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Dino Galvão Bueno


São Paulo, SP

Crítica

Penso nesse artista como um lírico-romântico, legítimo integrante da segunda geração paulista da bossa nova Na vida real, um profissional de psicologia que esquadrinha a cuca alheia mas, no mundo das artes e fantasia, um insuspeito compositor, letrista, intérprete, violonista e, pra não dizer mais, o criador melódico de “Monjolo”, já em si, um clássico. Aqui neste disco confirma-se aquilo que já se sabe: que nem só de samba vive a bossa nova. E então o mestre navega, além de sambas, por boleros, toadas, valsa e canção. Seus parceiros, arranjadores, cantoras e excelentes músicos se encaixam, confortavelmente, no clima que orienta esse gentil compositor. Costa Netto, Nepomuceno, Elton, Petrolino, Sérgio Augusto, Adylson, Théo, Sérgio Lima e Gudin (além do próprio Dino) são parceiros de alto nível. Os arranjos de Natan Marques, Théo de Barros e Adylson Godoy vestem elegantemente o repertório impecável e as cantoras Adriana Godoy (que dispensa elogios) e Anita/Ana Luiza (uma agradável surpresa para quem não conhecia) adicionam interpretações afinadíssimas a um disco mais que bem vindo, além de necessário, ao panorama de nossa MPB. “Mestre Navegador” pode, desde logo, ser também incluído na categoria de “clássico”. Carlos Lyra

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