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Carlos Augusto

Antônio de Souza Moura
10/7/1931 Fortaleza, CE
26/10/1968

Dados Artísticos

  Começou a se apresentar como cantor na Rádio Iracema, de Fortaleza. Em 1950, quando mudou para o Rio de Janeiro a fim de estudar, foi convidado a cantar como crooner da orquestra da boate Night and Day. Pouco depois, fez excursão ao nordeste, como parte de uma caravana de artistas que incluía, entre outros, a cantora Emilinha Borba. Em seguida, foi contratado pela Rádio Nacional. Estreou em discos em 1952, quando foi contratado pela Sinter, e lançou, acompanhado de conjunto de boite, conforme o selo do disco, o fox "Meu sonho de amor", de Paulo César, e o samba-canção "Briguei com você", de Hianto de Almeida e Haroldo de Almeida. No mesmo ano, gravou, com acompanhanmento de Lyrio Panicali e sua orquestra, o paso doble "Maria Dolores", de F. Garcia e J. Morcillo, em versão de Caribé da Rocha, e a valsa "Festa de formatura", de Joubert de Carvalho. Em 1953, gravou as marchas "Festa espanhola", de Haroldo Lobo, Milton de Oliveira e Airton Amorim, e "Perfume de carnaval", de Luiz Antonio, e os sambas "Você foi cruel", de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira, e "Sem tamborim", de Peterpan e Rui Rodrigues. No mesmo ano, gravou, para o chamado repertório de meio de ano, o samba-canção "Mesa de bar", de Paulo Marques e Dora Lopes; a valsa "Arlequim", de Humberto de Carvalho e Raul Sampaio; a canção "Súplica", de Gilbert Becaud e Charles Aznavou, em versão de Caribé da Rocha, e a toada "Jangadeiro valente", de César Siqueira e Caribé da Rocha. Em 1954, lançou cinco discos pela Sinter, interpretando os sambas "Etiqueta de Mangueira", de Valdemar Ressurreição e Salvador Micelli, e "Não sou vagabundo", de Osmar Campos Filho e Chocolate; o bolero "Icaraí", de Sílvio Viana; a valsa "É o "amore", de Brooks e Warren, em versão de Haroldo Barbosa; o fox-trot "Cavaleiro errante", de Victor Young, e versão de Ghiaroni; o samba-canção "Se acaso você chegasse", de Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins; o tango-bolero "Quem será", de Beltran Ruiz e Lourival Faissal; o samba-canção "Falta-me alguém", de Pedro Caetano e Claudionor Cruz; o samba "Carrasco", de Monsueto Menezes, Raul Marques e Manoel Fernandes, e a marcha "Para ti", de Rutinaldo e Marcléo. No mesmo ano, lançou, pela gravadora Continental, o samba-canção "Adeus mocidade", de Ferreira Gomes e Nicolino Cópia, em disco que trazia na outra face uma gravação de Nicolino Cópia e sua orquestra. Ainda em 1954, a gravadora Sinter lançou o LP "O trovador moderno", com interpretações suas lançadas em disco de 78 rpm. Em 1955, gravou os sambas "Silêncio noturno", de Silva Neto, Murilo Caldas e Cilo Proença; "Revoltado", de Carolina Cardoso de Menezes e René Bittencourt, e "Eu fracassei", de Alberto Jesus, Antônio Dominguez e Sebastião Nunes, e a marcha "A serenata morreu", de Antônio Nássara e Roberto Martins. Em 1956, gravou a valsa "Linda Espanha", de Altamiro Carrilho e Armando Nunes; o tango "Desespero", de Eduardo Patané e Floriano Faissal, e a valsa "Maria" e o samba "Juramento falso", ambas de Leonel Azevedo e J. Cascata. No mesmo ano, comandou, na Rádio Nacional de São Paulo, o programa "Canções do mundo inteiro", levado ao ar todas as segundas-feiras. Ainda no mesmo ano, gravou o LP "Música de J. Cascata e Leonel Azevedo na interpretação de Carlos Augusto", no qual cantou as valsas "Maria" e "Lábios Que Beijei"; os sambas "Juramento Falso" e "Meu Romance", este, só de J. Cascata, e as canções "Mágoas de Caboclo", "Desilusão", "História Joanina" e "Quem Foi". Ainda em 1956, foi contratado pela Polydor, e logo lançou quatro discos, com a valsa "Domani", de Ulpio Minucci e Tony Velona, em versão de Júlio Nagib; o beguine "Distração", de Renato de Oliveira e Fernando César; a valsa "História de um amor", de C. Almaran e Edson Borges; o samba "Corcovado", de Steve Bernard e Nazareno de Brito; as marchas "Não pode bobear", de Haroldo Lobo e José Roy, e "A dança do Didu", de Miguel Gustavo; o fox "Como é bom recordar", deT. Gilkyson, R. Dehr e F. Miller, e versão de Nazareno de Brito, e o paso doble "Eterno vagabundo", de Nazareno de Brito e Betinho. As gravações iniciais na Polydor foram reunidas, ainda em 1956, no LP "Carlos Augusto". Em 1957, lançou o beguine "Refrains", de G. Voumard e E. Gardaz, em versão de Júlio Nagib; o samba-canção "Fracassos de amor", de Tito Madi e Milton Silva; o cha cha cha "Nesga de cetim", de J. Plante e L. Ferrari, em versão de Haroldo Barbosa; o samba-canção "Sementes do mal", de Santos Garcia; o samba "Chegou a hora", de Luiz Soberano e Anísio Bichara, e a marcha "Broto fiu-fiu", de Alberto Roy e Alfredo Godinho. Em 1958, gravou os sambas-canção "Vitrine", de Adelino Moreira; "Quisera", de Valdir Machado e Bené Guimarães; "Minha cruz", de Raul Sampaio e Benil Santos; "Garçon amigo", de Alberto Jesus e Nelson Bastos; "Espelho", de Adelino Moreira e Raul Borges, e "Pecado ambulante", de Adelino Moreira; os boleros "Abandono cruel", de Luiz Soberano e Anísio Bichara, e "Sonho sonhado", de Valdir Finotti e N. Paiva; a marcha "Que onda é essa", de Jorge Santos e Carneiro Filho, e o samba "Deodoro se queimou", de Carvalhinho e Valdir Machado. No mesmo ano, a Polydor lançou o LP "Vitrine", com as gravações já lançadas em discos de 78 rpm. Em 1959, gravou o tango "Ciúme", de Fernando César e Renato de Oliveira; os sambas-canção "Canção da eterna despedida", de Antônio Carlos Jobim e Vinícius de Moraes; "Deus me pedoe", de Edson Borges e Dolores Duran, e "A noite e a prece", de Evaldo Gouveia e Almeida Regos; a toada "Vagabundo", de Victor Simon, e o bolero "Tantas vezes", de Fernando César. No mesmo ano, lançou o LP "Falando ao coração", com várias gravações já lançadas em 78 rpm, além das canções "Sem Você" e "A Felicidade", de Tom Jobim e Vinicius de Moraes.  Em 1960, foi contratado pela Odeon, e lançou, com acompanhamento de Osvaldo Borba e sua orquestra, os sambas-canção "Negue", de Adelino Moreira e Enzo de Almeida Passos, e "Noite de saudade", de Adelino Moreira. No mesmo ano, também com acompanhamento de Osvaldo Borba e sua orquestra, o bolero "Chega", de José Messias, e o samba-canção "Regresso", de Adelino Moreira. Ainda em 1960, teve lançado pela Odeon, o LP "Negue", música título de Adelino Moreira e Enzo Almeida Passos, que também incluiu as canções românticas "Noite de Saudade" e "Regresso", ambas de Adelino Moreira; "Quando Existe Adeus", de Jair Amorim e Evaldo Gouveia; "Chega", de José Messias; "Encontro Com a Mulher Deixada", de Ricardo Galeno; "Quanta Saudade", de Almeida Rego e Newton Ramalho; "Grito D'alma", de Ronaldo Ribeiro, Gilberto Teixeira e Wilson Calixto; "Farrapo", de Paulo Borges; "Pra Meu Castigo", de Jairo Argileo e Wilson Calixto; "Única Solução", de Carlos Marques, Bucy Moreira e Manoel Francisco, e "Felicidade Sonhei", de Garcia Júnior, F. Machado e L. Perez. Em 1961, gravou os boleros "Juro" e "Deus sabe o que faz", de Adelino Moreira; o samba-canção "É mentira", de Adelino Moreira e França, e o samba "Seria tão diferente", de Adelino Moreira e Toni Luna. No mesmo ano, lançou o LP "Juro", música título de Adelino Moreira, e que incluiu boleros e sambas-canção como "A Dor Que Mais Doi", de Ricardo Galeno; "Cigarra", de Paulo Borges; "Deixa Falar", de Ricardo Galeno e Antônio Moura; "É Mentira", de Adelino Moreira e França; "Quem Dá Ordens Sou Eu", de Ricardo Galeno e Antônio Moura; "Boneca de Pano", de Assis Valente; "Seria Tão Diferente", de Adelino Moreira e Toni Luna; "Cigarro Sem Baton", de Fernando César; "O Sol da Verdade", de Ricardo Galeno e Antônio Moura; "Deus Sabe o Que Faz", de Adelino Moreira, e "Volta", de Ciro de Souza e Antônio Moura. Em 1962, gravou os sambas-canção "Esta noite ou nunca" e "Rosinha do Encantado", de Adelino Moreira. No mesmo ano, gravou os sambas-canção "Princípio do fim", de Newton Teixeira e Mário Rossi, e "A vida é assim toda vida", de Paulo Aguiar, Umberto Silva e Filadelfo Nunes, em disco lançado apenas em março de 1963. Ainda em 1962, gravou pelo selo Orion, da Odeon, as marchas "Marcha do Pelé", de Paulo Borges e Madalena Correia, e "Leva meu coração", de Henrique de Almeida, J. Lima e Carlos Marques, essa última, inclusive, foi incluída na coletânea carnavalesca "Carnaval de 1963", do selo Orion. Em 1965, gravou a marcha "Banho na Minhoca", de Nilo Barbosa e Célio Ferreira, para o LP "Carnaval 65 - O Grande Carnaval do 4º Centenário do Rio de Janeiro", da gravadora Philips. Para o carnaval de 1966, gravou a marcha "Chora Tamborim", de José Messias, incluída na coletânea carnavalesca "O Fino da Folia!", da gravadora Philips. Lançou sua última gravação para o carnaval de 1967, a marcha "Amei", de Julio Nagib, que fez parte do LP "Carnaval 67", do selo Fermata. Em pouco menos de 15 anos de carreira, gravou 40 discos em 78 rpm e seis LPs, além da participação em diferentes coletãneas, pelas gravadoras Sinter, Polydor, Odeon e Philips.  

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