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Cristina Buarque

Maria Christina Buarque de Holanda
23/12/1950 São Paulo, SP

Dados Artísticos

No ano de 1967 participou do LP "Paulo Vanzolini - Onze sambas e uma capoeira", gravado pelo selo Marcus Pereira, no qual atuou na faixa "Chorava no meio da rua". O disco foi originalmente produzido pela agência do publicitário Marcus Pereira e distribuído como brinde e mais tarde lançado comercialmente.
Em 1968, o irmão, Chico Buarque, mais velho seis anos, levou-a para gravar em seu LP "Chico Buarque Volume 3", dividindo com ela a faixa "Sem fantasia", de autoria do próprio Chico Buarque.
Na década de 1970, junto com João do Vale e Miúcha, apresentou-se no Bar Violeiro, na barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
No ano de 1974, lançou o primeiro LP "Cristina", no qual interpretou um de seus maiores sucessos, a música que a tornou conhecida do grande público, "Quantas lágrimas", de Manacéia, compositor da Velha-Guarda da Portela. Neste mesmo disco, gravou composições de vários outros sambistas, como Dona Ivone Lara, do Império Serrano, Nelson Cavaquinho e Cartola, ambos da Mangueira. Já nesta época, ressaltava uma de suas características, a de resgatar sambas e sambistas das escolas de samba, em um trabalho de garimpagem de suas obras. Assim fez com Candeia, ainda na década de 1970, gravando em um cassete vários de seus sambas inéditos e melodias inacabadas.
No ano de 1976, lançou o segundo LP, "Prato e faca", no qual interpretou sambas de Bubu, Bide e Marçal, Mijinha, Alberto Lonato, Dona Ivone Lara, Geraldo Pereira, Heitor dos Prazeres e Manacéia. Deste último interpretou "Sempre teu amar" e "Carro de boi".
Em 1977, participou do disco "Tiro de misericórdia", de João Bosco, na faixa "Vaso ruim não quebra" (João Bosco e Aldir Blanc) e do LP "Pelas ruas", de Carlinhos Vergueiro, na faixa "Teimosia", de autoria de Carlinhos Vergueiro. No ano seguinte, gravou pela Continental Discos o LP "Arrebém", com participações das irmãs Miúcha e Piii na faixa "Você só... mente"  (Noel Rosa e Hélio Rosa), e da Velha-Guarda da Portela na música "Muito embora abandonado", de Mijinha e Francisco Santana.
Em 1979, foi convidada a participar do LP "Clementina e convidados", lançado pela EMI/Odeon, dividindo com Clementina a faixa "Tanto você fez", de autoria de Candeia. Neste mesmo ano, fez parte da Turma do Funil, grupo efêmero constituído somente para fazer coro no disco de Chico Buarque (reunindo vários artistas da MPB) com a qual  gravou a música "Se eu fosse teu patrão", do irmão Chico Buarque, para o disco "A ópera do malandro".
Em 1980, gravou pela Ariola o LP "Vejo amanhecer", que teve a participação do conjunto Época de Ouro na faixa "Cantar", de Godofredo Guedes, pai do cantor e compositor Beto Guedes, sendo o título do disco retirado da música "Vejo amanhecer", de Noel Rosa. No ano posterior, lançou o LP "Cristina", com a participação especial da Velha-Guarda da Portela na faixa "Vida de rainha" (Alvaiade e Monarco), e ainda de Clementina de Jesus em "Quando a polícia chegar", de João da Baiana. Ainda neste ano, foi convidada a participar do disco em homenagem a Geraldo Pereira, gravando a música "Pode ser?" (Geraldo Pereira e Marino Pinto) e participando do coro na faixa "Se você sair chorando" (Geraldo Pereira e Nélson Teixeira).
Em 1985, participou da gravação do disco "Nelson Cavaquinho - As flores em vida", pelo selo Estúdio Eldorado, atuando na faixa "Aquele bilhetinho" (Nelson Cavaquinho, Augusto Garcez e Wilson Canegal) e participando do coro na música "Quando eu me chamar saudade" (Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito). Do disco também participaram Chico Buarque, Carlinhos Vergueiro, Paulinho da Viola e Mauro Duarte e teve lançamento na Quadra da Mangueira. Neste mesmo ano lançou, em parceria com Mauro Duarte, o LP "Cristina e Mauro Duarte", pelo selo Coomusa (Cooperativa Mista dos Músicos Profissionais do Rio de Janeiro). O disco contou com a participação especial de Paulo César Pinheiro que, junto à dupla, cantou a música "Reserva de domínio", de Paulo César Pinheiro e Mauro Duarte, sendo esta a única composição de Paulo César Pinheiro em que a letra não é dele e sim de Mauro Duarte. Ainda neste disco, constou a regravação de  "Quantas lágrimas", de Manacéia.
No ano de 1987, gravou um compacto duplo, com produção independente, juntamente com Mauro Duarte, no qual ambos interpretaram as músicas "Resgate", de Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro, e "Deixa eu viver na orgia", parceria de Cristina e Mauro Duarte.
Em 1988, co-produziu e participou do LP "Candeia", lançado pela Funarte, interpretando a faixa "Morro do sossego", de Candeia e Artur Poerner. No ano seguinte, a gravadora Idéia Livre lançou o disco "Homenagem a Paulo da Portela" e outra vez, em dueto com Mauro Duarte participou interpretando a música "Quem espera sempre alcança". Neste mesmo ano, participou do coro em várias faixas do disco "Mangueira chegou", da Velha-Guarda da Mangueira. O CD foi produzido por Katsunori Tanaka e lançando Japão, posteiromente seria lançado no Brasil pela gravadora Nikita Music.
Em 1990, aparece mais uma vez como compositora na faixa "Marcha da saideira" (c/ Lefê e Mauro Duarte) do LP "Bloco Carnavalesco Simpatia é Quase Amor - 5 anos de samba em Ipanema".
Em novembro de 1994, lançou o CD "Resgate", originalmente gravado em 1990 para o mercado japonês, acrescido da faixa "Resgate", gravada em 1987. Ainda nesse disco, estão presentes várias participações especiais como: Manacéia, Monarco e Velha-Guarda da Portela no pot-pourri "Amor perdido" (Manacéia), "Eu perdi você", de Aniceto J. de Andrade (mais conhecido como Aniceto da Portela) e "Adeus, eu vou partir" (Mijinha e Francisco Santana); Orquestra de Cordas, na faixa "O mau lavrador" (Elton Medeiros e Délcio de Carvalho); Paulo César Pinheiro participou da faixa "Carioca da gema" (Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro); Velha-Guarda da Portela, na música "Não há mais amor" (Aniceto J. de Andrade); Walter Nunes (posteriormente adotaria o nome artístico de Walter Alfaiate) no pot-pourri "Violão amigo" (Mauro Duarte e Walter Nunes), "Volta para a minha companhia" (Mauro Duarte), "Eu pensei" (Mauro Duarte e Délcio de Carvalho) e "Eu vou embora" (Mauro Duarte).
Em 1995, participou de várias faixas do CD "Estácio & Flamengo - 100 anos de samba e amor", lançado pela Saci. No mesmo ano, juntamente com Henrique Cazes, lançou o CD "Sem tostão... A crise não é boato - canções de Noel Rosa".
Em 1998, o disco homenagem "Eterna chama/ Candeia" trouxe a parceria póstuma de Marquinhos de Oswaldo Cruz com Candeia na música "Luz de verão" e ainda interpretou "Vem pra Portela", ambas de Candeia. Estas composições foram resgatadas de uma fita cassete que Cristina gravou na casa de Candeia na década de 1970. Neste mesmo ano de 1998, participou do CD "Chico Buarque de Mangueira", no qual  interpretou várias faixas, como "Favela" (Padeirinho e Jorginho Pessanha), "Como será o ano 2000" (Padeirinho), em dueto com Carlinhos Vergueiro, "Polícia no morro" (Geraldo Pereira e Arnaldo Passos), "Agoniza mas não morre" (Nelson Sargento), também com Carlinhos Vergueiro e fazendo coro em quase todo o CD.
Em janeiro do ano 2000, participou ao lado de Monarco do show "O poeta da morte", que integrou o ciclo de quatro espetáculos dedicados aos 90 anos de Nelson Cavaquinho, escritos e dirigidos por Ricardo Cravo Albin para o Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro. Neste mesmo ano lançou o CD "Ganha-se pouco, mas é divertido". Neste disco, um tributo à obra de Wilson Batista, interpretou clássicos do compositor fluminense e ainda contou com as participações de Roberto Silva, Chico Buarque e Paulinho da Viola. Neste mesmo ano, com Monarco, Paulinho da Viola, João Nogueira, Eliane Faria, Simone Moreno, Wilson Moreira, Noca da Portela e Dorina, participou do disco "Ala dos Compositores da Portela", produzido por Franco Cava e no qual este grupo interpretou "Hino da Velha Guarda", de autoria de Chico Santana.
Em 2001, com Henrique Cazes gravou o CD "Sem tostão 2... A crise continua", editado pela gravadora Kuarup, que foi lançado em inúmeros shows. Um desses shows - homenageando Noel Rosa - seria patrocinado pelo Instituto Cravo Albin na inauguração da casa noturna Baixo Santa, no bairro de Santa Teresa, no centro do Rio de Janeiro.
Em 2002 foi lançado o livro "Velhas Histórias, memórias futuras" (Editora Uerj) de Eduardo Granja Coutinho, livro no qual o autor faz várias referências à cantora. Ainda em 2002, ao lado de Chico Buarque, Miúcha, Ana de Hollanda, Martinho da Vila, Paulinho da Viola, Márcia, Inezita Barroso e Carlinhos Vergueiros, entre outros, participou da caixa de quatro discos "Acerto de contas de Paulo Vanzolini", lançada pela gravadora Biscoito Fino, na qual Interpretou três composições de Vanzolini: "Falta de mim, noite longa" (Paulo Vanzolini e Toquinho), "Mente" e "Morte é paz".
No ano de 2003 ao lado de Dona Ivone Lara, Wilson Moreira, Elton Medeiros, Renato Braz, Monarco, Velha Guarda da Portela, Elza Soares, Teresa Cristina, Mart'nália, Cristina Buarque, Nilze Carvalho, Seu Jorge e Walter Alfaiate, entre outros, participou do CD "Um ser de luz - saudação à Clara Nunes", lançado pela gravadora Deckdisc, no qual interpretou "Derramando lágrimas", de autoria de Alvarenga.
Em 2007, com o grupo paulista Terreiro Grande, lançou o CD "Cristina Buarque e Terreiro Grande Ao Vivo", gravado em show no Espaço FECAP, em São Paulo. O disco-show foi divido em quatro put-purris, totalizando 37 músicas em quatro blocos, da seguinte forma: Bloco 1: "O meu nome já caiu no esquecimento" (Paulo da Portela), "Eu não sou do morro" (Francisco Santana), "Não deixo saudade" (Manoel Ferreira e Roberto Martins), "Você me abandonou" (Alberto Lonato), "Quantas lágrimas" (Manacéa) - Bloco 2: "Já chegou quem faltava" (Nilson Gonçalves), "O mundo é assim" (Alvaiade), "Jura" (Adolfo Macedo, Marcelino Ramos e Zé da Zilda), "Meu primeiro amor" (Bide e Marçal), "A lei do morro" (Antônio dos Santos e Silas de Oliveira), "Quem se muda pra Mangueira" (Zé da Zilda), "Assim não é legal" (Noel Rosa de Oliveira), "Na água do rio" (Manoel Ferreira e Silas de Oliveira), "Esta melodia" (Bubu da Portela e José Bispo), "Ando penando" (Alcides Dias Lopes), "Perdão, meu bem" (Cartola), "Desperta Dodô" (Heitor dos Prazeres e Herivelto Martins), "Água do Rio" (Anescarzinho do Salgueiro e Noel Rosa de Oliveira), "Vou navegar" (Ernâni Alvarenga); Bloco 3: "Inspiração" (Candeia), "Banco de réu" (Alvaiade e Djalma Mafra), "Você chorou" (Francisco Alves e Sylvio Fernandes), "Lenços brancos" (Picolino da Portela), "Sentimento" (Mijinha), "Conselho da mamãe" (Manacéa), "Brocoió" (Zé Cachacinha), "Quando a maré" (Antônio Caetano), "Confraternização 1" (Walter Rosa); Bloco 4: "Portela feliz" (Zé Ketti), "Desengano" (Aniceto da Portela),"A maldade não tem fim" (Armando Santos), "Embrulho que eu carrego" (Alvaiade e Djalma Mafra), "Vida de fidalga" (Alvaiade e Francisco Santana), "Fui condenado" (Mijinha e Monarco), "Teste ao samba" (Paulo da Portela), "Tu me desprezas" (Paulo da Portela) e "Cantar pra não chorar" (Heitor dos Prazeres e Paulo da Portela).
No ano de 2009, outra vez, em parceria com o grupo Terreiro Grande, apesentou-se em show no Espaço FECAP, em São Paulo, no qual fizeram homenagem ao compositor carioca Candeia. Na ocasião foi lançada a terceira edição do livro "Candeia, luz da inspiração" (Editora Almádena, aumentada e contendo um CD com mais de duas dezenas de músicas inéditas), de João Batista M. Vargens. O espetáculo foi gravado ao vivo e no ano seguinte, em 2010 foi lançado o CD "Terreiro Grande e Cristina Buarque cantam Candeia" em show no Bar do alemão, reduto do samba e choro da cidade de São Paulo. No CD foram incluídas várias composições inéditas, entregues pelo próprio Candeia à cantora anos antes, e algumas regravações, destacando-se as faixas "Canção da liberdade", "Falsa inspiração", "Os lírios", "Que me dão para beber", "Vida apertada" (c/ Casquinha), "Miragens do deserto", "Já sou feliz", "Não é bem assim" (c/ Waldir 59), "Magna beleza" (c/ Waldir 59), "Amor oculto" (c/ Picolino), "Não se vive só de orgia" e "Deixa de zanga". Do encarte do disco, escrito por João Batista M. Vargens, destacamos o seguinte trecho: "Entre os seletos compositores da Música Popular Brasileira, está, sem dúvida, Antônio Candeia Filho. Versátil, Candeia explora, com maestria, as três grandes vertentes da música das escolas de samba do Rio de Janeiro: o partido-alto, o samba de terreiro e o samba-enredo, além de enveredar, com reconhecida competência, por outras searas de matizes afro-brasileiros, como o jongo, o caxambu, o maculelê, o afoxé, o samba-de-roda e por aí afora".
Em 2011 participou da homenagem ao compositor Pedro Caetano no Instituto Cultural Cravo Albin, ao lado de Leandro Braga e Chico Adnet, com descerramento de placa comemorativa por Ricardo Cravo Albin. Nesse mesmo ano lançou, ao lado de Henrique Cazes, o disco duplo com canções de Noel Rosa, "Sem Tostão 2 ...A crise continua", gravado ao vivo no bar Bib-Bip, no Rio de Janeiro.nesse mesmoano fez uma participação especial no disco duplo ]"O samba carioca de Wilson Baptista", lançado pela Biscoito Fino, no qual interpretou as faixas "O teu riso tem" (Roberto Martins e Wilson Baptista), "Timidez" (Wilson Baptista e Marcleo) e "Vinte cinco anos" (Wilson Baptista e Cristóvão de Alencar). Apresentou-se ao lado de Marcos Sacramento e Mariana Baltar em show inédito realizado no Teatro Rival, no Rio de Janeiro, celebrado o centenário do compositor Pedro Caetano. Apresentou, ao lado de Henrique Cazes, o espetáculo “Sem Tostão” - homenagem a Noel Rosa, dentro da série “Som em 4 Tempos”, realizada às quintas e sextas-feiras dos meses de novembro de 2011 à fevereiro de 2012, na Sala Funarte Sidney Miller, no Rio de Janeiro.

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