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Celeste

Celeste Vanuchi
19/4/1942 Bariri, SP

Dados Artísticos

Começou sua carreira nos anos de 1960, em Salvador, cantando em bares e boates, quase sempre acompanhada pelo violonista Alcyvando Luz, com que então vivia. Apareceu para o grande público em 1978, quando gravou o LP "Cinco e triste da manhã", lançado pela gravadora Tapecar. Neste disco, interpretou "Serrado" e "Dupla traição" (ambas de Djavan), a inédita "Como posso saber" (Djavan), "Sonhos" (Peninha) e "Foi assim" (Paulo André e Ruy Barata), além da faixa-título "Cinco e triste da manhã", de Sílvio Silva e Fernando César, este último assinante da apresentação do disco. No ano seguinte, pela gravadora Emi/Odeon, lançou o disco "Laço de Cobra". Logo na apresentação do LP, Sérgio Cabral definiu: "... Com o vigor e o talento de Celeste, que já entra para o primeiro time dos nossos intérpretes...". Neste disco, apoiada por músicos renomados como Geraldo Vespar e Hélio Delmiro, interpretou "Nanã" (Moacir Santos e Mário Telles), "Recado" (Gonzaguinha), "Velho arvoredo" (Hélio Delmiro e Paulo César Pinheiro), "Mandamento" (Gisa Nogueira), "Samba dobrado" (Djavan), "Saudade da Bahia" e "Procura-se um samba", da dupla de novos compositores baianos Rosa Passos e Fernando de Oliveira, até então desconhecidos, além da faixa-título "Laço de cobra", de autoria de Nilton Barrros Júnior - na época, coronel do Corpo de Bombeiros. Alguns anos depois, no início da década de 1980, por volta de 1983, o compositor e músico da noite Roberto Mário, após ouvi-la cantar na boate carioca Chico's Bar, convidou-a a gravar um disco só com composições de sua autoria. O disco foi lançado pelo selo Pentagrama e apresentado por Ricardo Cravo Albin, Beth Carvalho e João Roberto Kelly. O disco contou com arranjos de Célia Vaz, Maestro Nelsinho e músicos renomados: Téo Lima, Luizão Maia, Luiz Avelar, Hélio Delmiro. No repertório, as músicas "Sonho de amor", "Um pouquinho de compreensão" e "Sou tão feliz", parcerias de Roberto Mário com Maurício de Lima. Ainda desse disco, outras parcerias de Roberto Mário com Hélder Câmara: "No azul da manhã", "Anjo lindo" e "Desencanto a mais". O crítico musical Ricardo Cravo Albin assim a defeniu: "Voz cálida e límpida, redonda e cheia de invenções e originalidades, infiltrada de emoções mas emoldurada por sólida técnica (adquirida por certo na inestimável escola do canto noturno das boates), Celeste chega de novo. Ela é, de novo, uma das vozes mais lindas que este país já ouviu. Ou melhor, que precisa ouvir com mais atenção". Apresentou-se em convenções, bailes, e ainda em shows e espetáculos em tributos à Billie Holiday e a Coler Porter. Lançou três discos. Gravou alguns especiais para a TVE. Sobre seu trabalho declarou João Gilberto: "É uma das mais belas vozes que já escutei". Outro admirador de seu trabalho é João Roberto Kelly: "Temos que ouvir Cehleste com o coração e com a cabeça". Fez inúmeros shows no circuito das principais casas noturnas do Rio de Janeiro.

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