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Célia e Celma



Dados Artísticos

Cantoras, dupla sertaneja.

Célia Mazzei - Ubá, MG - 2/11/1952

Celma Mazzei - Ubá, MG - 2/11/1952

Irmãs gêmeas, começaram a cantar ainda crianças. O pai era fotógrafo profissional e nas horas vagas tocava bombardino numa banda da cidade de Ubá. Aos cinco anos de idade começaram a apresentar-se num circo interpretando músicas sertanejas e italianas. Grande parte da bagagem musical que adquiriram na infância, devem ao pai e à irmã mais velha, Adélia, locutora e radioatriz da Rádio Educadora de Ubá. No programa "A hora do guri" tornaram-se a atração cantando ao vivo os jingles do refrigerante local, o "Abacatinho". Cantaram também no coro da Igreja Nossa Senhora do Rosário. No curso ginasial criaram o grupo instrumental Conjunto Garotas, que fez sucesso na região de sua cidade natal. Celma tocava baixo acústico e percussão e Célia, bateria. Com 17anos, formaram-se em professoras primárias, mas trocaram a carreira do magistério pela carreira artística. No final da década de 1960, quando se apresentavam em um programa na TV Tupi, o pianista Luiz Carlos Vinhas as convidou para integrarem seu conjunto O Som Psicodélico de Luiz Carlos Vinhas como vocalistas. Foram para São Paulo com o grupo e sob a direção de Miéle e Bôscoli estrearam na boate Blow Up. No início dos anos de 1970, de volta ao Rio de Janeiro,

conheceram Carlos Imperial, com quem formaram o grupo vocal "A Turma da Pesada", do qual faziam parte ainda Ângelo Antônio e Gastão Lamounier. Paralelamente, cantaram em bailes com a orquestra do trombonista Ed Maciel.

Em 1975 apresentaram-se na casa de shows "Sambão e Sinhá". Nessa ocasião foram convidadas para se

apresentarem no Japão, onde permaneceram seis meses. Em 1983 e 1984 dividiram o palco com o cantor Cauby Peixoto no espetáculo "Dance com Cauby", show premiado pela crítica e que por três anos excursionou pelo país. Em 1986 apresentaram-se com Emílio Santiago dentro do Projeto Pixinguinha.

Em 1987 gravaram o primeiro disco pela gravadora 3M. O segundo disco saiu de maneira independente. Atuaram em alguns quadros do programa "Os Trapalhões" na TV Globo. Em 1990 participaram da novela "Ana Raio e Zé Trovão", na Rede Manchete onde interpretaram a dupla "Luminosa e Luminada". Em 1994, lançaram o livro "A cozinha caipira de Célia e Celma" pela editora Nova Fronteira com 160 receitas recolhidas na Zona da Mata mineira. Em 1995, receberam em Belo Horizonte, o título "Embaixador do Centenário", pelo trabalho de resgate da cultura popular de Minas Gerais. Em 1996, lançaram o CD "Na cozinha caipira de Célia e Celma", com a regração de diversos clássicos da música sertaneja de compositores como Lourival dos Santos, Moacyr dos Santos, Carreirinho, Nonô Basílio e José Fortuna entre outros. Em 1997, gravaram o CD "Ary Mineiro" a partir de uma pesquisa que realizaram sobre a música do compositor Ary Barroso. São músicas de cunho interiorano como o cateretê "Laço branco", a valsa inédita "A tristeza dos sinos" e "Teus óio", com um linguajar caipira. O CD foi lançado com uma turnê e a partir de 1998 foi comercializado pela série Revivendo. Ainda em 1998 passaram a apresentar o programa de TV "Encontro com Célia e Celma" no Canal Rural, onde apresentam artistas que fazem a cultura popular do interior. O programa que, com o tempo, ficou conhecido apenas como "Programa Célia e Celma, completa 7 anos no ar em

março de 2005, mantendo o compromisso de mostrar a música brasileira de raiz e o nosso folclore, tendo se consolidado como um dos mais expressivos

e respeitados dentro desse segmento. Nele apresentaram-se artistas como João Pacífico, Adauto Santos, Quinteto Violado, Tetê Espíndola, Sérgio

Reis, Renato Teixeira, Jair Rodrigues, Orquestra Filarmônica de Viola Caipira, além de violeiros violeiros como: Ivan Vilela, Paulo Freire, Roberto Corrêa, e duplas

como Zé Mulato e Cassiano, Irmãs Galvão, Cacique e Pajé, Carreiro e Carreirinho. .

Em 2000, participaram das gravações do documentário "Carrego comigo", sobre gêmeos, do cineasta Chico Teixeira. No mesmo ano, gravaram pela CPC-Umes novo CD, com repertório composto a partir de pesquisa realizada pelas irmãs no cancioneiro popular. Entre outros locais, seu histórico de shows passa por casa como Hotel Sheraton, no bar Carinhoso, no Sambão e Sinhá, no Asa Branca, todos no Rio de Janeiro, Maksould Plaza, Boate Viva Maria e Teatro Lira Paulistana em São Paulo e Canecão do Sul em Porto Alegre, além de apresentações em diferentes festas e eventos em diversas cidades brasileiras como Patos de Minas, Barretos, Goiânia, Ubá e Videira. Na televisão, apresentaram-se entre outros, nos programas Moacir Franco, Sílvio Santos, Discoteca do Chacrinha, Programa do Bolinha, Manchete Rural, Especial Sertanejo, Programa de Domingo e Jô Soares Onze e Meia.

Em 2003, apresentaram-se no Palácio do Planalto, na cerimônia que instituiu aquele ano como o ano do compositor Ary Barroso. Na ocasião, interpretaram

"Aquarela Mineira", do famoso compositor e cantaram sua música mais famosa "Aquarela do Brasil" com o Ministro da Cultura Gilberto Gil.

No dia 8 de dezembro,dia do centenário de Ary Barroso, cantaram com a Orquestra Sinfônica Nacional em Ubá, MG. Ainda no final do mesmo ano, lançaram o livro de crônicas "Por todos os Cantos", pela Editora Ibrasa. O livro é ilustrado com fotos do pai delas, o fotógrafo

Celidonio Mazzei e tem prefácio do jornalista Sergio Cabral e apresentação do Vice-Presidente da República, José Alencar Gomes da Silva.

Em setembro de 2004 participam como atrizes do programa humorístico "Meu Cunhado", no SBT,

contracenando com Ronald Golias.

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