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Djavan

Djavan Caetano Viana
27/1/1949 Maceió, AL

Dados Artísticos

Em 1973, mudou-se para o Rio de Janeiro, iniciando carreira profissional como crooner da casa noturna Number One. Nessa época, foi contratado pela Som Livre como intérprete de outros autores em trilhas de novelas da TV Globo. Durante três anos, gravou músicas para "Os ossos do barão", "Super Manoela", "Fogo sobre terra" e "Gabriela". Atuou também como crooner da boate 706 (RJ).

Em 1975, participou do "Festival Abertura" (TV Globo), classificando sua canção "Fato consumado" em 2º lugar. Gravou, em seguida, seu primeiro disco, um compacto duplo contendo as canções "E que Deus ajude", "Um dia", "Rei do mar" e "Fato consumado", todas de sua autoria.

No ano seguinte, gravou seu primeiro LP, "A voz, o violão e a arte de Djavan", com produção de Aloysio de Oliveira e arranjos de Edson Frederico. O disco incluiu suas canções "Pára-raio", "Maria das Mercedes" e "Flor de liz", grande sucesso até hoje em seus shows. Apresentou-se novamente no 706, dessa vez como atração, fazendo temporada de sucesso durante três meses.

Em 1977, gravou um compacto simples com suas canções "É hora" e "Romeiros", lançado pela Som Livre. Logo em seguida, assinou contrato com a EMI/Odeon e gravou seu primeiro LP nessa gravadora, com produção de Mariozinho Rocha e Eduardo Souto Neto. As faixas "Cara de índio" e "Serrado" tiveram grande execução. Nessa época, suas músicas começaram a ser gravadas por outros artistas, como Nana Caymmi ("Dupla traição") e Maria Bethânia ("Álibi").

Em 1980, lançou o LP "Alumbramento", que registrou o grande sucesso da faixa "Meu bem querer", além de "A rosa" (em duo com Chico Buarque) e o samba "Aquele um".

No ano seguinte, gravou "Seduzir", com destaque para as canções "Açaí" e "Faltando um pedaço", também gravadas com grande sucesso por Gal Costa.

O disco seguinte, "Luz", que marca sua estréia no mercado internacional, foi gravado no Yamaha Studios em Los Angeles (EUA) e lançado, em 1982, pela CBS/Sony Music, Esse disco incluiu a canção "Sina", na qual o compositor homenageia Caetano Veloso com o verso "Como querer caetanear o que há de bom". A homenagem foi retribuída por Caetano, que registrou a canção em seu LP "Cores e nomes", trocando o verbo da frase: "Como querer djavanear o que há de bom...". O disco foi produzido por Ronnie Foster e contou com a participação de Stevie Wonder na faixa "Samurai" e dos instrumentistas norte-americanos Robert Laws, Ernie Watis, Abe Laboriel e Harvey Mason, além de sua banda Sururu de Capote. Foi apontado pela Associação Paulista de Críticos de Arte como Melhor Compositor, em 1981e 1982. A partir desse momento, começou a apresentar seus espetáculos em ginásios e estádios. A vendagem de seus discos passou a atingir 350 mil cópias. Atuou no filme "Para viver um grande amor", de Miguel Faria Jr., participando, também, da trilha sonora do filme.

Em 1984, gravou o LP "Lilás", com destaque para a canção- título, além das canções "Lilás", "Esquinas" e "Infinito".

No ano seguinte, foi lançada nos Estados Unidos uma compilação de "Lilás" e "Luz".

Em 1986, gravou o LP "Meu lado", contendo as canções "Segredo", "Topázio" e "Quase de manhã", entre outras.

Lançou, no ano seguinte, o LP "Não é azul mas é mar", com destaque para as canções "Dou não dou", "Florir" e "Soweto". O disco foi produzido por Ronnie Foster e contou com a participação dos músicos Greg Phillinganes, Larry Williams, Nathan East, Harvey Mason, Carlos Rio, Cisão (baixo), Téo (bateria) e Paulinho da Costa (percussão), e foi lançado internacionalmente com o título "Bird of paradise", incuindo três faixas cantadas em inglês.

Em 1988, participou, com Ivan Lins e Patti Austin, do CD "Brazilian knights and a lady".

Lançou mais um disco, em 1989, com destaque para a faixa "Oceano", incluída na trilha sonora da novela "Top model" (TV Globo) e para "Curumim", que contou com a participação de Paco de Lucia. Nesse ano, foi apontado pela "Revista de Domingo" do "Jornal do Brasil" como Melhor Cantor do ano e "Oceano" foi considerada a Melhor Música do ano pela mesma publicação. Recebeu, ainda, o Troféu Rádio Globo, como destaque masculino. Partiu, em seguida, para uma bem sucedida turnê pela Europa.

Em 1992, lançou o CD "Coisa de acender", co-produzido com Ronnie Foster, que registra sua primeira parceria com Caetano Veloso, em "Linha do Equador".

Dois anos depois, gravou o CD "Novena", apresentando a canção "Avô", uma parceria com sua filha Flávia Regina.

Em 1996, lançou o CD "Malásia", destacando-se "Correnteza" (Tom Jobim e Luiz Bonfá) e "Sorri", versão de João de Barro para "Smile", clássico de Charlie Chaplin.

No ano seguinte, a Lumiar lançou o "Songbook Djavan".

Em 1998, gravou o CD "Bicho solto".

No ano seguinte, lançou "Djavan, ao vivo", álbum duplo gravado no Teatro João Caetano (RJ), com uma banda formada por Paulo Calasans (teclados), Carlos Bala (bateria), João Castilho (violão, guitarra e vocais), seu filho Max Viana (violão, guitarra e vocais) e André Vasconcellos (baixo e vocais). O disco atingiu a vendagem de mais de 700.000 cópias.

Em 2000, foi lançado o DVD "Djavan ao vivo".

No ano seguinte, lançou o CD "Milagreiro", contendo exclusivamente músicas inéditas de sua autoria: "Farinha", "Om", "Meu", "Ladeirinha", "Infinitude", parceria com sua filha Flávia Virgínia, "Brilho da noite", "Além de amar", "Lugar comum", "Sílaba" (c/ Lulu Santos), "Cair em si" e a faixa-título. O disco, gravado no Estúdio Em Casa, montado em sua residência, contou com a participação de seus filhos, os músicos Max e João Viana, na banda e com a participação especial da cantora Cássia Eller (em "Milagreiro") e do baixista Marcos Miller (em "Além de amar").

Em 2004, gravou o CD "Vaidade", primeiro disco lançado por sua própria gravadora, Luanda Records, registrando suas composições "Se acontecer", incluída na trilha sonora da novela "Senhora do destino" (Rede Globo), "Tainá-flor", composta para o filme "Tainá 2", "Bailarina","Estátua de sal", "Celeuma", "Mundo vasto", "Dorme Sofia", "Flor do medo" e a faixa-título, essa última com solo do bandolinista Hamilton de Holanda. Nesse mesmo ano, fez show na Fundição Progresso (RJ).

Em 2005, apresentou-se o espaço Oi Noites Cariocas, no Morro da Urca (RJ), interpretando canções do disco "Vaidade" e sucessos de sua carreira. Nesse mesmo ano, fez turnê de shows pela Europa e África. Também em 2005, recebeu indicação ao Grammy Latino, pelo CD "Vaidade". Ainda nesse ano, lançou o CD "Na pista, etc.".

Em 2007, lançou o CD “Matizes”, 18º disco de carreira, com 12 composições inéditas: “Joaninha”, “Azedo e amargo”, “Mea-culpa”, “Imposto”, “Delírio dos mortais”, “Louça fina”, “Por uma vida em paz”, “Desandou”, “Adorava me ver como seu”, “Pedra”, “Fera” e a faixa-título. A seu lado, os músicos que o acompanham há mais de 10 anos: seus filhos João Vianna (bateria) e Max Vianna (guitarra), e ainda Renato Fonseca (piano e teclados) e Sérgio Carvalho (baixo), além de um naipe de sopros formado por Marcelo Martins (sax tenor e flauta), Walmir Gil (trompete) e François Lima (trombone). O disco foi lançado por sua gravadora Luanda Records.

Após temporada paulistana, em 2008 apresentou o show “Matizes” no Citibank Hall (RJ), tendo a seu lado os filhos João Viana (bateria) e Max Viana (guitarra e voz), além de Sérgio Carvalho (baixo e voz), Renato Fonseca (teclados e voz) e um trio de metais formado por Marcelo Martins (saxofone), François Lima (trombone e voz) e Walmir Gil (trompete e voz), com cenário de Muti Randolph e iluminação de Maneco Quinderé. No repertório, canções do CD homônimo e também sucessos como “Flor de lis”, “Eu te devoro”, “Faltando um pedaço”, além de “Delírio dos mortais”, esta última incluída na trilha sonora da novela “Duas caras” (Rede Globo).

Exclusivamente como intérprete, lançou, em 2010, CD “Ária”, contendo as faixas “Disfarça e chora” (Cartola e Dalmo Castello), “Oração ao tempo” (Caetano Veloso), “Sabes mentir” (Othon Fortes Russo), “Apoteose ao samba” (Silas Oliveira), “Luz e mistério” (Beto Guedes e Caetano Veloso), “La Noche” (Enrique Heredia Carbonell e Juan Jose Suarez Escobar), “Treze de Dezembro” (Luiz Gonzaga e Zé Dantas), “Valsa brasileira” (Edu Lobo e Chico Buarque), “Brigas nunca mais” (Tom Jobim e Vinícius de Moraes), “Fly Me To The Moon” (Bart Howard), “Nada a nos separar” (West of the Wall) e “Palco” (Gilberto Gil). Participaram do disco os músicos André Vasconcellos (baixo acústico), Torcuato Mariano (guitarra) e os percussionistas Marcos Suzano, Leonardo Reis e Marco Lobo.

Constam da relação dos intérpretes de suas canções vários artistas brasileiros, como Leny Andrade, Rildo Hora, Roberto Carlos, Olívia Hime, Rosa Passos, Amaranto, Orlando Morais, Rosa Passos, Gal Costa, Augusto Martins, Fátima Guedes, Lica Cecato, Amelinha, Maria Bethânia, Trio Esperança, Zimbo Trio, Bena Lobo, Flora Purim, Zizi Possi, Pery Ribeiro, Jane Duboc, Os Cariocas, Mônica Salmaso, Olívia Byington, Emílio Santiago, Márcia Tauil, Tetê Espíndola, Paulinho Trompete, Leo Gandelman, Simone, Quarteto em Cy e MPB-4, Sergio Mendes, Milton Banana, Tim Maia, Danilo Caymmi, Cauby Peixoto, Raul de Souza, O Tao do Trio, Baby do Brasil, Verônica Sabino, Angela Maria, Nana Caymmi, Cássia Eller, Virgínia Rodrigues, Wanderléa, Jair Rodrigues, Elba Ramalho, Luciana Mello, Cristina Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso e Quinteto Violado, entre outros, além de Carly Simon, Al Jarreau, Carmen McRae e Manhattan Transfer, no exterior.

Em 2011, lançou o DVD “Ária”, gravado no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, ao lado de Torcuato Mariano (guitarra), André Vasconcellos (baixo acústico) e Marcos Suzano (percussão), também lançado em CD ao vivo. No repertório, canções incluídas no CD “Ária”, lançado em 2010, e ainda sucessos de carreira, como "Flor de lis", "Faltando um pedaço" e "Lambada de serpente".

Lançou, em 2012, o CD “Rua dos amores”, contendo suas canções “Já não somos dois”, “Anjo de vitrô”, “Triste é o cara”, “Acerto de contas”, “Bangalô”, “Pecado”, “Ares sutis”, “Quinze anos”, “Vive”, “Pode esquecer”, “Reverberou”, “Quase perdida” e a faixa-título.

Em 2013, foi indicado ao Prêmio da Música Brasileira, na categoria Melhor Cantor/MPB, pelo CD “Rua dos amores”, e na categoria Melhor Canção, por “Vive”, incluída em seu CD “Rua dos amores”. Nesse mesmo ano, apresentou-se no Vivo Rio (RJ), com o show “Rua dos Amores”. Ainda em 2013, recebeu indicação à 14ª edição do Grammy Latino, na categoria Melhor Canção Brasileira, pela música “Bangalô". Também em 2013, recebeu indicação à 14ª edição do Grammy Latino, na categoria Melhor Canção Brasileira, pela música “Bangalô".

Sobre sua obra, uma das mais privilegiadas do Brasil por cantores e músicos norte-americanos, o Maestro Quincy Jones se manifestou com uma única expressão: "Unbelievable!" ("Inacreditável!"). Em 2014, lançou o DVD “Rua dos Amores – ao vivo”, com inclusão do documentário “Um olhar íntimo”, com os bastidores do show. Ainda no mesmo ano, foi homenageado pela V Feira Literária de Marechal Deodoro, em Alagoas (AL). Ricardo Cravo Albin e Joaquim Ferreira dos Santos foram os convidados para falar sobre ele. Ao fim do evento, ele recebeu a Comenda FLIMAR da feira.  Em 2015, teve a sua gravação da música “Alegre menina”, de Dorival Caymmi e Jorge Amado, incluída na coletânea “Teletema”, disco dedicado à temas de novela e composto por 17 faixas. No fim do mesmo ano, lançou “Vidas pra contar”, um disco totalmente autoral, com as faixas “Vida nordestina”, “Só pra ser o sol”, “Encontrar-te”, “Primazia”, “Não é um bolero”, “O tal do amor”, “Aridez”, “Vidas pra contar”, “Enguiçado”, “Se não vira jazz”, “Dona do horizonte” e “Ânsia de viver”.   Em 2016, por conta desse trabalho,foi indicado para o 27º Prêmio da Música Brasileira, na categoria melhor cantor de MPB.   No fim de 2016, trouxe para o Rio a turnê do seu disco “Vidas pra Contar”. Apresentou-se dois dias seguidos no Metropolitan, na Barra, com ambas as apresentações com ingressos esgotados. No repertório de 24 músicas, clássicos da carreira e composições novas, além de “Oceano”, incluída por causa dos constantes pedidos do público.  

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