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Dadinho

Oswaldo Pasquareli Bartholoto
13/10/1909 Santos, SP

Dados Artísticos

Apresentou-se em Rádio ainda criança na cidade de Santos levado por seu incentivador Amado Pinho. Na ocasião interpretou um chorinho. Em 1926 e 1927, participou da orquestra Santos Rádio Jazz tocando um banjo de quatro cordas chamado de banjolim. Um pouco depois integrou, também tocando banjo, a orquestra Hamleto e Seus Rapazes. No começo da década de 1930 integrou tocando banjo a orquestra Luizinho e seus Rapazes. Ainda nessa época, passou a dedicar-se ao violão-tenor. Em 1935, passou a integrar a orquestra Nardy e seus rapazes. Pouco depois passou a fazer parte da Claudio Passos e sua orquestra. Tomou parte ainda do Peruzzi e seu conjunto, e dos conjuntos de Ignácio, de Ary do trombone, de Galiléo do pistão, de Dante do sax, e de Flamarion do trombone. Chegou a formar quatro conjuntos diferentes de jazz. Um deles com o qual se apresentava na Boate Savoy, em Santos, era composta por ele ao violão-tenor, Ligeireza no acordeon, Paoletti no pistão, e Sabiá na bateria. Em 1939, por ocasião dos festejos do centenário da elevação de Santos à categoria de cidade foi premiado como o choro "Tudo Branco", executado por ele ao bandolim. Por volta de 1965, afastou-se da música profissionalmente, apresentando-se entretanto em pequenas festas e em serestas, assim permanecendo por dez anos. Em 1975, retomou as atividades musicais profissionais criando um regional do qual faziam parte Luizinho no violão de sete cordas, Zé de Barros no violão, Milton no cavaquinho, Teco no acordeon, e Carlinhos no pandeiro. Com este grupo, apresentou-se no Teatro Municipal de Santos, e em vários clubes da cidade. Apresentou-se também na inauguração de um teatro em Santa Rita do Sapucaí, além de realizar diversos shows em cidades do interior de São Paulo e Minas Gerais. Em 1979, participou do I Festival Nacional de Choro Brasileirinho, promovido pela TV Bandeirantes, conseguindo classificação entre as trinta e seis melhores músicas, após uma seleção entre três mil composições inscritas com o choro "Na casa do Teco", de sua autoria, Luizinho e Zé de Barros. Com o sucesso obtido no festival, foi convidado com seu regional a particpar ao lado do pianista Arthur Moreira Lima do projeto "Seis e Meia", no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro, com shows que transcorreram com sucesso por 18 dias. Essa foi a primeira vez que um grupo regional da cidade de Santos apresentou-se no Teatro João Caetano. Recebeu em seguida convite para se apresentar com seu regional na TV Educativa do Rio de Janeiro. Nessa época, firmou amizade com o pianista Arthur Moreira Lima, que era integrante do juri do Festival de Choro da Bandeirantes, e que encantado com a música do grupo foi pessoalmente a Santos para conhecê-lo. Ainda em 1979, foi convidado a integrar a Orquestra de Cordas que fez uma apresentação no Teatro Municipal de Santos. No mesmo local, fez parte da Orquestra Sinfônica de Santos. Com problemas de saúde, devido a uma paralisia, justamente quando seu regional se preparava para gravar um disco pelo selo Marcus Pereira, foi obrigado a dissolver o grupo, em 1980, afastando-se assim da carreira artística. Recuperando sua saúde, acabou voltando à atuar artísticamente criando o grupo "Dadinho do Bandolim e Cordas de Ouro", que entretanto atuou por pouco tempo. Chegou ainda a forma um outro conjunto regional, o "Flor Amorosa", com contou com as participações de Moacyr na flauta, Jorge Maciel no violão de 7 cordas, Carlinhos no pandeiro, Chico no cavaquinho, Lutero, como cantor, Guiomar, como cantora, e Plínio na timba. O grupo contou ainda com as participações de Jacarandá no cavaquinho, Abelar no violão, Salvador no violão, Miltinho no cavaquinho, Jorginho no cavaquinho, Toninho Guedes no cavaquinho, Mecha no surdo, Ildefonso no surdo, Braga no cavaquinho e Renato do violão. Como compositor, fez mais de 60 obras como choros, valsas, boleros e polcas. Uma de suas principais composições foi "Nosso romance", gravada por Leila Silva.

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