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Cadete

Manoel Evêncio da Costa Moreira
3/5/1874 Ingazeira, PE
25/7/1960 Tibagi, PR

Dados Artísticos

Um dos mais importantes artistas do início do século, foi o primeiro cantor a gravar em cilindros para a casa Edison, introdutora no Brasil da gravação de discos de gramofone. Bom seresteiro, logo travou conhecimento com Satiro Bilhar que, em 1895, o apresentou àquele que se tornaria seu grande amigo e compadre: Catulo da Paixão Cearense. Em pouco tempo, estava integrado ao ambiente musical da época, tornando-se companheiro de Anacleto de Medeiros, Irineu de Almeida, Mário Pinheiro, Eduardo das Neves, Quincas Laranjeiras, Ernesto Nazareth, entre outros. Foi descoberto por Fred Figner, proprietário da Casa Edison, quando procurava um bom cantor popular para gravar os primeiros cilindros comerciais feitos no Brasil.

No primeiro catálogo lançado em 1902, seu nome aparece com a sigla K.D.T., como intérprete de cerca de 65 modinhas e lundus, alguns de grande sucesso, para a etiqueta Zon-O-Phone. Entre as modinhas gravadas por ele nesse ano, todas de autores desconhecidos estão: "Bem-te-vi", "Estrela d'alva", "A mulata", "Morena do Rio" e "Quisera amar-te". Gravou também a cançoneta "O bonde", de sua autoria e a valsa "A princesa do Império chinês".

Em 1912, gravou os lundus "As costureiras", de autor desconhecido e "Na Avenida", de Rabisco, a modinha "Trovas de um coração", de K. Melo e a trova "Pena sutil", de domínio público. No mesmo ano, gravou os lundus "Geografia polêmica", "Tropeiro em viagem" e "Com medo das visões", de sua autoria. Gravou no mesmo período alguns discos com o cantor Bahiano, interpretando entre outras, o desafio "Madapolão e bem-te-vi", de sua autoria. Gravou ainda na Columbia as modinhas "Lírio da campina", "O teu olhar", "Rosa do prado" e "Vamos é minha adorada".

Bom repentista, teve diversos de seus versos satíricos cantados em todo o Brasil. Uma de suas modinhas, "O poeta e a fidalga", em parceria com Manoel Wanderley, fez muito sucesso. Fez também anúncios para a casa Edison. Apesar de sua transferência para o Sul, vinha regularmente ao Rio de Janeiro para fazer gravações. Apresentou-se pela última vez na cidade em 1942, em um programa da Rádio Nacional.

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