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Beth Carvalho

Elizabeth Santos Leal de Carvalho
5/5/1946 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Decidiu seguir a carreira artística após ganhar um violão de sua mãe. Sua avó tocava violão e bandolim e seu pai era amigo de pescaria de Silvio Caldas. Sua casa era freqüentada por Elizeth Cardoso e Aracy de Almeida, entre tantos cantores, cantoras e compositores da época. Levada por sua irmã mais velha, frequentava as rodas de samba, festas e pagodes nos quintais suburbanos do Rio de Janeiro. Sofreu forte influência da Bossa Nova e do compositor Tom Jobim. Chegava a decorar mais de 70 sambas e marchinhas. Em 1961, participou de diversos shows de Bossa Nova em colégios e faculdades da Zona Sul. Por essa época, apresentou-se em vários festivais universitários de música. Em 1965, gravou o primeiro disco, um compacto simples com a música "Por que morrer de amor?", de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli. No ano seguinte, participou dos espetáculos "Música nossa", ao lado de Tibério Gaspar e Egberto Gismonti. Por essa época, com Nelson Cavaquinho, Zé Kéti e o grupo Os Cinco Crioulos, participou do show "A hora e a vez do samba". Fez parte do conjunto 3-D, juntamente com Antonio Adolfo, Chico Batera, Hélio Delmiro e Luís Eduardo Conde. Com esse conjunto, gravou pela Copacabana Discos o LP "Muito na onda". No ano de 1967, no "Festival Internacional da Canção", interpretou "Caminhada", de Antonio Adolfo e Tibério Gaspar. Em 1969, com os Golden Boys, defendeu a música "Andança" de Paulinho Tapajós, Edmundo Souto e Danilo Caymmi, classificando-se em terceiro lugar no "III Festival Internacional da Canção", da TV Globo. Gravou o primeiro LP, "Andança", pela Odeon. Participou do "IV Festival Internacional da Canção" interpretando "A velha porta", parceria sua com Edmundo Souto e Paulinho Tapajós. Ainda neste ano, representou o Brasil na "Olimpíada da Canção", na Grécia, interpretando "Rumo sul", de Edmundo Souto e Paulinho Tapajós. Em 1971, estreou como sambista gravando "Rio Grande do Sul na festa do preto-forro" - um autêntico samba-enredo da Unidos de São Carlos. Logo a seguir, lançou pela Tapecar o compacto simples "Amor, amor, amor", samba do Bloco Carnavalesco Bafo da Onça. No ano de 1973, gravou o LP "Canto para um novo dia". Para este disco fez a adaptação da composição "Sereia", do folclore baiano. No ano seguinte, lançou o disco "Pra seu governo", dedicado à amiga Elizeth Cardoso, no qual despontou o seu primeiro grande sucesso, a composição "1.800 colinas", de autoria de Gracia do Salgueiro. O sucesso foi tanto, que o disco foi editado na França, onde foi convidada a fazer temporadas em boates parisienses. Voltando ao Brasil, apresentou-se com o grupo A Fina Flor do Samba. No ano de 1975, Martinho da Vila compôs em sua homenagem "Enamorada do samba", que a cantora incluiu no LP "Pandeiro e viola", lançado pela Tapecar neste mesmo ano. Logo depois, surgiu uma série de títulos que ela colecionou através dos anos: "Diva do samba", dado por Zuza Homem de Mello; "Rainha do samba", por Rildo Hora; "Rainha dos terreiros", carinhosamente chamada por Elifas Andreato, e "Madrinha", por quase todos os sambistas novos e antigos. A composição "Enamorada do samba", interpretada por Beth Carvalho e Martinho da Vila, foi incluída no disco duplo "Há sempre um nome de mulher", em 1988, produzido por Ricardo Cravo Albin. Ainda em 1975 sua interpretação para "As rosas não falam", composição inédita de Cartola, foi incluída na novela "Duas vidas", da TV Globo. Na década de 1970, juntamente com Alcione e Clara Nunes, formou o que os críticos chamaram de "O ABC do samba", título dado às três cantoras pela importância destas no cenário musical brasileiro, principalmente no samba. Em 1976, produzida por Rildo Hora, lançou pela RCA o LP "Mundo melhor", no qual despontaram os sucessos "As rosas não falam", de Cartola e "Mundo melhor", de Pixinguinha e Vinicius de Moraes. No ano seguinte, vendeu cerca de 400 mil cópias do LP "Nos botequins da vida", lançado pela RCA. No disco foram incluídos os sucessos "Saco de feijão" (Francisco Santana), "O mundo é um moinho" (Cartola) e de "Olho por olho" (Zé do Maranhão e Daniel Santos). No ano de 1978, com produção de Rildo Hora para a RCA, lançou o disco "De pé no chão", puxado pelos sucessos "Vou festejar" (Jorge Aragão, Dida e Neoci Dias), "Goiabada cascão" (Wilson Moreira e Nei Lopes) e "Agoniza mas não morre", de Nelson Sargento. Este disco, que chegou a vender 500 mil cópias, marcou o surgimento do pagode carioca - um jeito inovador e descontraído de fazer samba, descoberto por ela  quando assistia a um ensaio do Bloco Carnavalesco Cacique de Ramos, cujos sambistas faziam um ritmo diferente com pandeiro, tamborim, banjo e tantã, instrumentos pouco usados em rodas de samba. Emílio Santiago gravou "Afina o meu violão", composição de Beth Carvalho em parceria com Paulinho Tapajós e Edmundo Souto. Em 1979, eleita a "Rainha do Carnaval", a cantora inaugurou o primeiro grande teatro do subúrbio carioca, o Cine-Show Madureira. Com espetáculo previsto para apenas uma semana, o sucesso foi tanto que ficou mais de 20 dias em cartaz, sempre com a casa lotada. A partir daí, passou a ser chamada "A Madrinha do Pagode" e fez shows por todo o país. Despontou com mais dois sucessos populares: "Coisinha do pai" (Jorge Aragão, Almir Guineto e Luiz Carlos) e a versão para samba de "Andança". Em 1980, no LP "Sentimento brasileiro", incluiu uma composição de sua autoria, "Canção de esperar neném", em parceria com o letrista Paulinho Tapajós, composta quando estava grávida de sua filha Luana. No carnaval de 1984, foi homenageada pela Escola de Samba Unidos do Cabuçu, com o enredo "Beth Carvalho - a Enamorada do Samba". No início da década de 1990, comemorou  25 anos de carreira com o disco "Pérolas", no qual interpretou clássicos de Adoniran Barbosa, Pixinguinha, Cartola, entre outros. No ano de 1996, lançou o CD "Brasileira da gema" no qual interpretou, entre outras "Vida de compositor", de Wanderley Monteiro e Álvaro Maciel. Em 1999, gravou o disco "Pagode de mesa", realizando o show  homônimo em várias casas do Rio de Janeiro. Participou do programa "Tom Brasil", ao lado de outros artistas como Dona Ivone Lara, Walter Alfaiate, João Nogueira, Luiz Carlos da Vila e Nelson Sargento, entre outros. O cenário de Elifas Andreato recriava o clima das rodas de samba freqüentada pelos cantores, que só souberam que o programa seria gravado em CD poucos minutos antes do início, o que facultou um registro mais fiel. Consagrada no Brasil e no exterior, participou por duas vezes do "Festival de Montreux", na Suíça. Sua carreira artística faz parte do currículo da Faculdade de Música de Kioto, Japão, onde é considerada um fenômeno da música brasileira. Possui 16 discos de ouro, nove de platina e recebeu seis "Prêmio Sharp". No ano 2000, participou do CD "Os melhores do ano II", no qual fez dueto com o grupo Fundo de Quintal. Lançou o disco "Pagode de mesa 2", pela Indie Records. Neste CD interpretou "Novo endereço" (Tia Hilda Macedo e Fernando Cerole), "A comunidade chora" (Magno de Souza, Maurílio e Edvaldo), "Jequitibá" (Zé Ramos) e "Minha festa", de autoria de Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito. O disco contou com a participação especial do grupo Quinteto em Branco e Preto, formado por jovens sambistas vindos de São Mateus e Santo Amaro, bairros da cidade de São Paulo, na faixa "Melhor pra nós dois", de autoria de alguns componentes do grupo (Magno de Souza, Maurílio e Paquera). Teve vários de seus discos remasterizados para CD, entre eles, "Nos botequins da vida", "De pé no chão", "No pagode" e "Sentimento brasileiro". Em 2001, pela gravadora Jam Music, lançou o CD "Nome sagrado - Beth Carvalho canta Nelson Cavaquinho". No disco foram incluídas "Nem todos são amigos" (Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito), "Cheira à vela" (Nelson Cavaquinho e José Ribeiro). Este mesmo CD contou com as participações especiais de Zeca Pagodinho na faixa "Dona Carola" (Nelson Cavaquino, Nourival Bahia e Walto Feitosa Santos), Wilson das Neves em "Degraus da vida" (Nelson Cavaquinho, Antônio Braga e César Brasil), e de Guilherme de Brito na faixa "Pranto de poeta" (Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito). Foram registradas neste disco 20 composições de Nelson Cavaquinho, entre elas, "Luz negra" (Nelson Cavaquinho e Amâncio Cardoso), "Não te dói a consciência" (Nelson Cavaquinho, Ari Monteiro e Augusto Garcez), "Notícia" (Nelson Cavaquinho, Alcides Caminha e Nourival Bahia), "Minha festa" (Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito), "A flor e o espinho" (Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito e Alcides Caminha), "Nome sagrado" (Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito e José Ribeiro), "Palhaço" (Nelson Cavaquinho, Oswaldo Martins e Washington Fernandes), "Juízo final" (Nelson Cavaquinho e Élcio Soares), "Rugas" (Nelson Cavaquinho, Augusto Garcez e Ary Monteiro), entre outras. Ainda neste ano, participou do CD e DVD "Jorge Aragão ao vivo convida", lançado pela gravadora Indie Records. Em 2003, participou do disco "A flor e o espinho", de Guilherme de Brito, lançado pela gravadora Lua Discos, no qual interpretou, em dueto com o anfitrião, a faixa "Folhas secas", e ainda lançou o CD "Pagode de mesa 2 ao vivo", pela gravadora Indie Records. No disco, acompanhada pelo grupo Quinteto em Branco e Preto e gravado em show apresentado em São Paulo, foram incluídos clássicos como "Coração leviano" (Paulinho da Viola), "Morrendo de saudade" (Wilson Moreira e Nei Lopes), "Água de chuva de mar" (Carlos Caetano, Wanderley Monteiro e Gerson Gomes), "Acontece" (Cartola), "Firme e forte" (Efson e Nei Lopes), "Novo endereço" (Tia Hilda Macedo e Fernando Cerole) e "Natal diferente" (Arlindo Cruz e Sombrinha). Ainda em 2003, lançou o CD "Beth Carvalho canta Cartola", coletânea de vários sucessos do imortal sambista mangueirense por ela interpretados em seus discos. No disco, produzido pelo crítico musical e escritor Rodrigo Faour, foram incluídas "Camarim", "Consideração", "Motivação", "Cordas de aço", "Acontece" e "O mundo é um moinho", entre outras. Ao lado de Eliane Faria, Xangô da Mangueira, Délcio Carvalho, Diogo Nogueira, Dalmo Castelo, Wilson Moreira, Nelson Sargento, Nei Lopes e Áurea Martins, foi uma das estrelas convidadas para o show de lançamento do disco "Maxixe não é samba", de Vó Maria, na Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro. Em 2004 foi a convidada do compositor baiano Riachão no projeto "Da idade do mundo", no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília. Neste mesmo ano gravou o primeiro DVD da carreira. Intitulado "Beth Carvalho - a madrinha do samba", o DVD foi gravado no Canecão, onde a cantora reuni três gerações do samba para a gravação. Além de interpretar alguns de seus maiores sucessos, entre eles, "Andança" (Danilo Caymmi, Edmundo Souto e Paulinho Tapajós), "As rosas não falam" (Cartola) e "Meu guri", de Chico Buarque, recebeu diversos convidados, acompanhados pela banda integrada por Mauro Diniz (cavaco), Carlinhos Sete Cordas (violão de sete cordas) e os percussionistas Marcelinho Moreira, Jaguara e Marcos Esguleba. Entre os convidados destacavam-se Zeca Pagodinho em "Camarão que onda leva" (Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e Beto Sem Braço); Monarco e a Velha-Guarda da Portela em "Passarinho" (Chatim), "Saco de feijão" (Chico Santana) e "A chuva cai" (Argemiro da Portela e Casquinha); Dona Ivone Lara em "Mas quem disse que eu te esqueço" (Dona Ivone Lara e Hermínio Bello de Carvalho); o violinista francês Nicolas Krassik em "Folhas secas" (Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito); Nelson Sargento em "Agoniza mas não morre" (Nelson Sargento); Luiz Carlos da Vila em "Pra conquistar seu coração" (Luiz Carlos da Vila e Wanderley Monteiro) e Teresa Cristina em "Argumento" (Paulinho da Viola). Também participaram do DVD, que chegou à marca de 50 mil cópias vendidas,  Arlindo Cruz, Almir Guineto, Sombrinha e Quinteto em Branco e Preto. No ano de 2005 lançou o CD "Beth Carvalho e amigos", no qual foram compiladas algumas gravações de discos anteriores, tanto seus, como de seus amigos. No disco foram incluídas participações de Zeca Pagodinho, Almir Guineto, Martinho da Vila, Nelson Cavaquinho, Dona Yvone Lara, Golden Boys, Nelson Gonçalves, Paulinho Tapajós, Mestre Marçal, Grupo Fundo de Quintal, Chico Buarque, Caetano Veloso,  Fagner e Mercedes Sosa. Apresentou-se no "Festival de Montreux". Ainda em 2005 fez show no "Dia Nacional do Samba" no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, no qual recebeu como convidados Almir Guinteto, Luiz Carlos da Vila, Zeca Pagodinho, Dudu Nobre, Dona Ivone Lara, Vó Maria (95 anos), Jongo da Serrinha, representado pela jongueira Dona Maria de Lourdes (84 anos) e 50 músicos e bailarinos, incluindo 10 crianças), Monarco, Nélson Sargento, Darcy da Mangueira, Ary do Cavaco, Sombrinha, Quinteto em Branco e Preto, Diogo Nogueira e o grupo Partideiros do Cacique de Ramos. O show foi gravado em CD e DVD e deverá inaugurar o Selo Andança, da própria Beth Carvalho e que terá distribuição da gravadora Sony/BMG. No ano de 2006 apresentou-se no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, no qual montou uma autêntica roda de samba carioca. Festejou o aniversário de 60 anos em um show no Canecão, no qual recebeu diversos convidados, entre os quais Noca da Portela, Monarco, Arlindo Cruz e Sombrinha. Na Lapa, centro do Rio de Janeiro, fez show ao lado de Luiz Melodia e a Orquestra Imperial no evento comemorativo "Semana de Consciência Negra". Neste mesmo ano apresentou-se no projeto "MPB meio dia em ponto", no Teatro Sesc Ginástico, sendo entrevistada por Ricardo Cravo Albin, cantando seus maiores sucessos e falando sobre sua carreira. Ainda em 2006 gravou, no Teatro Castro Alves em Salvador, o CD ao vivo "Beth Carvalho canta o samba da Bahia". O disco foi lançado no ano de 2007 em show no Canecão, no Rio de Janeiro. Na ocasião, gravou o DVD com 30 faixas (Conspiração Filmes), ambos lançados por seu selo musical Andança e distribuído pela gravadora EMI. No CD, com 18 faixas, recebeu diversos convidados do samba baiano, entre os quais Daniela Mercury em "Chiclete com banana" (Gordurinha); Riachão em "Cada macaco no seu galho" e "Vai morar com o diabo", ambas de autoria de Riachão; Armandinho em "O ouro e a madeira" (Ederaldo Gentil); Marienne de Castro em "Raiz" (Roberto Mendes); Ivete Sangalo em "Brasil pandeiro" (Assis Valente) e "Dindinha lua" (Walmir Luna e João Rios); Walter Queirós e Ivete Sangalo em "Filhos da Bahia" (Walter Queirós); Gilberto Gil em "Mancada"; Carlinhos Brown em "Hora da razão" (Batatinha); Maria Bethânia em "É de manhã" (Caetano Veloso); Caetano Veloso em "Desde que o samba é samba" (Caetano Veloso e Gilberto Gil) e ainda Margareth Menezes, a bateria do Bloco Afro Olodum, além de pot-pourri de sambas-de-roda acompanhada pelas Baianas do Gantois e as Baianas de Santo Amaro. O ícone Dorival Caymmi, a quem o CD é dedicado, também foi homenageado nas faixas "Oração à Mãe Menininha", "Samba da minha terra", "João Valentão" e "Maracangalha", esta última com a participação especial de Danilo Caymmi. No DVD, com direção de Lula Buarque de Hollanda (Conspiração Filmes), também foram incluídas outras tantas composições, entre as quais "Siriê" (Edil Pacheco e  Paulo Diniz); "Ilha de Maré" (Walmir Lima e Lupa); "Verdade" (Nélson Rufino e Carlinhos Santana); "Samba pras moças" (Roque Ferreira e Grazielle Ferreira) e "Ê baiana" (Baianinho, Fabrício da Silva, Miguel Pancrácio e Ênio Santos Ribeiro). Neste mesmo ano participou, ao lado de vários artistas da MPB, tais como Martinho da Vila, Alcione, Zeca Pagodinho, Nélson Sargento, Ivete Sangalo, Jair Rodrigues, Velha-Guarda da Portela, ente outros, da gravação do primeiro CD e DVD "Cidade do samba", do Selo ZecaPagodiscos (Universal Music), no qual fez dueto com Diogo Nogueira na faixa "Deixa a vida me levar" (Serginho Meriti e Eri do Cais). O evento foi apresentado por Ricardo Cravo Albin e contou com a arranjos e produção musical de Rildo Hora, sendo gravado na Cidade do Samba, no Rio de Janeiro. Ainda em 2007 iniciou um programa musical na TVE Brasil, com direção de Belisário França, no qual homenageava um grande compositor do nosso cancioneiro. Em 2011 apresentou-se no Sesc Rio Oi Noites Cariocas, no Píer Mauá (RJ) - após um ano e meio afastada dos shows por problemas de saúde. Neste show, em que cantou grandes sucessos que fizeram parte de sua carreira, contou com as participações de Martinho da Vila, Fundo de Quintal e Mariene de Castro. Nesse mesmo ano foi lançada, pelo selo Discoberta, a caixa com cinco CDs, "Primeiras Andanças", que documenta a primeira década (correspondente aos anos de 1965 à 1975) da carreira discográfica da cantora. Essa coletânea, produzida por Marcelo Fróes, inclui as reedições dos três primeiros álbuns de samba de sua carreira (gravados entre 1973 e 1975), e os volumes "Anos 60" e "Anos 70", com canções que a cantora gravou para os Festivais da MPB. Comandou o "Show do Trabalhador", em comemoração ao Dia do Trabalho, ao lado dos músicos Dirceu Leite (sopro), Jorge Gomes (bateria), Carlinhos Sete Cordas (violão de 7 cordas), Charlles da Costa (violão de 6 cordas), Marcio Vanderlei (cavaquinho), Paulinho da Aba (pandeiro), Marcelo Pizzott (repique), Pirulito (percussão) Chá Cha Cha (surdo) e Beloba (tantan). Este evento, realizado na Quinta da Boa Vista, contou com as participações de Nelson Sargento, Monarco e Dudu Nobre. AINDA EM 2011 recebeu uma homenagem na Academia Brasileira de Letras, sendo convidada para a “Merenda Acadêmica”, evento criado para aproximar da Academia figuras expressivas dos segmentos artísticos, empresariais, esportivos, da qual participaram, na ocasião, os imortais Marcos Vinicius Vilaça e Ana Maria Machado. Em 2012 seu disco “Nosso samba tá na rua” (2011) conquistou o prêmio de “Melhor Álbum de Samba” na 23ª edição do “Prêmio da Música Brasileira”, realizada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. O mesmo disco recebeu o “Grammy Latino” de “Melhor Álbum de Samba/Pagode”. Foi homenageada pela Velha Guarda da Mangueira com os CDs “Homenagens Vol. 1 e Vol. 2” (2012), que foram dedicados à “Madrinha” Beth Carvalho. Ainda em 2012 a gravação que fez de “O mundo é um moinho” (Cartola), foi incluída na trilha sonora da novela “Lado a Lado”, da Rede Globo. Em 2013 voltou aos palcos do Vivo Rio, no Rio de Janeiro, depois de meses hospitalizada por conta de um problema na coluna. Durante o período de internação gravou, dentro de seu quarto no hospital, participações nos CDs de sua sobrinha Lu Carvalho, do cantor Léo Russo e em um disco de inéditas de Dona Ivone Lara. Foi uma das atrações principais do Palco Santa Clara montado na Praia de Copacabana, para as comemorações do Réveillon de 2014, no Rio de Janeiro. Em 2014 apresentou o show “Ensaio aberto” no Centro Cultural João Nogueira – Imperator, no Rio de Janeiro, para a escolha do repertório do DVD que gravou ao vivo três dias depois, em show no Parque Madureira, também no Rio de Janeiro. Foi consultora de José Maurício Machiline para o roteiro do show do “Prêmio da Música Brasileira”, homenageando o Samba. Também integrou o elenco fixo da turnê do prêmio, que estreou no Theatro Municipal do Rio de Janeiro e passou pelos estados do Maranhão, Minas Gerais, Pará, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul. Participou do “Sambabook Zeca Pagodinho”, lançado nos formatos CD duplo, DVD e blu-ray pelo selo Zeca PagoDiscos/ Universal Music, em 2014. Na ocasião, interpretou “Lama nas ruas” (Almir Guineto e Zeca Pagodinho). Apresentou-se na cerimônia da 25ª edição do “Prêmio da Música Brasileira”, homenageando o gênero Samba, realizada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Na ocasião interpretou “Preciso me encontrar” (Candeia), “O sol nascerá” (Cartola e Elton Medeiros) e “Juízo final” (Nelson Cavaquinho e Élcio Soares). Participou da turnê especial da 25ª edição do “Prêmio da Música Brasileira”, em homenagem ao gênero samba. O registro do show, realizado no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, foi lançado em CD e DVD pelo selo Universal Music. Ainda em 2014 lançou o CD e DVD “Beth Carvalho ao vivo no Parque Madureira”, lançado pelo seu selo Andança em parceria com a Som Livre e o Canal Brasil. O disco incluiu sucessos que ficaram conhecidos em sua voz como “São José de Madureira” (Beto Sem Braço e Zeca Pagodinho), “Senhora rezadeira” ()Dida da Portela e Dedé, “Vou festejar” (Jorge Aragão, Dida e Neoci) e músicas inéditas em sua voz como “Estranhou o quê?” (Moacyr Luz), “Meu lugar” (Arlindo Cruz e Mauro Diniz), “Se a fila andar” (Toninho Geraes e Paulinho Rezende), “”, entre outras. Em 2015 compareceu à estreia do espetáculo em sua homenagem “Andança – Beth Carvalho, o musical”, na teatro Maison de France, no Rio de Janeiro, com texto de Rômulo Rodrigues, direção de Ernesto Piccolo e direção musical de Rildo Hora. O musical biográfico pôs em cena a trajetória dos 50 anos de carreira da cantora. Ainda em 2015 comemorou seus 50 anos de carreira em show realizado no teatro Metropolitan, no Rio de Janeiro, com 2.500 ingressos esgotados. Em 2018 apresentou-se no Rio de Janeiro, ao lado do grupo Fundo de Quintal, comemorando os 40 anos do LP “De pé no chão”, marco da consolidação do “pagode carioca”, relançado nesse ano nas plataformas digitais, em show histórico em que cantou deitada por conta dos problemas de saúde que vinha enfrentando. 

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