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Dôdo Ferreira

José Otávio Ferreira da Costa
24/4/1959 Rio de Janeiro, RJ

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Dados Artísticos

Iniciou a carreira profissional no final dos anos 1970, acompanhando Terezinha de Jesus (de 1979 a 1982), Alceu Valença e Jackson do Pandeiro (Festival da Tupi, 1979) e Paulo Diniz (de 1982 a 1984), entre outros artistas.

De 1980 a 1984, integrou o grupo da compositora Jocy de Oliveira, com quem participou do espetáculo "Music in Space", realizado nos planetários de São Paulo, Rio de Janeiro e Nova York. Também ao lado da compositora, gravou dois discos e atuou em diversas apresentações em eventos de música contemporânea, incluindo a Bienal 1982. Nesse período, trabalhou como arte-educador com adolescentes do Morro Dona Marta, organizou colônias de férias da A.M.A. Gávea na PUC-Rio e foi professor de musicalização das escolas Jardim Miraflores e Samambaia, no Rio de Janeiro.

De 1984 a 1986, foi baixista e diretor musical do premiado grupo de músicas paras crianças O que é que tem dentro?, com o qual excursionou pelo Brasil. Esteve no México com a Caravana Voadora, em 1986, com o espetáculo de dança “Pisando na bola”, para o qual compôs a trilha sonora e assinou a direção musical.

De 1986 a 1992, assinou a direção musical do irreverente grupo de rock João Penca e seus Miquinhos Amestrados, com o qual realizou cerca de trezentos shows pelo Brasil. Com o conjunto, atuou, como compositor, contrabaixista e arranjador, na gravação de quatro discos.

Participou de turnês com Xicotinho e Salto Alto, Adriana Calcanhotto e também com Roberto Menescal, Miéle e Wanda Sá. Foi integrante da última formação do Bossa Três, trio liderado pelo pianista Luís Carlos Vinhas.

Em 1993, lançou o CD "Farofa blues", contendo suas composições "Domingos blues", "Débora blues", "Farola blues", "Jazz Jazz" (c/ Leandro Verdeal), "Pedrums" e "Nena's blues", além de "Better git t in your soul" (Charles Mingus). O disco recebeu indicação ao Prêmio Sharp de Música, na categoria Revelação Instrumental, no ano seguinte, e foi incluído no "Guia de Jazz em CD - uma discoteca básica" (Jorge Zahar Editora), de Luiz Orlando Carneiro e José Domingos Raffaelli. Ainda em 1993, apresentou-se com seu quarteto em vários espaços dedicados à música instrumental, como Mistura Fina, Jazzmania e Teatro do BNDES, no Rio de janeiro, e também no Festival de Jazz de Vitória, entre outros. Em dezembro desse mesmo ano, liderou um quinteto de música brasileira que cumpriu temporada de trinta apresentações no Grand Formosa Regent Hotel, em Taipei, capital de Taiwan.

Como compositor, assinou vários trabalhos para cinema, teatro e televisão. Participou da trilha sonora original do filme "Como ser solteiro", de Rosane Svartman. Compôs as canções originais do musical "Splish-Splash", de Flávio Marinho, a música de abertura da novela "Sexo dos anjos" (Rede Globo), os temas de abertura dos programas "Rolo Extra" (Canal Brasil), apresentado por Pedro Bial, e "Milk Shake" (Rede Manchete), apresentado por Angélica, e o tema do personagem vivido por Guilherme Karam na novela "Explode coração" (Rede Globo), além de trilhas para comerciais de Rádio e TV.

Em 1995, reuniu-se a companheiros do grupo Miquinhos Amestrados e formou a banda de rockabily Love and the Lovers, com a qual atuou na noite carioca.

Comemorando o centenário de nascimento de Duke Ellington, em 1999 montou, com a cantora Ana Zinger, o show "In The Ellingtone", com músicas do maestro americano e de seu principal arranjador, Billy Strayhorn.

Participou da montagem de diversos musicais com direção musical de Tim Rescala, entre os quais "Dolores", "É no Toco da Goiaba", "Ouro sobre azul" e "Theatro Musical Brasileiro II", além de "Somos irmãs" (contando a história de Linda e Dircinha Batista) e "Atlântida - O Reino da Chanchada". Participou como contrabaixista das seguintes produções do Centro Cultural Banco do Brasil: "Noel Rosa - 60 anos depois", com direção musical de Henrique Cazes; "Concertos de Natal 2000 - Calíope Canta Spirituals", com Coral dirigido por Júlio Moretzsohn; "Clara Nunes - Brasil Mestiço", com direção musical de Ricardo Rente; e "Carmen", uma versão de Augusto Boal e Marcos Leite para a ópera de Bizet, com a qual participou, em 2001, do "Paris Quartier D’ Été", na capital francesa. Atuou também com o grupo Os Cantores do Chuveiro, com o qual se apresentou nos espetáculos "Os Cantores do Chuveiro Cantam e Contam 100 Anos de MPB", de Ricardo Cravo Albin, com direção musical de Paulo Malaguti, e "Luz, Chuveiro... Ação!", com roteiro e direção geral de Eduardo Dussek e direção musical de Paulo Malaguti.

Em 2002, acompanhou o cantor norte-americano Steve Ross em temporada carioca. Nesse mesmo ano, voltou a se apresentar com seu quarteto, formado ao lado de Daniel Garcia (saxes e flauta), Marco Tommaso (piano) e Pedro Strasser (bateria).

Gravou, em 2003, seu segundo CD solo, "Dum Dum", contendo suas composições "Fazendo um balanço", "Um blues pro S. Izeu", dedicada ao pai do pianista e compositor Marcos Ariel, "Cradle song", "José no tempo lógico", "Jazz friends (Boppers no more)", "Mon rève", "O Berna e a Bela", dedicada a Berna Ceppas e Isabela Silveira, "O incrível Hulk", dedicada ao contrabaixista Maurício 'Hulk' Almeida, "Dinamite Blues", dedicada ao contrabaixista Ronaldo Diamante, e "The Little Sofia's song". O disco contou com a participação de Daniel Garcia (saxes e flauta), Marco Tommaso (piano) e Pedro Strasser (bateria). Nesse mesmo ano, atuou, com seu quarteto, na segunda edição do Chivas Jazz Lounge. Também em 2003, apresentou-se no show que comemorou a reabertura da Sala Baden-Powell (RJ), que contou com a participação de Bibi Ferreira, Ney Matogrosso, Marília Pêra, Miguel Falabella, Suely Franco e Cláudia Neto, entre outros. Ainda em 2003, esteve em cartaz na Sala Baden-Powell com o musical "Vamos brincar de amor em Cabo Frio", com direção geral de Stella Miranda e direção musical de Josimar Carneiro, e apresentou-se com Steve Ross no Teatro Café Pequeno (RJ). De setembro a dezembro desse mesmo ano, liderou o Rio Bossa Nova Quarteto, que animou o happy hour de bossa e jazz das segundas-feiras no Caroline Café (RJ). Também em 2003, assinou a direção musical do espetáculo "Subversões Social Clubber", de Luís Salém e Aloísio de Abreu, e apresentou-se ao lado de Wanda Sá, Célia Vaz e Georgiana de Moraes num espetáculo em tributo a Vinicius de Moraes.

Em 2004, realizou o show "O Contrabaixo no Jazz", dentro da série de tributos aos mestres e à história do gênero, promovida pelo Rio Design Center (RJ), e apresentou o workshop "Uma Introdução à Música de Jazz", no Sesc Tijuca (RJ). De abril a outubro desse mesmo ano, esteve em cartaz com o musical "Orlando Silva, o Cantor das Multidões". Voltou a apresentar-se em duo com pianista e cantor norte-americano Steve Ross, em temporada no Mistura Fina (RJ), e assinou os arranjos e a direção musical do show em que a cantora Wanda Sá apresentou, nessa mesma casa noturna, versões próprias para clássicos do jazz. Ao lado do pianista Adriano Souza, realizou, no Espaço Cultural Maurice Valansi, o espetáculo "Jazz & Brodway". Em novembro de 2004, voltou a se reunir com companheiros de João Penca e Seus Miquinhos Amestrados no grupo Pororocas, auto-intitulado "a única banda de surf music inteligente do universo". Ainda nesse ano, esteve em temporada no Centro Cultural Banco do Brasil (RJ), em novembro e dezembro, com o musical infantil "Caia na gandaia".

Desde 1982 trabalha com Tim Rescala em gravações, espetáculos teatrais e programas de TV.

Ao longo de sua carreira, gravou com vários artistas, como Paulo Moura & Martinho da Vila, Celso Blues Boy & B.B. King, Marcelo D2, Belô Velloso, Dora Vergueiro, Garganta Profunda, Telma Costa, Augusto Martins e Jackie Hecker, entre outros.

Em 2006, atuou ao lado de Alain Pierre (violão), Marcelo Caldi (acordeom) e Leo Pessanha (percussão), acompanhando a cantora Jackie Hecker nos shows de lançamento do CD "Isso e aquilo" realizados no Teatro do Planetário e no Espaço Bis, no Rio de Janeiro. Também nesse ano, participou do show da cantora Wanda Sá, no Bar do Tom (RJ), ao lado de Adriano Souza (piano) e João Cortez (bateria). Apresentou-se em duo com a pianista Amy Duncan no Espaço Bis (RJ). Atuando sob o nome de Dhevanyr, faz parte do irreverente e bem-humorado grupo musical Os Copacabanas, com o qual se apresentou, ainda em 2006, nos espaços Mistura Fina e New Books, no Rio de Janeiro, com o show "O Código da Silva".

Também com Os Copacabanas, voltou a apresentar o show "O Código da Silva", em 2007, na casa Estrela da Lapa (RJ). Nesse mesmo ano, lançou o CD "Dum Dum", contendo suas composições "Fazendo um balanço", "Um blues pro S. Izeu", "Cradle Song", "José no tempo lógico", "Jazz Friends (boppers no more)", "Mon Rève", "O Berna e a Bela", "O Incrível Hulk", "Dinamite Blues" e "The Little Sofia’s Song", tendo a seu lado Daniel Garcia (saxes e flauta), Marcos Tommaso (piano) e Pedro Strasser (bateria).

Como arte-educador e musicoterapeuta, desenvolveu sua oficina lúdica de composição "Inventando Música", dentro de projetos do Conservatório Brasileiro de Música voltados para a formação de professores, coordenados por Cecília Conde.

Lançou, em 2012, o CD “Olhar submarino”, contendo suas composições “Heloisa e Santo Antônio”, “Ligia, Lacan e o amor”, “Quando a Flávia está pensando”, “Mané no maxixe”, “Taipei, Taiwan”, “A menina de Estocolmo”, “Um frevinho pro Zeca Assumpção”, “Blue-Beta Blues”, “Japão/A pequena Letícia quebrou o rádio” e “Essa é pro Leporace”, além de “Danny Boy” (trad.). O disco contou com a participação de Gabriel Geszti (piano e acordeom), Adriano Souza (piano), Marco Tommaso (piano), Mario Sève (flauta em G e sax tenor), Didito (violão), Thiago Trajano (guitarra), Pedro Strasser (bateria), Paulinho Diniz (bateria) e João Cortez (bateria). Nesse mesmo ano, fez show de lançamento do CD no Espaço Cultural Finep (RJ).

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