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Coral Ouro Preto



Dados Artísticos

Conjunto vocal organizado no final da década de 1950, pelo maestro e arranjador Ubirajara Cabral na cidade mineira de Ouro Preto com a participação de 10 rapazes e 9 moças. Segundo nota do crítico Sylvio Tullio Cardoso em sua coluna "Nos discos populares" do Jornal O Globo, o coral foi descoberto por Ismael Corrêa na histórica cidade de Ouro Preto. O coral foi considerado um marco e divisor de águas na passagem para a bossa nova. Em 1961, o coral lançou pela Polydor o LP "Coral de Ouro Preto" interpretando as músicas "Casa de caboclo", de Hekel Tavares e Luis Peixoto, "Oh Mary don't You weep", "Serenô" e "Deep River", "Swing low sweet chariot", "Prenda minha" e "Menina me dá teu remo", todas com adaptações do maestro Ubirajara Cabral, "Rosa amarela", "Estrela É Lua nova" e "Ave Maria", de Villa-Lobos, "Bonjour mon coeur", "Matona mia cara" e "Quand mon Mari", de Orlando di Lasso, e "Para ninar", de Paurillo Barroso. No ano seguinte, o coral assinou contrato com a gravadora Odeon e lançou seu segundo LP interpretando as composições "O vento não sabe", de Ubirajara Cabral e José Manso Cabral, "Zelão", de Sergio Ricardo, "Fim de noite", de Chico Feitosa e Ronaldo Bôscoli, "Lamento no morro", de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, "Amo-te muito", modinha de João Chaves, "Balada das ladeiras de Ouro Preto", do maestro Ubirajara Cabral e José Manso Cabral, "Feitio de oração", de Noel Rosa e Vadico, "Samba de uma nota só", de Tom Jobim e Newton Mendonça, "Olhos castanhos" e "Pouca duração", de Pacífico Mascarenhas, "Duas contas", de Garoto, e "Gina", de Luis Bonfá. No mesmo ano, também na Odeon, o coral participou do disco "Noel Rosa", homenagem ao "Poeta da Vila" por ocasião dos 25 anos de sua morte, e que contou com gravações de Mário Reis, Roberto Luna, Francisco Egydio, Trio Irakitan, Banda do Corpo de Bombeiros, Moreira da Silva, e outros, interpretando o samba "Feitio de oração". Em 1964, novamente pela Polydor, o coral lançou o LP "Coral de Ouro Preto Nº 2" interpretando "Casinha pequenina", modinha de motivo tradicional, "Pastorinhas", de Noel Rosa e João de Barro, "Sereno da madrugada", também melodia tradicional, "Por causa dessa cabôca", de Ary Barroso e Luis Peixoto, "É a ti flor do céu", com adaptação do maestro Ubirajara Cabral, "Rancho fundo", de Ary Barroso e Lamartine Babo, "O despertar da montanha", de Eduardo Souto e Francisco Pimentel, "Zíngara", de Joubert de Carvalho e Olegário Mariano, "Pois é", de Ataulfo Alves, "Praça Onze", de Herivelto Martins e Grande Otelo, "Chuá chuá", de Pedro de Sá Pereira e Ari Pavão, e "Linda flor (Ai Yoyô)", de Henrique Vogeler, Marques Porto e Luis Peixoto., todas clássicos da música popular brasileira. Ainda na década de 1960, o coral lançou pela Odeon o LP "Coral Ouro Preto - Com acompanhamento ritmico" e pela Polydor o LP "Coral Ouro Preto - à capela". Em 1972, participou do LP "Os papas da bossa nova", da Odeon, e que contou com as participações de João Gilberto, Silvinha Telles, Sergio Ricardo, Pery Ribeiro, Luis Bonfá, e Rosana Toledo, interpretando os sambas "Samba de uma nota só", de Tom Jobim e Newton Mendonça, e "Fim de noite", de Chico Feitosa e Ronaldo Bôscoli, disco que seria relançado dois anos depois, também pela Odeon com o título de "Bossa nova". Em 1982, no fascículo da coleção "História da Música Popular Brasileira - Série grandes compositores - Noel Rosa" lançado pela Abril Cultural, foi incluída a gravação do coral para o samba "Feitio de oração", de Noel Rosa e Vadico. Essa interpretação, uma das mais importantes gravações do coral, seria relançada em 1990 no LP "Feitiço da Vila" da EMI-Odeon. Em 2005, no CD duplo "Bis - Um barquinho e um violão" lançado pela EMI com gravações da bossa nova foi inclui´da a gravação do "Samba de uma nota só" na interpretação do coral.

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