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Brasinha

Gustavo Thomás Filho
10/12/1925 Rio de Janeiro, RJ
16/4/1998 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Sua primeira composição foi feita em 1938, e se chamava "Minha canção". Em 1950, teve sua primeira composição gravada, o samba "Quero esquecer", com Salvador Miceli e Mário Blanco, lançado por Zezé Gonzaga em disco da Sinter. Em 1953, fez com Wilson Batista e J. Batista a marcha "Meia noite" gravada por J.B. de Carvalho pela Todamérica. Nesse ano, conheceu seu primeiro grande sucesso com o samba "Zé Marmita", com Luiz Antônio, gravado por Marlene para a Continental. Esse samba seria regravado por Djalma Ferreira e Seus Milionários do Ritmo, Abílio Martins, Vocalistas Modernos e Grupoo Chapéu de Palha. Em 1954, teve o samba "Bastião", com Wilson Batista, gravado na Sinter por Roberto Paiva, e a "Marcha portuguesa", com José Batista e Paulo José, lançada por Flora Matos, também na Sinter. Em 1955, teve duas composições gravadas pela cantora Vera Lúcia na Continental: o samba "Já devia saber" e a marcha "Nana neném", ambas com Haroldo Lobo. No mesmo ano, ainda pela Continental, Risadinha gravou  o samba "Você me fez penar", e Dora Lopes a marcha "Homem leão", ambas com Haroldo Lobo. Também em 1955, teve a marcha "Eu chorei", com Milton Legey e Paulo Menezes, gravada por Lana Bittencourt para o LP "Carnaval 1956" da Columbia, e o samba "Saco de papel" com Haroldo Lobo, registrado por Risadinha para o LP "Carnaval de 56" da gravadora Continental. Para o carnaval de 1956, teve gravada por Heleninha Costa, na Copacabana, a "Marcha do faquir", com Haroldo Lobo. No ano seguinte, Bill Farr gravou na Continental o samba "Calminho". Em 1957, o samba "Ai favela", com Paulo Medeiros, foi gravada pelo Trio de Ouro para o LP carnavalesco "Carnaval RCA Victor". No ano seguinte, a marcha "Paiê", com Armando Cavalcanti foi lançada pelo cantor Venilton Santos em disco da Odeon. Também em 1958, a marcha "Posso morrer de saudade", com Amâncio Cardoso, foi gravada por Neusa Maria para o LP "Carnaval RCA Victor 1959". Em 1959, a cantora Dalva de Oliveira gravou a marcha "Passe na segunda feira", com Armando Cavalcanti, para o LP "Carnaval 1959" da Odeon. Em 1960, fez com Carvalhinho e Paulo Gracindo, a marcha "Massagista de vedete" gravada por Bill Farr na Continental; com Rutinaldo e Vicente Amar, a marcha "Menina direitinha" que Emilinha Borba lançou no LP "Reinado de Momo" da gravadora Columbia, e com Paulo Gracindo e M. M. Guimarães, a marcha "O que passou é passado", que Haroldo de Almeida registrou para o LP "Brincando o carnaval", também da gravadora Columbia. No mesmo ano, a marcha "A lua é dos namorados", com Armando Cavalcânti e Clécius Caldas, foi gravada por Angela Maria na Continental, e fez grande sucesso no carnaval do ano seguinte tornando-se um dos grandes êxitos da cantora. Essa marcha receberia diversas outras gravações, entre as quais, as de Waldir Calmon e seu conjunto pela Copacabana, em 1961; Moacyr Silva e Seu Conjunto e Coro no LP "Carnaval de boate - Nº2" da gravadora Copacabana em 1963; e no LP "Carnavália - Eneida conta a História do carnaval - Volume 1" com Marlene, Blecaute e Nuno Rolando lançado pelo Museu da Imagem e do Som em gravação ao vivo realizada no Teatro casa Grande, em 1968. Em 1961, a marcha "Eu lhe dei a mão", com Leduvy de Pina, foi gravada por Orlando Silva para o LP "Carnaval RCA Victor 1961" da RCA Victor, enquanto a marcha "Força total", com Armando Cavalcanti, foi gravada por Angela Maria para o LP "Carnaval de 1962 - Volume 2" da gravadora Continental, e a "Marcha do pescador", com Rutinaldo, foi registrada por Gordurinha para o LP "Carnaval 1962 - Vol. 1" da Continental. Em 1962, Ivete Garcia gravou a marcha "Amor de verdade", com Armando Cavalcanti, e Dircinha Batista as marchas "O último a saber" e "Põe a mão na consciência", com Clécius Caldas, incluídas no LP "Rio - Carnaval do Brasil 1963" da gravadora Mocambo. No mesmo ano Araci Costa registrou a marcha "Botão de laranjeira", com Rutinaldo e J. Gonçalves, para o LP "Carnaval de 1963" da gravadora Continental. Também em 1962, o instrumentista Waldir Azevedo gravou pela Continental o LP "Souvenir de carnaval - Waldir Azevedo e sua bandinha" no qual registrou a marcha "Papai e mamãe", com Rutinaldo. Em 1963, teve o samba "Deixa pra lá" gravada por Raul Sampaio para o LP "Uma voz... Uma saudade" lançado pela RGE. No mesmo ano, teve duas marchas incluídas no LP "Rio carnaval do Brasil - 64" da gravadora Mocambo: "Macacão", com Humberto de Carvalho, na voz de Linda Batista, e "Na mulher não se bate", com David Raw, na voz de Jorge Goulart. Teve ainda a marcha "Vaca malhada", com Vicente Amar, gravada pelo palhaço de circo Carequinha para o LP "Isto é carnaval" da gravadora Copacabana. Em 1964, teve duas marchas incluídas no LP "Benvindo ao carnaval do Rio!!!" da gravadora RGE, ambas, parcerias com Clécius Caldas: "Casa de sapé" cantada por Dircinha Batista, e "Seu garçom" por Linda Batista.  No mesmo ano, a "Dança do cateretê", com Vicente Amar, foi gravada pelo palhaço de circo Carequinha no LP "O ídolo da garotada" da gravadora Copacabana. Ainda em 1964, o "Samba do povo", com Geraldo Medeiros, foi gravado por Araci Costa para o LP "Carnaval Rio/65" da gravadora Continental. No ano de 1964, quando a cidade do Rio de Janeiro completou 400 anos de sua fundação muitas homenagens musicais foram prestadas, entre elas, o LP "Rio de Janeiro (400)" da RCA Victor com gravações de diversos interpretes, entre os quais Orlando Silva que cantou o samba "Velho Rio de Janeiro". Em 1965, duas marchas com Clécius Caldas foram gravadas para o LP "Carnaval alegria de todos" da gravadora Philips, "Garota mentirosa" na interpretação de Dircinha Batista, e "Rigoleto" na de Nuno Roland. No mesmo ano, Waldir Maia interpretou a "Marcha da novela", com Benil Santos, para o LP "Carnaval quatrocentão" da RCA Victor, e Blecaute gravou a marcha "O direito de nascer", parceria dos dois, e que se referia a uma novela de grande sucesso na época, incluída no LP "O fino da folia - 1966" da gravadora Philips. Em 1966, a marcha "A patroa me contou (Segredo)", com Newton Teixeira, foi gravada por Emilinha Borba para o LP "Carnaval no salão"da gravadora Entré/CBS, e a marcha "Bicho carpinteiro", com Denis Lobo, foi gravada por  Noel Carlos para o LP "Carnaval 67" da RGE, ambas visando o carnaval seguinte. Ainda em 1966, a marcha "O Sheik de Copacabana", com Blecaute e Almeidinha, foi gravada por Blecaute para o LP "Carnaval barra limpa - Vol. 1" da Copacabana. Em 1967, a marcha "Carnaval antigo", com Newton Teixeira e Fiori, foi registrada por Joel de Almeida para o LP "Carnaval de verdade 1968 - Vol. 2" da gravadora Philips, e a marcha "Oh que delícia de mulata", com Milton de Oliveira e Bevilaqua, foi registrada por Noel Carlos no LP "O verdadeiro carnaval" da Entré/CBS. No mesmo ano, a marcha "Dia dos palhaços", com Milton de Oliveira, foi gravada por Jairo Aguiar para o LP "Carnaval de verdade 1968 - Vol. 1" da gravadora Philips. Ainda em 1967, Nuno Roland gravou a marcha "Nosso bangalô", com Altamito Baptista, para o LP "Carnaval Ranger 67" da gravadora Ranger. Em 1968, a "Marcha do costureiro", com Chico Netto , foi gravada por Risadinha para o LP "Carnaval 69 -Vol. II" da Odeon, e a marcha "O seresteiro", com Altamiro Baptista, foi registrada por Nuno Roland para o LP "Carnaval dos 7 grandes - 1969" da gravadora CID. Nesse ano, a cantora Angela Maria gravou pela Copacabana o LP "A grande mentira" no qual incluiu a marcha "O bonde". Em 1969, conquistou o segundo lugar no Concurso Oficial de músicas para o carnaval promovido pela Secretaria de Turismo da Guanabara, Museu da Imagem e do Som e Tv Tupi com a marcha "Avenida iluminada", parceria com Newton Teixeira, defendida por Zé Kéti. Essa marcha receberia ainda gravações de Elizeth Cardoso, Jair Rodrigues, Cauby Peixoto, Banda do Canecão, Vocalistas Tropicais e Nelson Ferreira e Claudionor Germano, entre outros. No mesmo ano, teve mais duas marchas incluídas no LP "Carnaval 1970" da Entré/CBS: "Quem quiser que vá", com Milton de Oliveira, na voz de Dircinha Batista, e "Carnaval de antigamente", com Milton de Oliveira, na interpretação de Linda Batista. Também em 1969, Miltinho registrou a marcha "Estou chorando", com Milton de Oliveira, para o LP "Carnaval 70 - Vol. 2" da Odeon, e Zé Kéti a marcha-rancho "Fantasia de luxo", com Newton Teixeira, para o LP "Carnaval Rio 1970" da RCA Candem. A marcha-rancho "Fantasia de luxo" chegou às semi-finais no IV Festival de Músicas de Carnaval, defendida por Zé Kéti. Em 1970, Dircinha Batista gravou a marcha "A útima orquestra", com Newton Teixeira, e o conjunto vocal  As Damas registrou a marcha "Ninguém segura mais este país", ambas incluídas no LP "Carnaval 1971" da Entré/CBS. Em 1971, a marcha "Madrugada", com Newton Teixeira, foi gravada por Oswaldo Nunes para o LP "Carnaval 1972" da Entré/CBS. Ainda em 1972, Moreira da Silva gravou o samba "A última seresta", parceria dos dois. Ainda nesse ano duas marchas suas foram incluídas no LP "Carnaval 1973" da Entré/CBS: "Fora de série", com Jóia Mulata e Irena Matos, lançada por Paulo Bob, e "Chapeuzinho vermelho" na voz de Emilinha Borba. Em 1973, a "Marcha do Odorico (O Bem Amado)", com Almeidinha, foi registrada por Waldir Maia no LP "1974 - Carnaval pra 100 milhões" da RCA Candem. Em 1974, a marcha "Nossa palhoça", com Altamiro Baptista, foi gravado pela Turma do Caneco para o LP "Turma do Caneco - Carnaval 75" da gravadora CID. Em 1975, fez sucesso com o samba "Fio da véia", com Luiz Américo, gravado pelo parceiro. No mesmo ano, fez sucesso no carnaval com a "Marcha do Kung-fú" baseada num personagem de série televisiva gravada por Djalma Dias apara o LP "Carnaval 75 - Convocação geral" da Som Livre. Em 1976, a marcha "Carnaval da saudade", com Nelson Gonçalves e Maria Luiza, foi gravada por Nelson Gonçalves, para o LP "Carnaval, amor e fantasia" da RCA Candem. No mesmo ano, Noel Carlos gravou a marcha "Ela está pinel", com Bevilaqua, para o LP "Carnaval 76" da Musicolor/Continental, e Djalma Dias lançou a marcha "Mexa-se" para o LP "Carnaval 76 - Convocação geral- Vol. 1" da Som Livre. Em 1979, teve a marcha "Pé de cana", com Adelino Moreira, gravada por Nelson Gonçalves para o LP "Carnaval 80" da RCA Victor. Em 2009, por ocasião dos 11 anos de sua morte foi homenageado pelo grupo Boca de Siri com o show "11 anos sem Brasinha" que aconteceu no Teatro Noel Rosa na Universidade do estado do Rio de Janeiro. Em 2012, seu samba "Zé Marmita", com Luiz Antônio, foi interpretado pela cantora Ellen de Lima, na homenagem prestada no Instituto Cultural Cravo Albin à cantora Marlene, por ocasião do 90º aniversário natalício da mesma, com a abertura da exposição "Marlene - 90 anos de glórias", em show que contou ainda com as participações de Dória Monteiro e Sonia Delfino, que formam o grupo Cantoras do Rádio. Consagrado como autor carnavalesco teve entre seus parceiros no mês como Armando Cavancânti, Clécius Caldas, Newton Teixeira e Haroldo Lobo, entre outros. Teve composições gravadas por Marlene, Orlando Silva, Emilinha Borba, Nuno Roland, Raul Sampaio, Blecaute, Linda Batista, Dircinha Batista, Angela Maria e outros. Deixou mais de 200 composições e entre seus grandes êxitos estão "Avenida iluminada", "Zé Marmita" e "A lua é dos namorados" incorporadas aos clássicos do cancioneiro popular brasileiro.

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