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Copinha

Nicolino Copia
3/3/1910 São Paulo, SP
4/3/1984 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

  Em 1924, iniciou sua carreira profissional como flautista, acompanhando filmes mudos em cinemas de São Bernardo do Campo (Cine República) e de São Paulo (Cine Brás Politeama). Já dominava também o clarinete e o saxofone, que começou a estudar em 1928. Atuou no início dos anos 1930 em São Paulo, algumas vezes na Rádio Paulista, ao lado do violonista Garoto (Aníbal Augusto Sardinha). Junto com os violonistas Aimoré, Armandinho e o cantor Moreira da Silva, gravou seu primeiro disco em 78 rpm. Nessa época, organizou com seus irmãos uma orquestra (a "Orquestra Irmãos Cópia", cujo líder era Vicente, o irmão mais velho), com a qual atuou intensamente até 1934. Além dos músicos (quase todos da família), tiveram como "crooners" da orquestra os seguintes cantores: Nuno Roland, Grande Otelo e Ruy Rey.  Atuou, no início dos anos 1930, ainda em São Paulo, na orquestra "Juca e seus rapazes", na Rádio Record. Em 1931, fez uma viagem à Alemanha, acompanhando o "Quarteto de Spartaco Rossi". No ano seguinte, contratado pela Companhia de Revista Margarida Max, participou de espetáculos da dupla Mário Reis e Francisco Alves, nos Teatros Cassino Antártica e Santana. Em 1933, integrou a orquestra do maestro Gaó ("Orquestra Colúmbia"), em apresentações na Rádio Cruzeiro do Sul.  Em 1936, com Gaó, passou a atuar também na Rádio Ipanema do Rio de Janeiro. Na então capital do país, participou também de orquestras e tocou em teatros e cassinos, tendo se apresentado ao lado de Pixinguinha no "Dancing" Eldorado. Foi, nas décadas de 1930 e 1940, um dos instrumentistas mais requisitados para acompanhar os grandes nomes da era do rádio como Francisco Alves, Mário Reis, Sílvio Caldas, Carmen Miranda, Carlos Galhardo, Ciro Monteiro, Aracy de Almeida, Orlando Silva e outros. Em 1939, passou a integrar a orquestra de Simon Bountman na qual permaneceu por quatro anos, atuando no Cassino do Copacabana Palace. Em 1944, passou a atuar na orquestra de Carlos Machado no Cassino da Urca, na qual permaneceu por dois anos e na orquestra de Paul Morrys, no Quitandinha de Petrópolis, RJ. Em 1946, criou sua própria orquestra, Cópia e sua orquestra. Em 1949, ingressou na gravadora Continental onde acompanhou gravações de diferentes artistas entre os quais Lúcio Alves, Sílvio Caldas, Ivon Curi, Déo, Dick Farney e Jorge Goulart. Em 1951, acompanhou com sua orquestra na Todamérica a cantora Elizeth Cardoso na gravação dos sambas "Dá-me tuas mãos" e "O amor é uma canção".  Em 1952, gravou com sua orquestra na Continental o "Baião de Cabo Verde", de sua autoria e Edu e o "Choro perpétuo", de Paganini com arranjo de César Siqueira. No ano seguinte, com sua orquestra, gravou o beguine "Juras de amor", parceria com Edy e Gloz e o maxixe "Corruira saltitante", de Lina Pesce. No mesmo ano, gravou o samba canção "Deixa-me", de sua parceria com Júlio César, com Nora Ney e o samba "Paulista do centenário", de Bruno Gomes, José dias e Airton Amorim, com Jorge Goulart. Em 1954, gravou com sua orquestra o coco "Bam-bam-biá", de sua parceria com Ferreira Gomes. No lado A do disco, o cantor Carlos Augusto gravou o samba canção "Adeus mocidade", também de sua parceria com Ferreira Gomes. Em 1956, gravou com seu conjunto na Odeon o samba "Na Pavuna", de Almirante e Homero Dornelas e o "Mambo brasileiro", de sua autoria e Ferreira Gomes. Por essa época, dirigiu a Orquestra do Copacabana Palace com a qual gravou na Odeon o fox "C'est à Hamburg", de M. Monnot e o samba "Abre a janela", de Arlindo Marques Júnior e Roberto Roberti. Em 1957, lançou pela Odeon o LP "Dançando no Copacabana Palace". Quando a bossa nova surgiu, participou de suas primeiras gravações, com Tom Jobim e João Gilberto, tornando-se assíduo participante de discos dos artistas do novo gênero. No início dos anos 1960, trabalhou na Rádio Nacional carioca, na TV Rio e na TV Globo. Apresentou-se, em 1966, no Cassino Monte Carlo de Mônaco, com sua orquestra, a "Copinha do Rio". Em 1967, fez excursão aos EUA (Dallas, Miami, Minneapolis), ao lado de grandes músicos brasileiros (o pianista Dom Salvador, o contrabaixista Sérgio Barroso e o baterista Chico Batera). Em 1972, foi contratado pela TV Globo para atuar na orquestra da emissora. Com a revitalização do choro em meados dos anos 1970, voltou a ser muito requisitado. Acompanhou grandes ídolos da MPB, tais como Chico Buarque, Caetano Veloso, Roberto Carlos, Gilberto Gil, Paulinho da Viola e outros. Em 1975, gravou um LP comemorativo de seus 50 anos de carreira intitulado "Jubileu de ouro", pela Som Livre com destaque para "Primavera", de Carlos Lyra e Vinícius de Moraes, "Por um beijo", de Anacleto de Medeiros e Catulo da Paixão Cearense, "Kalu", de Humberto Teixeira e "Reconciliação" e "Lambada", de sua autoria.  Em 1976, participou do LP de Abel Ferreira "Brasil, sax e clarineta", pela Marcus Pereira Discos. Ainda naquele ano, participou do LP, brinde de natal, "Chorada, chorões, chorinhos", produzido por Reginaldo Bessa e organizado por Mozart de Araújo e Ricardo Cravo Albin. Em 1977, partcipou com Waldir Azevedo, Zé da Velha, Abel  Ferreira, Joel Nascimento e Paulo Moura do LP "Choro na praça" lançado pelo selo Elektra no qual interpretou O amolador", de sua autoria e "Acerta o passo", de Benedito Lacerda e Pixinguinha. Em 1979, participou o LP "Chorando baixinho - Um encontro histórico" lançado pelo selo Kuarup com a participação de Abel Ferreira, Arthur Moreira lima, Joel Nascimento e Época de Ouro. No mesmo ano, lançou pelo Museu da Imagem e do Som - FEMURJ o LP "Bonfiglio de Oliveira interpretado por Copinha e seu conjunto", doze obras do compositor paulista. Em 1980, tocou flauta nas músicas "Camisa amarela"; "Na baixa do sapateiro"; "No tabuleiro da baiana"; "Inquietação" e "Faceira", de Ary Barroso, todas para o LP "Aquarela do Brasil", lançado por Gal Costa, pela Philips. Em 1981, lançou pela CBS seu último disco, o LP "Amano sempre", no qual interpretou obras de sua autoria como "Saudade (De Carolina), "Reconciliação" e a faixa título além de "Flores da vida", de Patápio Silva, "Ele e eu", de Benedito Lacerda e Pixinguinha e "Remexendo", de Radamés Gnatalli. Em 2000, o selo do SESC - SP lançou denro da série "A música brasileira deste século por seus autores e intérpretes" um CD em sua homenagem com interpretações suas de obras como "Manhã de carnaval", de Antônio Maria e Luiz Bonfá, "Falsa baiana", de Geraldo Pereira, "Abismo de rosas", de Canhoto, "Naquele tempo", de Pixinguinha e Bendito Lacerda e "Numa seresta", de Luiz Americano. Em 2016, sua valsa instrumental "Messias", feita em parceria com Adoniran Barbosa, foi gravada pelo trio Lulinha Alencar, no acordeom, Nucolas Krassik, no violino e Gabriel Selvage, no violão, para o CD e DVD "Se assoprar, posso acender de novo", com 14 composições inéditas do compositor paulista.  

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