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Chitãozinho e Xororó



Crítica

Os Meninos do Brasil

Da vasta musicalidade do nosso país, ecoa o trinado desses dois irmãos que, alimentados, desde a mais tenra idade, pela forte raiz da cultura do interior paranaense, uniram suas vozes num duo em terça, levando à gente de nossa terra um canto de ressonâncias, imediatamente reconhecidas nas diversas veredas do interior do país, indo eclodir nas metrópoles, como brisa, amansando os dias das vastas legiões de operários, imigrantes, trabalhadores dos inúmeros postos que abastecem as fileiras do “front” necessário ao andamento da nação.

O canto de Chitãozinho e Xoxoró, tal como o dos singelos pássaros que lhes emprestam os nomes, mantém viva a tradição da cultura sertaneja em nosso país, que, desde Cornélio Pires, passou a merecer crescente projeção no universo do rádio.

Esse canto, inspirado na eloqüência cultivada em nossa tradição romântica, consagrou-se popularmente como representação genuína de nossa brasilidade, levando, pelas rádios de todo o Brasil aquela arrebatada emoção, tão comum na expressividade de nossa gente, herança de nossa híbrida formação.

Reconhecidos popularmente, logo que surgiram como “Os meninos do Brasil”, a dupla, veterana em prêmios de vendagem de discos em todo o território nacional, que demonstra, em sua trajetória, respeito profundo às suas raízes, sem perder de vista as marcas do tempo presente, e que chamou atenção de músicos do universo pop e country americano, merecendo participações, de astros de Nashiville, em seus discos, tornou-se um dos ícones da força cultural de nosso povo que, mesmo quando submetido aos domínios do mercado, mantém, sob a face modelada, o eco de nossa origem rural, guardado em seu “Coração sertanejo”.



Geralda Magela

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