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Chiquinha Gonzaga

Francisca Hedwiges de Lima Neves Gonzaga
17/10/1847 Rio de Janeiro, RJ
28/2/1935 Rio de Janeiro, RJ

Biografia

Compositora. Regente. Pianista.

Considerada por críticos como uma das fundadoras da MPB. Nasceu no dia 17 de outubro de 1847, possivelmente na Rua Nova do Príncipe, atual Senador Pompeu, freguesia de Santana no Rio de Janeiro, onde passou a infância. Filha da mulata e mãe solteira Rosa Maria de Lima com o futuro marechal-de-campo José Basileu Neves Gonzaga. O pai era parente do Duque de Caxias e sua família teve dificuldades para aceitar sua união com d. Rosa. Mesmo assim, José Basileu a reconheceu, como filha legítima, e ainda teve com d. Rosa mais três filhos: José Basileu Filho (que viria a tornar-se o conhecido médico e escritor Gonzaga Filho), José Carlos e Feliciano.

Começou no estudo de piano com o maestro Lobo, possivelmente Elias Álvares Lobo (1834-1901). Casou-se com apenas 16 anos, no dia 5 de novembro de 1863, por ordem de seu pai, com o oficial da marinha mercante Jacinto Ribeiro do Amaral, oito anos mais velho. Com este teve três filhos: João Gualberto, nascido a 12 de julho de 1864; Maria do Patrocínio, nascida a 12 de novembro de 1865, e Hilário, nascido provavelmente em 1868. Nessa época, decide romper seu casamento, depois de uma difícil viagem acompanhando o marido à região da Guerra do Paraguai. Sai de casa levando o filho João Gualberto. O pai deserda-a, considerando-a morta. O rigor de José Basileu obriga a compositora a abandonar a filha e o filho mais novo. Nunca mais pode visitar a mãe em sua casa. A filha Maria é criada por seus pais e Hilário por tios, sem saberem que são filhos dela. Resolveu viver com o engenheiro e apreciador de música João Batista de Carvalho Júnior, possivelmente uma antiga paixão. Com ele teve uma filha, Alice, que ficou com o pai quando ela resolveu romper também este relacionamento. Passa a viver modestamente, sem ajuda da família, no bairro de São Cristóvão, na Rua da Aurora, hoje General Bruce. Consegue sobreviver lecionando piano e tocando em bailes. Aos poucos, torna-se reconhecida como compositora, trabalhando ativamente para o teatro musical, no Rio de Janeiro. Era ferrenha abolicionista e republicana, tendo participado ativamente do movimento pela libertação dos escravos e depois pela Proclamação da República.

Viajou diversas vezes à Europa entre os anos de 1902 e 1910, passando temporadas principalmente em Portugal, onde obteve reconhecimento por suas operetas. Passou seus últimos anos de vida ao lado de Joãozinho Gonzaga, a quem adotou oficialmente como filho a fim de calar os maliciosos rumores sobre sua relação com o jovem companheiro português. Faleceu no Rio de Janeiro, no dia 28 de fevereiro de 1935, em seu apartamento no Edifício Segreto, na Praça Tiradentes. Eram 18 horas de uma quinta-feira, antevéspera de carnaval.

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