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Booker Pittman

Booker Pittman
3/10/1909 Fairmont Heights, Maryland, EUA
1969 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Iniciou a carreira artística na cidade de Dallas, no Texas. Atuou em seguida na cidade Kansas City como instrumentistas de diferentes conjuntos, entre os quais os de Jap Allen, Walter Page e Ben Webster. Em 1930, visitou pela primeira vez a cidade de Nova York onde tocou com nomes como King Oliver, Jelly-Roll Morton e Louis Armstrong, entre outros. Em 1931, gravou seu primeiro disco, pela gravadora Victor, acompanhando a cantora Blanche Calloway.  Em 1933, foi atuar na Europa com a orquestra de Lucky Millinder. Nesse ano, gravou quatro números com o pianista Freddy Johnson para a gravadora Brunswick. Em 1935, foi contratado por Romeu Silva e veio para o Brasil juntamente com os músicos norte americanos Claude Autin e Louie Cole. Nesse período, atuou no Cassino da Urca, no Rio de Janeiro, e foi morar no bairro de Copacabana. Exibiu-se ainda em diferentes boates e casas noturnas. No início da década de 1940, foi atuar na Argentina onde permaneceu por uma década. Em 1950, retornou ao Brasil, mas afastou-se das atividades artísticas até 1956, quando deixou o Paraná e retornou para São Paulo, onde organizou a Paulistanea Jazz Band, uma companhia de músicos amadores. Dois anos depois, fixou-se definitivamente no Rio de Janeiro e passou a atuar na Boate Plaza. Em 1959, lançou dois LPs, "The fabulous Booker Pitman" pelo selo Masterpiece, com clássicos do jazz, e "Booker Pittman plays agains" pela RCA Victor com clássicos do cancioneiro popular norte americano. Em 1960, quando em turnê pelo Brasil, Louis Armstrong a ele se referiu como um  dos músicos de excelência com quem tinha tocado no passado. Em 1961, gravou com Dick Farney pela RGE o LP "Jam session - Dick Farney e Booker Pittman", no qual foram interpretadas entre outras a música "Velhos tempos", de Luis Bonfá. Nesse ano, passou a atuar com a filha adotiva Eliana Pittman, filha de sua esposa, a brasileira Ophelia PiTtman. Em 1962, voltou aos Estados Unidos depois de 30 anos ausente atuando como convidado especial no Festival Internacional de Jazz de Washington e no Festival de Newport. Em 1963, gravou, com a filha Eliana Pittman, pela Polydor, o LP "New from Brazil - Bossa nova - Eliana Pittman e Booker Pittman", no qual foram incluídas as músicas "Nós e o mar", "Vagamente", "O barquinho", e "Balansamba", de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli, "Amor sincopado", de Chico Feitosa e Marino Pinto, "O passarinho" e "Festa na floresta", de Chico Feitosa e Luis Fernando Freire, "Vens só", de Esther Delamare, "Mister bossa nova", de Roberto Menescal, "Amor no samba", de Normando Marques dos Santos, e  "Você vai", de Chico Feitosa e Marcos Vasconcellos. No ano seguinte, ainda com Eliana Pittman, gravou o LP "Eliana e Booker Pittman", pela gravadora pernambucana Mocambo, interpretando entre outras, as músicas "Balão apagado", de Ciro de Souza e Waldir Teixeira, "Bate que bate", de Ciro de Souza, "Samba de uma nota só", de Tom Jobim e Newton Mendonça, "A luz dos olhos teus", de Vinicius de Moraes, "Vou a pé até lá", de Pedro Bloch,  "Mulata assanhada", de Ataulfo Alves, e "Não sei porque", de Mário Albanese. Também em 1964, o jornal O Globo publicou a seguinte nota: "Booker Pittman volta aos EUA: Após 30 anos de ausência, 24 dos quais passados no Brasil, onde se casou com uma brasileira, volta amanhã aos EUA o saxofonista Booker Pittman, contratado para atuar no programa "Jack Paar Show", transmitido em cadeia pela TV americana. Além da arte de seu sax, levará a voz de sua filha, Eliana, que participa hoje de todos os seus shows". Em 1965, gravou pela Musidisc o LP "Booker Pittman" no qual revisitou o cancioneiro norte americano. Faleceu em 1969, aos 60 anos, devido a um câncer na laringe. Em 1999, por ocasião dos 30 anos de sua morte, foi homenageado com o curta metragem "Booker Pittman" dirigido por Rodrigo Grota contando sua trajetória artística.

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