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Claudionor Germano

Claudionor Germano da Hora
10/8/1932 Recife, PE

Dados Artísticos

Em 1947 iniciou a carreira artística na Rádio Clube de Pernambuco como croner do grupo Ases do Ritmo. Em 1948 o grupo foi escolhido como o melhor grupo vocal do ano. A seguir decidiu segui carreira individual e logo depois foi contratado pela Rádio Tamandaré. Posteriormente atuou na Rádio Jornal do Comércio onde trabalhou com o maestro Guerra Peixe. Em 1951, ainda com os Ases do Ritmo gravou o samba "Eu não posso viver sem mulher", de Victor Simom e David Raw e a marcha "Vai ser pra mim", de José Roy, Vladimir de Melo e Orlando Monello. Em 1953 gravou seu primeiro disco na Copacabana interpretando o frevo canção "História de pierrô", de Genival Macedo e Hilário Marcelino. Com a inauguração da emissora de televisão da Rádio Jornal do Comércio no Recife, onde passou a atuar, conseguiu projeção nacional mesmo sem deixar o Recife. Em 1955 participou da primeira gravação da gravadora pernambucana Mocambo interpretando o frevo canção "Boneca", de Aldemar Paiva e José Meneses. Em 1957 lançou na mesma gravadora o "Frevo nº 3", de Antônio Maria. Logo em seguida gravou outro disco cantando pela primeira vez nos dois lados, pois até então dividira o disco com outros intérpretes. Cantou na ocasião o frevo canção "Super-campeão", de Nelson Ferreira e a marcha exaltação "O mais querido", de Capiba. Em 1959 lançou dois LPs, o primeiro foi "O que eu fiz...e você gostou - Carnaval cantado de Nelson Ferreira", com músicas do maestro Nelson Ferreira. O segundo foi "Capiba - 25 anos de frevo", com composições de Capiba e que bateu recordes de vendagem. Em 1961 gravou o LP "Canaval começa com "C" de Capiba, no qual interpretou diversas composições do compositor entre as quais "Vamos pro frevo", "Nem que chova canivete" e "Frevo dos namorados". No mesmo ano foi escolhido o melhor cantor do Rádio e da Televisão de Recife, fato que se pepetiria por quatro anos seguidos. Ainda naquele ano lançou o LP "Sambas de Capiba", onde se destacou "A mesma rosa amarela", parceria de Capiba e Carlos Pena Filho e que alcançou enorme sucesso. Em 1962 gravou na Mocambo o samba "Manhã da tecelã", de Capina e Carlos Pena Filho. No mesmo ano gravou a marcha hino "Brasil, campeão do mundo", de Nelson Ferreira e Aldemar Paiva e o cha cha cha "Garrincha cha", de Rutinaldo, em homenagem ao jogador Garrincha. As duas gravações eram alusivas ao bi campeonato mundial de futebol conquistado pelo Brasil na ocasião. Em 1966 tomou parte do I Festival Internacional da canção na TV Rio no Rio de Janeiro defendendo a "Canção do amor que não vem", de Capiba. Em 1967 obteve o quinto lugar na fase nacional do mesmo festival com a música "São os do Norte que vem", de Capiba e Assenso Ferreria. Em 1968 voltou a participar do FIC com o samba-afro "Por causa de um amor", de Capiba. Durante muitos anos cantou à frente da orquestra de Nelson Ferreira. Entre 1979 participou ativamente do Frevança, festival carnavalesco do Recife. Viajou aos Estados Unidos e ao Japão, apresentando-se nas cidades de Miami, Nova York e Tóquio como parte da excursão "Vôo do frevo", destinada a divulgar o gênero no exterior. Em 1980 lançou o LP "O bom do carnaval", pela RCA Camden, interpretando entre outras músicas, "Viva o Recife", de Sergio Andrade e Zezinho Franco, "Colombina", de Miguel Brito e Aramndo Sá e "Eu quero é ver", de Capiba. No mesmo ano lançou pela Rozenblint os LPs "Baile da saudade", volumes I e II, com a Orquestra de Frevos de Nelson Ferreira. Em 1984 participou do LP "Capiba - 80 anos", do qual fizeram parte também Expedito Baracho, a cantora Martha e a Orquestra de Cordas Dedilhadas de Pernambuco. Na ocasião interpretou entre outras músicas de Capiba, "É de amargar", "Maria Bethânia" e "Sem lei nem rei". Foi grande divulgador da obra de Capiba e de Nelson Ferreria. De Capiba, que o considerava seu intérprete favorito, gravou mais de 120 músicas. Destacou-se como um dos mais importantes intérpretes de frevo-canção e dos frevo-de-rua. Tomou parte entre 1990 e 1995 do Recifrevo, outro festival carnavalesco do Recife. Em 2000 produziu e lançou três CDs, com o título geral de Paranambuco, nome original do Estado de Pernambuco. Um dedicado ao frevo canção, outro ao frevo de bloco e o terceiro ao maracatu e caboclinho. Estão presentes, entre outras composições, "Pimenta no pé", de Fred Monteiro, "Saudades do Recife", de Arlete Santos e "A dor de uma saudade", de Edgar Ferreira, além de um pout-pourri de Capiba. O lançamento marcou uma reviravolta e uma renovação na carreira do artista. Em 2002, apareceu no CD "Mestre Capiba", homenagem ao compositor pernambucano coordenado por Raphael Rabello e finalizado por sua irmã Luciana Rabello no qual interpretou um pot pourri de frevos.

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