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Chico César

Francisco César Gonçalves
26/1/1964 Catolé do Rocha, PB

Dados Artísticos

No início dos anos de 1990 montou a banda Cuzcuz Clã, com a qual se apresentava em várias casas noturnas paulista, entre elas Blen Blen Club. Em 1991, com a composição "Béradêro", classificou-se em terceiro lugar no festival "IX FAMPOP", da cidade de Avaré, em São Paulo. Neste mesmo ano seguiu turnê pela Alemanha. No ano seguinte, em 1992, a composição "Dança" foi classificada em segundo lugar no "X FAMPOP", participando outra vez do disco homônimo do festival. No ano de  1995 gravou o primeiro disco, o CD "Aos vivos", produzido por ele e pelo engenheiro de som Egídio Conde e lançado pela gravadora Velas. O disco, gravado em um show em São Paulo, contou com as participações de Lenine e Lanny Gordin. Deste disco destacaram-se várias composições "Mama África", "À primeira vista", "Mulher eu sei" e "A prosa impúrpura do Caicó", todas de sua autoria. Por essa época, a rádio Musical FM destacou em sua programação duas composições de sua autoria: "Mama África" e "à primeira vista". No ano seguinte, em 1996, lançou o CD "Cuzcuz Clã", pelo selo MZA, da PolyGram, com o qual ganhou o "Prêmio Sharp" na categoria "Cantor Revelação", e da APCA, o prêmio "Melhor Compositor". O CD contou com a produção de Mazzola e participação do guitarrista Lanny e também o baixista africano Bakhiti Kumalo. Com os sucessos "Mama África" e "À primeira vista", saiu definitivamente do underground paulista para tornar-se conhecido nacionalmente. O clipe de "Mama África" recebeu o "Prêmio de Melhor Vídeo de MPB", pela MTV. Neste mesmo ano, de 1996, Maurício Tizumba no disco "África Gerais", interpretou de sua autoria "Mandela", parceria com Zeca Baleiro. No ano de 1997, lançou "Beleza mano", também produzido por Mazzola. O disco contou com várias participações de convidados como o grupo pernambucano Mestre Ambrósio, Dominguinhos, Arrigo Barnabé, Arnaldo Antunes, entre outros. Fez turnê pela Europa e Japão divulgando o CD. Neste mesmo ano, de 1997, Zeca Baleiro incluiu "Pedra de responsa", parceria de ambos, em seu primeiro disco, "Por onde andará Stephen Fry". No ano seguinte, em 1998, interpretou "Em nome de deus" (Sérgio Sampaio), faixa do disco "Balaio do Sampaio", CD em homenagem a Sérgio Sampaio produzido por Sergio Natureza, com participação de vários artistas, tais como João Nogueira, Lenine, Zeca Baleiro, Zizi Possi, Erasmo Carlos, Jards Macalé, Luiz Melodia, entre outros. No ano posterior, em 1999, participou do songbook de Chico Buarque  interpretando "Pedro Pedreiro". No ano seguinte, em 2000, lançou seu quarto CD, "Mama múndi", no qual participaram os percussionistas Marcos Suzano, em quase todas as faixas, e Naná Vasconcelos, apenas em "A força que nunca seca" (c/ Vanessa da Matta) , composição, inclusive, gravada por Maria Bethânia e que deu título ao disco da cantora. Um dos compositores mais requisitados da atualidade, foi gravado por cantoras do porte de Zizi Possi, Elba Ramalho, Rita Ribeiro ("Isso") e Daniela Mercury "À primeira vista", música incluída na trilha sonora da novela "O Rei do Gado", da Rede Globo. Em 2001 Suzana Salles interpretou "Xangô" (c/ Suzana Salles) no disco "As sílabas", e a cantora Míriam Maria gravou de sua autoria "As asas" e "Manacá", esta, em parceria com Tata Fernandes. No ano posterior, em 2002, lançou "Respeitem meus cabelos brancos", disco que contou com a participação especial de Chico Buarque na faixa "Antinome". O CD foi lançado no Canecão, no Rio de Janeiro. Neste mesmo ano, ao lado de Luciana Mello, Iverte Sangalo, Biquini Cavadão, Paula Toller, Ed Motta e Engenheiro do Hawaii, participou do disco "Um barzinho e um violão", da gravadora Universal Music. Neste mesmo ano Gal Costa no disco "Gal Bossa tropical" regravou de sua autoria "Quando eu fecho os olhos", parceria com Carlos Rennó. No ano de 2003 Ana Carolina gravou uma parceria de ambos "Mais que isso". Ainda em 2003, ao lado de MV Bill, Lenine, Tribo de Jah e Fernanda Abreu, participou do CD "Drop the debt" (Cancelem a dívida), organizado pela ONG Dette & Développement, disco para o qual compôs "Devo e não nego". No ano de 2005 lançou, pela Biscoito Fino, o CD "De uns tempos para cá". No disco, coproduzido por Lenine, incluiu composições suas como "Moer cana", "Alcaçus" e "De uns tempos para cá", além de interpretar "Outono aqui", versão do standard "Autumn Leaves"; "À nível de" (João Bosco e Aldir Blanc); e "Cálice", de Chico Buarque e Gilberto Gil. Fez show de lançamento no Bar do Tom, no qual foi  acompanhado pelo Quinteto da Paraíba. Neste mesmo ano, substituindo Lenine, participou da "Sinfonia de São Sebastião do Rio de Janeiro", de Francis Hime, Geraldo Carneiro e Paulo César Pinheiro, com libreto de Ricardo Cravo Albin, apresentada em Paris. No ano posterior, em 2006, lançou, pela Biscoito Fino, o DVD "Encontros e desencontros de uns tempos para cá", gravado ao vivo no auditório do Ibirapuera, em São Paulo, no qual interpretou diversas composições do novo disco e ainda sucessos de carrreira, entre as quais "Por que você não vem morar comigo?", "Utopia", "Outono aqui", todas com a participação especial do Quinteto da paraíba; "Por causa do ingresso do festival matou roqueira de 15 anos", com participação de Elba Ramalho. Ainda no DVD foram incluídas cenas extras nas quais o compositor recebeu Maria Bethania na faixa "A força que nunca seca" (c/ Vanessa da Mata); Ana Carolina em "Mulher eu sei", Chico Pinheiro na faixa "De passagem" e Vange Milliet na composição "Lanny qual". Em 2008 lançou, pela gravadora EMI, o CD "Francisco forró y frevo", no qual contou com as participações especiais de Dominguinhos na faixa "Deus me proteja"; Claudionor Germano nas faixas "Marcha da cueca" (Livardo Alves), "A marcha da calcinha " (c/ Pedro Osmar) e "Dentro" (Chico César), além do guitarrista Armandinho e do maestro Spock e sua orquestra. O disco foi lançado em show no Circo Voador, no Rio de Janeiro. Neste mesmo ano fez turnê por cidades colombianas e ainda na Europa (Alemanha, Suiça, Itália e França). No ano de 2012 lançou o CD "Aos vivos agora", no qual regravou com novos arranjos suas composições de seu primeiro disco "Aos Vivos", lançado em 1995. A cantora Lúcia Menezes gravou de sua autoria a composição "Moer cana" no CD "Lucinha". No ano seguinte, em 2013, Maria Bethânia interpretou "Estado de poesia" no CD "Carta de amor". Em 2015 lançou o CD "Estado de poesia", somente com composições inéditas, destacando-se as faixas "No Sumaré", "Caninana", "Quero viver" (parceria póstuma como poeta Torquato Neto), "Caracajus", "Da taça", "Museu", "Guru", "Miaêro", "A palavra mágica", "Atravessa-me", "Os reis do agronegócio" (c/ Carlos Rennó), "Alberto" e "Negão", esta última em parceria com o baiano Lazzo Matumbi, além da faixa-título "Estado de poesia". O disco foi produzido em parceria com o guitarrista austríaco Michi Ruzitschka e contou com os músicos Xisto Medeiros, Helinho Medeiros e Gledson Meira, além dos cantores Escurinho, Luizinho Calixto, Seu Pereira e Lazzo Matumbi nos vocais na faixa "Negão". A turnê de lançamento do disco começou por São Paulo e passou pela Paraíba, Salvador, João Pessoa, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Em 2016 desfilou pela primeira vez no carnaval carioca participando da homenagem à Maria Bethânia, feita pela Escola de Samba Mangueira, campeã neste mesmo ano. No ano seguinte, em 2017, dividindo o palco com outros artistas como Jards Macalé, Marcelo Jeneci e Xênia França, apresentou-se com a Orquestra Brasileira do Auditório (OBA), sob a regência de Nailor Proveta e Edson José Alves, em comemoração ao aniversário da cidade de São Paulo, em evento promovido pela Rádio CBN intitulado "São Paulo 463 Anos - A Cultura Compartilhada".

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