sua autoria, além de "Bom mulato" e " Ninando muriçoca", de Ari Monteiro e Zeca do Pandeiro; "Engolobada", de Zeca do Pandeiro e Geraldo Seraphim, e "Conversando na gíria", de Zeca do Pandeiro e Arthur Montenegro

Gravou em 1958, os sambas "Tuninho", de Antônio Bruno, e "O gingador", de Erasmo Silva e Geraldo Serafim; o bolero "Tu me acostumaste", de Frank Dominguez, e a "Marcha da pimenta", de sua autoria, Luiz Vanderley e Renato Araújo. Atou nas Rádios Nacional e Mayrink Veiga. Na década de 1950, fez um excursão pela Europa cantando na França, Itália, Suíça, divulgando ritmos brasileiros. Cantou também no México e nos Estados Unidos. Atuou com frequencia, nas boates do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Gravou em 1961, ainda na Mocambo os sambas "Tostão não tem troco", de sua autoria e "Falso cabrito", parceria com Franco Ferreira.

Em 1962, ingressou na gravadora Copacabana e lançou os sambas "Nós dois sabemos", de Mário Cavagnaro e Othon Russo, e "Samba da madrugada", de sua autoria, Carminha Mascarenhas e Herotides, música que passou a ser um dos hinos da boemia carioca, a partir de então. Nesse ano, recebeu o Prêmio Chico Viola por sua composição "Samba da madrugada", com Carminha Mascarenhas e Herotildes José Nascimento. Gravou no ano seguinte, a batucada "Mulher de bebo", de sua autoria, Renato Araújo e Arildo Souza, os sambas "Fica comigo", de Emilinha Borba e Rubem Gerardi, e "Tortura de amor", de Valdick Soriano, além da marcha-rancho "Estrela boêmia", de sua autoria e Jorge Lopes. Ainda em 1963, seu samba "Velório de Sambistas", com Jorge Lopes foi gravado por Edith Veiga na Chantecler. A mesma Edith Veiga gravaria o samba-canção "Canção de mulher sozinha", no LP "Noite sem ninguém" do mesmo ano. Em 1964, lançou o samba "Vou lhe matando devagar", com Renato Araújo e a marcha "Marrai, marrai", de Santos Garcia e M. Gomes. Em 1965, gravou o disco "Minhas músicas e eu", pela Copacabana. Neste LP, incluiu as músicas "Dona solidão", com José Di; "Ambiente diferente", com N. Ramos; "Recalque noturno [Eu sou a madrugada]"; "Dúvida"; "Pintura manchada"; "Meu alguém"; " Meu samba triste"; "Se arranca que vem chuva"; "Lavadeira tem filho Dr", e "Canção do que você é", com Zairo Marinoso; "Com Dolores no céu", com Jorge Lopes, e "Madrugada zero hora", com Genival Melo. Em 1972, teve as músicas 1972, "Briguei com você", com Edith Veiga, e "Ontem à noite", com D.Mendonça e Analigia gravadas em compacto duplo lançado pela cantora Edith Veiga pela Sinter. Em 1974, gravou um compacto pela RGE, no qual lançou duas composições: "Se eu morrer amanhã, está tudo certo" e "Tomando mais uma", ambas em parceria com Conde Fernete e Jony Santos. Neste mesmo ano, a gravadora lançou o LP "Testamento", no qual interpretou alguns sucessos de sua carreira, como "Samba da madrugada" , "Com Dolores no céu", "Tomando mais uma" e novas canções como "Ponto de encontro", com Clayton Werre; "Branco de paz", com Franco Xavier e Jean Pierre; "Oração à Dalva", com Norberto Pereira e José Costa; "Visita permanente", com Jean Pierre, e "Barraco diferente", com Jorge Rangel e Conde Fernete, além do samba "Homenagem", somente de sua autoria. Em 1980, teve os sambas "Amor de mentira", com Odete Guimarães, "Amiga íntima da tristeza", com Edith Veiga e José Hélio, e "Até os objetos", com Edith Veiga e Nilton Moreira gravadas por Edith Veiga. Ao longo de sua carreira, atuou na vida noturna de Copacabana, convivendo com toda a boêmia das décadas de 1950, 1960 e 1970. Gravou um total de 19 discos em 78 rpm pelas gravadoras Sinter, Continental e Mocambo, além de 3 LPs. Como compositora seu maior êxito foi o "Samba da Madrugada", que foi incluído em sua homenagem no show "Estão voltando as flores", escrito e dirigido por Ricardo Cravo Albin entre 2001 e 2003. A homenagem lhe foi prestada em cena pela co-autora do samba Carminha Mascarenhas.

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