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Coruja e seus Tangarás



Dados Artísticos

Grupo de Recife (PE), formado nos anos 1950 com o objetivo de divulgar ritmos nordestinos tradicionais, liderada por Arnaldo Francisco Das Neves, o Coruja, nascido em 27/10/1927, na Paraíba, e radicado em Recife desde os 12 anos de idade. Ele foi considerado um dos pioneiros do xaxado.  Seu nome artístico foi adquirido na época em que trabalhou como camelô, quando anunciava vendas com uma coruja para chamar a atenção dos clientes. Nos anos 1950, começou sua trajetória artística como pandeirista, tocando na Rádio Tamandaré, e então decidiu formar o grupo para fazer uma apresentação a Luiz Gonzaga, que havia conhecido pessoalmente em um grupo de cangaceiros em Exu (PE).
Coruja faleceu em 1991 e durante sua trajetória integrou equipe de músicos das Rádios Clube e Jornal Do Comércio, Orquestra Sinfônica do Recife, e da TV Jornal do Comércio, apresentando-se tocando instrumentos como pandeiro em programas de auditórios; além de ter participado de documentários exibidos na Argentina, Inglaterra, Portugal, França, Alemanha, Suíça e Estados Unidos, divulgando a cultura nordestina; e acompanhado no palco artistas como Luiz Gonzaga, Marinês, Gordurinha, Sivuca, Nelson Ferreira, Jacinto Silva e o cantor cubano Bienvenido Granda. 
Entre as décadas de 1960 e 1980, o grupo Coruja e seus Tangarás foi convidado a apresentar-se em eventos oficiais e privados em Recife (PE), em espetáculo especialmente formatado para a defesa dos valores da cultura local, como o xaxado, o cangaço, em palco com produção cenográfica.
Em 1982, Coruja e seus Tangarás lançaram o LP “Esquema”, com as faixas “O canto dos tangarás”, de Marcelino de Barros e Coruja, “Convite ao xaxado”, de Marcelino de Barros e Djalma da Hi-Fi, “Ciscadinho”, de Arlindo dos 8 Baixos e Zé Guima, “Os cangaceiros afamados”, de Coruja e Rosa Maria, “Futucando”, de Arlindo dos 8 Baixos e Jaime Sabino, “Baião do quero ver”, de Capiba, “O segredo ao xaxado”, de Antonio Clemente e Adolfo da Modinha, “O canto dos Pitiguaris”, de Coruja e Marcelino de Barros, “Oito baixos em Abreu Lima”, de Arlindo dos 8 Baixos e Daniel da Comdil, “Cantiga de cego”, de Rui de Moraes e Silva e Joaquim Lima, “Arrasta-pé do velho Jorge”, de Bode Preto e J. Austragesilo, e “Arrasta-pé no arraial”, de Juarez Santiago.

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