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Dircinha Batista

Dirce Grandino de Oliveira
7/4/1922 São Paulo, SP
18/6/1999 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Começou a se apresentar em público em 1928, com apenas seis anos de idade, em São Paulo, após ser ouvida por Jayme Redondo e Raul Roulien, que se encantaram com sua voz e a incluíram em número musical no Teatro Santana. No mesmo ano, participou de um festival no Cine Boulevar, em Vila Isabel, no Rio de Janeiro e de um show em homenagem a Iolanda Pereira, primeira brasileira escolhida como Miss Universo.  Dois anos depois, estreou na Rádio Educadora paulista,  e, em seguida, apresentou-se na Rádio Record. Em 1930, aos oito anos de idade, lançou pela Columbia seu primeiro disco, ainda usando o nome artístico de Dircinha de Oliveira. Sobre este lançamento, assim se referiu a revista Phono-Arte, segundo citação de Antônio Epaminondas: "Dircinha de Oliveira é uma criança que sabe cantar com desenvoltura, com sua "vozinha" de criança mesmo...Não precisamos apresentá-la, pois ela própria se apresenta em uma das faces do disco nº 5.247 (Columbia), antes de cantar uma canção de autoria de seu pai - "Borboleta azul", dizendo: "Alô, pessoal! Eu me chamo Dircinha de Oliveira. Sou filha de Baptista Júnior. Tenho apenas oito anos. Este é o meu primeiro disco e espero que todos gostem de mim". O outro lado do disco trazia a canção "Dircinha", também de Baptista Júnior e contou nos acompanmentos, com o maestro Gaó no piano, Jonas no clarinete e Zé Carioca no violino.  Em 1931, passou a atuar juntamente com o pai na Rádio Cajuti do Rio de Janeiro no programa dirigido pelo cantor Francisco Alves, recebendo cachê de 30 mil réis, equivalente aos dos grandes astros da época. Em 1933, gravou seu segundo disco, agora na Odeon, interpretando as canções "A orfã" e "Anjo enfermo", ambas de Cândido das Neves, que fez juntamento com Tute, os acompanhamentos de violão. No mesmo ano, transferiu-se para a Rádio Clube do Brasil, assinando contrato de 450 mil réis.  Em 1934, passou a atuar na Rádio Mayrink Veiga, onde foi apelidada pelo locutor César Ladeira de "Bombonzinho", que anos depois, viraria título de peça teatral e de filme. No mesmo ano, estreou no cinema no filme "Alô! Alô, Brasil!", de Wallace Downey no qual interpretou a marcha "Menina internacional", de João de Barro e Alberto Ribeiro, que se tornou um grande sucesso e lançou sua imagem para o grande público. A partir desse momento, adotou o nome artístico de Dircinha Batista, homenageando assim seu pai Baptista Júnior. Ainda no mesmo ano, assinou contrato com a Victor e lançou as marchas "O meu sonho foi balão", de Alberto Ribeiro e Hervê Cordovil e "Meu moreno", de Hervê Cordovil. Logo em seguida gravou o samba "Porque quebrei teu violão", de Hervê Cordovil e Valfrido Silva e a marcha "O teu sorriso me prendeu", de Bonfíglio de Oliveira e Valfrido Silva.  Em 1936 gravou seu terceiro disco para a Victor interpretando as marchas "Muito riso, pouco siso" e "Pirata", ambas da dupla João de Barro e Alberto Ribeiro. Em 1937, atuou nos filmes "Bombonzinho", de Wallace Downey e "O bobo do Rio" no qual interpretou "Primavera de amor", e em dueto com Augusto Henriques, "Fon Fon", as duas de João de Barro e Alberto Ribeiro. No mesmo ano, foi contratada pela recém inaugurada PRE-8 Sociedade Rádio Nacional do Rio de Janeiro e gravou novo disco pela Columbia com o samba "Mocidade brasileira", de Amaro Silva e a marcha "Carioquinha brejeira", de Ary Barroso.  Em 1938, retornou para a Odeon e lançou a marcha "Periquitinho verde", de Antônio Nássara e Sá Róris, que fez grande sucesso naquele carnaval sendo apresentado por ela no Cassino da Urca. No mesmo ano, gravou em dueto com Barbosa Júnior o choro "Ela não dorme sem apanhá", de Cícero Nunes. Fez apresentações no Teatro Municipal de Campinas, em São Paulo e, na cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais, recebeu do governador do Estado a faixa de melhor cantora. Ainda no mesmo ano, atuou no filme "Onde estás felicidade?", de Mesquitinha.  Em 1939, gravou, entre outras composições, o samba "Disse um poeta", de Nássara e J. Cascata, o samba canção "Em paga de tudo", de Valdemar Silva e Paulo Pinheiro; o samba choro "Conversa pra estrangeiro", de Ciro de Souza e, com Nuno Roland, o samba "Eu sou da Bahia", de Valdemar Silva e Paulo Pinheiro. Nessa época, era a estrela maior do Cassino Atlântico. Ainda no mesmo ano, atuou no filme "Banana da terra", no qual interpretou a marcha "Tirolesa", de Osvaldo Santiago e Paulo Barbosa, gravada no ano anterior e, foi escolhida em concurso do jornal O Globo como a cantora preferida da capital brasileira. Também no mesmo ano, foi a estrela do filme "Futebol em família", de Wallace Downey.  Em 1940, gravou duas composições de Ary Barroso, a marcha "Upa, upa! (Meu trolinho), com a qual fez grande sucesso e o samba "Nunca mais". No mesmo ano, gravou com Nuno Roland o batuque "Senhor do Bonfim te enganou", de Wilson Batista, Claudionor Cruz e Pedro Caetano. Participou também do filme "Laranja da China", de Wallace Downey no qual cantou com Arnaldo Amaral "Lua-de-mel", de Alberto Ribeiro e Alcyr Pires Vermelho e "Quando a Violeta se casou", de João de Barro, Alberto Ribeiro e Alcyr Pires Vermelho. Nessa mesma época, saiu da Rádio Clube e assinou um contrato milionário com a Rádio Ipanema. Em 1941, viajou para Belo Horizonte acompanhada do pai e se apresentou na Rádio Inconfidência e participou de um festival no Cine Paissandu sendo acompanhada em coro pela platéia em todas as músicas que cantou. No mesmo ano, deixou a Rádio Ipanema antes do fim de seu contrato e retornou para a Rádio Mayrinck Veiga. Suas gravações desse ano não fizeram muito sucesso, inclusive a marcha "Noite azul", gravada em conjunto com os Irmãos Tapajós. Atuou ainda no mesmo ano no filme "Entra na farra", de Luiz de Barros, no qual interpretou "Nosso juramento", de Newton Teixeira e Cristóvão de Alencar. Realizou excursão à Buenos Aires, na Argentina, com apresentações na Rádio Municipal e no Teatro Colon.   Em 1942, obteve sucesso no carnaval com a marcha "Dança do urso", de Arnaldo Paes e Max Bulhões, gravada em novembro do ano anterior. Também no mesmo ano, gravou o samba "Oi! Que saudade dele", de Murilo Caldas e o samba choro "Eu sou o samba", de Dias da Cruz e Garcez. Em 1943 gravou a marcha "Eta povo, pra brincar", de Roberto Roberti e Arlindo Marques Jr e a batucada "Por causa dela", de Osvaldo Santiago e Roberto Roberti. Neste ano, sua carreira sofreu um abalo com a morte do pai em maio, o que a fez se afastar da vida pública por algum tempo, ficando sem gravar até o ano seguinte. Em agosto, fez nova viagem à Belo Horizonte. Pouco depois, estreou no programa "Caleidoscópio", de Carlos Frias, na Rádio Tupi do Rio de Janeiro. Em dezembro do mesmo ano,  transferiu-se para a gravadora Continental, onde  permaneceu por quatro anos e estreou cantando em dueto com Deo a modinha "Luar de Paquetá", de Hermes Fontes e Freire Jr. e a marcha "Oh! Suzana", de S. Foster, com versão de João de Barro. Em 1944, gravou os sambas "Meu amor onde é que está?", de Vicente Paiva e Luiz Peixoto e "Convite da Bahia", de J. Portela e Moacir Bernardino. No mesmo ano, sobre ela escreveu na revista "O Cruzeiro", o jornalista Fernando Lobo: "O artista tem fase. Naquele tempo do "Periquitinho verde", todo mundo falava na classe de Dircinha. Agora, todo mundo continua dizendo a mesma coisa: Dircinha, sempre Dircinha, o maior cartaz do samba, no momento!". Ainda no mesmo ano, tomou parte no filme "Abacaxi azul", de Rui Costa, no qual interpretou, com acompanhamento da orquestra de Napoleão Tavares, a marcha "Voltemos à Viena", de Paulo Barbosa e Oswaldo Santiago. Gravou ainda, em dueto com Deo a valsa "Continuas em meu coração", de João de Barro e Alberto Ribeiro, com acompamento do conjunto Milionários do Ritmo, e, em dueto com Jorge Veiga, o maxixe "Baianinha", de Castro Barbosa. Também em 1944, estreou na Rádio Tupi, ao lado de Dorival Caymmi, o programa "Cancioneiro do Brasil". Como rádio-atriz, atuou na novela "Meu amor", de Hélio Soveral, apresentada na Rádio Tupi.  Em 1945, gravou com destaque para o carnaval, os sambas "Meus quinze anos", de Claudionor Cruz e Pedro Caetano e "Deixa pra segunda-feira", de Haroldo Lobo e Benedito Lacerda, e a marcha "China", de Arnaldo Passos e Ari Monteiro. No mesmo ano, participou do filme "Não adianta chorar", da Atlântida, no qual interpretou a marcha "Eles tem que respeitar", de Ciro de Souza e Cristóvão de Alencar. Em 1946, gravou da dupla Benedito Lacerda e Haroldo Lobo, o samba "O guarda é do peito" e a marcha "Barulho na tribo". No mesmo ano, gravou com Deo o samba "Bahia imortal", de Ary Barroso e com Manezinho Araújo, o choro "Gabriela e Benedito", do próprio Manezinho Araújo. Em 1947, voltou a gravar em dueto com Jorge Veiga, registrando a marcha "Samaritana", de Pedro Caetano e Claudionor Cruz e o samba "Chegou o carnaval", de Antônio Almeida. Participou também do filme "Fogo na cangica", da Cinédia.  Em 1948, foi escolhida em concurso da Associação Brasileira de Rádio, com o patrocínio do jornal A Noite, como a "Rainha do Rádio", substituindo assim, a irmã Linda Batista, eleita por dez anos seguidos. Participou também do filme da Cinédia "Esta é fina!", interpretando "Baiana escandalosa", de José e Marina Batista. Em setembro do mesmo ano, retornou para a Odeon e lançou de Ary Barroso a valsa "Pode vir meu amor", e o samba exaltação "Rio", uma homenagem à Cidade Maravilhosa. No ano seguinte, lançou entre outras, a marcha "A mulher e a galinha", de J. Batista e Nássara e o samba "Entrego a Deus", de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira. No mesmo ano, estreou no Teatro Glória na revista carnavalesca "Confete na boca", ao lado de Dercy Gonçalves, Zaira Cavalcanti e outros. Nesse período, fez sucesso com o samba "Quem já sofreu", de Luiz Soberano e Felisberto Martins, incluído no filme "Eu quero é movimento". Ainda em 1949, participou do filme "Melodias cariocas" cantando a marcha "Casinha branca", de Roberto Roberti e Arlindo Marques Júnior.  Em 1950, gravou com Carioca e Sua Orquestra, o samba "Na Baixa do Sapateiro", de Ary Barroso e o choro "Recordar é viver", de Freire Jr. Gravou também o samba "Chico Brito", de Wilson Batista e Afonso Teixeira. Em 1951, destacou-se com a marcha "Pindamonhangaba", de Pedro Caetano e Wilson Batista e o bolero "Jamais", de David Nasser e Armando Cavalcanti, com acompanhamento do conjunto As três Marias. No mesmo ano obteve um de seus maiores sucessos com o bolero "Quando o tempo passar", de David Nasser e Herivelto Martins. Em 1952, lançou com grande sucesso, o samba canção "Nunca...", de Lupicínio Rodrigues. No mesmo ano, foi escolhida para participar da inauguração da TV Tupi no Rio de Janeiro. Também em 1952, deixou a Rádio Tupi após oito anos e ingressou nas rádios Nacional, onde estreou no "Programa César de Alencar" e Rádio Clube do Brasil, onde tornou-se a estrela do programa "Recepção", produzido por Eugênio Lyra Filho, com direção do maestro Alceu Bochino, onde eram homenageados os grandes compositores brasileiros, com suas músicas interpretadas por ela, que tinha que aprender de oito a dez músicas por semana.  Ainda nesse ano, fez sucesso com o samba canção "Alguém como tu", de José Maria de Abreu e Jair Amorim e com o bolero "Senhora", de Orestes Santos, com versão de Lourival Faissal, cuja gravação lhe rendeu uma estátua de bronze oferecida de gravadora Odeon. Trabalhou no mesmo período em três filmes, "Tudo azul", de Moacir Fenelon; "Está com tudo", de Luís de Barros e "É fogo na roupa", de Watson Macedo.  Em 1953, foi homenageada pela SBACEM e pela UBC, com um troféu e uma placa de prata, em virtude do êxito do programa "Recepção", apresentado por ela na Rádio Clube e participou do filme "Carnaval em Caxias", da Atlântida, dirigido por Paulo Wanderley. No início do mesmo ano, gravou os dois últimos discos pela Odeon, cujo contrato rescindiu antes do carnaval, registrando o samba "Máscara da face" e a "Marcha da touca", de Klécius Caldas e Armando Cavalcânti; a marcha "Na casa de Adão", de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira e o samba "É melhor morrer", da mesma dupla e Badu. Ainda em abril de 1953, estreou na RCA Victor com o mambo "Las horas se pasan", dos irmãos Lourival e Roberto Faissal e o samba canção "Se eu morresse amanhã", de Antônio Maria. Gravou no mesmo ano, com sua irmã Linda Batista, os sambas "Nossa homenagem", parceria de Linda Batista e Henrique Beltrão e "Carro de boi", de Capiba e, trabalhou na companhia teatral Barreto Pinto, encenando outro espetáculo no Teatro Glória.  Em 1954, gravou mais duas composições da dupla Klécius Caldas e Armando Cavalcânti, os sambas "Rugas no meu rosto" e "A mulher que é mulher". Em 1955, passou a estrelar o programa "Galeria musical Sanbra", na Rádio Nacional e participou do filme "Guerra ao samba", dirigido por Carlos Manga. No mesmo ano, gravou o samba "Prossiga", de Ary Barroso e a "Canção pra broto se espreguiçar", de Mário Lago. Em 1956, estrelou os filmes "Tira a mão daí", de J. Rui e "Depois eu conto", de José Carlos Burle. No mesmo ano, gravou o baião "Zé Arigó", de Klécius Caldas e Armando Cavalcânti e o samba canção "Conceição", de Valdemar de Abreu e Jair Amorim. Também no mesmo ano retornou ao programa "Caleidoscópio", da Rário Tupi.  Em 1957, lançou seu primeiro LP, pela RCA Victor, "Música para o mundo", no qual interpretou, entre outras, a "Canção da volta", de Ismael Netto e Antônio Maria, "Inquietação", de Ary Barroso; "Algodão", de Custódio Mesquita e David Nasser e "Pecadora", de Agustin Lara. No mesmo ano, recebeu o prêmio máximo oferecido pela Câmara Brasileira de Discos, em São Paulo, no programa "Campeões do disco", apresentado na TV Tupi, sendo que a marcha "Ela foi fundada", de Otolindo Lopes, Arnô Provenzano e Oldemar Magalhães, foi a mais vendida entre os discos da RCA e incluída no filme "Metido a bacana", de J. B. Tanko.  Em 1958, gravou o "Baião do sapo" e o samba canção "Reunião", ambos da dupla Jota Júnior e Oldemar Magalhães e o samba canção "Cadê coragem?", de Hianto de Almeida e Francisco Anysio. Participou também, do filme "É de chuá", de Vitor Lima, interpretando o samba "Topada", de Jota Júnior e Oldemar Magalhães. No mesmo ano, lançou seu segundo LP, "Eu gosto de samba", interpretando, entre outras, "Prece à lua", "Andarilha" e "Quero saber", de Adelino Moreira; "Doida", de Jorge de Castro e Wilson Batista e "Sou toda tua", de Fernando César e Dolores Duran. Ainda no mesmo ano, a marcha "Mamãe eu levei bomba", de Otolindo Lopes, com uma letra de duplo sentido, foi uma das mais cantadas no carnaval. Em 1959, atuou no filme "Mulheres à vista", de J. B. Tanko. No mesmo ano, algumas músicas que fizeram parte do LP lançado no ano anterior, apareceram em discos de 78 rpm, como o samba canção "Prece à lua" e o choro canção "Quero saber", ambas de Adelino Moreira. Em 1960, gravou de Dora Lopes, J. Piedade e J. Mascarenhas, a marcha "Seu Miguelino" e o samba "Meio mundo". Em 1961, gravou na Copacabana os sambas "Quem faz uma...", de Geraldo Barbosa, Eli Lourenço e Zilá Sant'Ana e "Chegou carnaval", de Miguel Gustavo. No mesmo ano, gravou na Chantecler os sambas "Só mora comigo quem me quer", de João de Oliveira, Cirino e Oldemar Magalhães e "Vou lhe contar", de Carneiro Filho, Jota Santos e Cirino, e a marcha "Beijo na boca", de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira. Dois anos depois, lançou também na Copacabana, o samba "Não chora palhaço", de Elzo Augusto e E. Consoni e a marcha "Trovador de Toledo", de Gaúcho, J. Nunes e José Saccomani. No mesmo ano, gravou na Mocambo, da dupla Klécius Caldas e Brasinha a marcha "O último a saber" e o samba "Ponha a mão na consciência".  Em 1964, lançou o samba "Na hora que você precisou", de Carvalhinho, Zilda Gonçalves e Valtinho e a marcha "A índia vai ter neném", de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira, sucesso no carnaval daquele ano. No mesmo período, lançou ainda mais três discos sem muita repercussão, um pelo selo Belacap, com o samba "Saudade da saudade" e a marcha "O Rio será sempre o Rio", ambas de Silvino Neto, e os outros, pelo selo Carroussel, incluindo o samba "O que passou passou", de Jota Santos e Carneiro Filho. Durante a década de 1960, atuou na TV Tupi como repórter e animadora de programas. Em 1965, participou no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, juntamente com diversos outros artistas, de um show de despedida de Sílvio Caldas. No mesmo ano, fez sucesso com a marcha "Casinha de sapé", de Klécius Caldas e Brasinha.  Em 1968, lançou para o carnaval, as marchas "Ninguém chorou por mim", de Rutinaldo e Milton de Oliveira e "Carnaval pra valer", de Miguel Gustavo. Em 1969, gravou a marcha "Faz de conta", de Rutinaldo e Milton de Oliveira e o samba "Enxuga o pranto", de Jair Amorim, Evaldo Gouveia e Luiz de França. Em 1970, foi vencedora do III Concurso de Músicas de Carnaval, com a marcha "Primeiro clarim", de Klécius Caldas e Rutinaldo, com a qual foi ovacionada por 30 mil pessoas no Maracanãzinho. Em 1971, venceu um concurso de músicas carnavalescas em São Paulo, com a marcha rancho "Última orquestra", de Newton Teixeira e Brasinha. Gravou ainda no mesmo ano, com a irmã Linda, a música "Abra-alas", de Chiquinha Gonzaga para um fasciculo da "História da Música Popular Brasileira" da Abril Cultural. Em 1972, gravou a marcha "Carnaval da saudade", de Max Nunes e Laércio Alves.  Foi gradativamente se afastando da vida artística, ficando praticamente reclusa, junto com as irmãs, em um pequeno apartamento situado na Rua Barata Ribeiro, esquina com Miguel Lemos, no bairro carioca de Copacabana. Recusou inclusive propostas vultuosas para gravar especiais para a TV Globo. Em 1978, quando o Programa Banco de Memória (TV Globo) gravou em seu apartamento o depoimento da irmã Linda (entrevistada por Ricardo Cravo Albin), a equipe ficou esperando por ela mais de três horas, sem qualquer resultado, pois ela recusava-se a sair de seu quarto. A depressão psicológica que já a acometia, piorou a partir daí. Ela foi conduzida em estado deplorável, por José Ricardo, dois anos depois da morte de Linda, para viver no Hospital Dr. Eiras, onde faleceu em 1999. No mesmo ano, antes de seu falecimento, o espetáculo teatral "Somos Irmãs", escrito com talento e emoção por Sandra Werneck,  reviveu a  glória, o declínio e o dramático final de vida de Dircinha e sua irmã Linda Batista nos palcos das principais cidades do Brasil, com enorme sucesso de público.

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