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Bebeto Alves

Luiz Alberto Nunes Alves
4/11/1954 Uruguaiana, RS

Dados Artísticos

Em 1974, fundou, em Porto Alegre, juntamente com Ronald Frota (violão) e Ricardo Frota (violino), o grupo Utopia, com o qual atuou no circuito universitário de shows.

Seu primeiro registro fonográfico, como autor e intérprete, ocorreu em 1978, quando participou, ao lado de outros artistas gaúchos, do LP coletivo "Paralelo 30", com suas canções "Que se pasa?" e "De banquetes e jantares".

Em 1979 e 1980, residiu em São Paulo.

Em 1981, mudou-se para o Rio de Janeiro. Nesse ano, lançou seu primeiro disco solo, "Bebeto Alves", produzido por Carlinhos Sion e tendo na base os instrumentistas do grupo Bixo da Seda. Registrou no LP suas composições "Sant'Anna do Uruguay" (c/ Luiz de Miranda), "De um bando", "Momento encantado", "Moleque do parque", "A mão e o medo" (c/ Nei Duclós), "Fogueirais", "Raiar", "Bandeira" (c/ Fernando Ribeiro), "Kraft!... Mesmo" (c/ Paulo Klein) e "Polvadeira", além de "Água" (Cao Trein). A faixa "De um bando" foi sucesso na programação da Rádio Bandeirantes FM de Porto Alegre. A canção "Kraft!... Mesmo" participou do festival "MPB Shell 81" e gerou um clip.

Em 1983, lançou o LP "Notícia urgente", gravado ao vivo em Porto Alegre, com a participação dos integrantes do grupo Cheiro de Vida. No repertório, suas canções "A, e, i, o, u", "Mágica", "Chama crioula", "Amarelua" (c/ Cao Trein), "Do azul ao rosa", "Meninos" (c/ Nelson Coelho de Castro), "Preta", "Sonhos" (c/ Paulo Machado), "433" e a faixa-título, uma rancheira-pop que rapidamente se tornou sucesso em Porto Alegre.

Em 1984, gravou o compacto simples "Quando eu chegar", produzido por Sérgio de Carvalho.

No ano seguinte, lançou o LP "Novo país", igualmente produzido por Sérgio de Carvalho e com a participação dos músicos Dadi (baixo) e Mú Carvalho (teclados), então integrantes do grupo A Cor do Som. Registrou no disco suas composições "Flash" (c/ Joe), "Gata real", "Vibrar", "Não quero esse medo", "Oh! Meu amor", "Avelã;(c/ Luiz de Miranda), "Tai-Chi-Chuan", "Será verdade" e "Novo país", além de "Por um grande amor" (Fernando Ribeiro).

Em 1986, viajou para Boston, nos Estados Unidos, onde viveu durante sete meses.

De volta ao Brasil, voltou a fixar residência em Porto Alegre. Lançou, em 1987, o LP "Pegadas", gravado ao vivo no espaço Porto de Elis. No repertório, suas composições "O sobrevivente", "Beirute", "Depois da chuva", "Um instante do teu amor" (c/ Antônio Carlos Harres) e "Pegadas", além de "Rasa calamidade" (Nelson Coelho de Castro), "Críticos" (André Oliveira e Paulo Oliveira) e "From the other side" (Cláudio Levitan). O disco, que atingiu a vendagem de 20 mil cópias, registrou a estréia da banda que viria a acompanhar o artista em outros trabalhos: Fernando Corona (teclado), Everton Pires (baixo) e Bebeto Mohr (bateria).

Em 1988, gravou o LP "Danço só e fico assim mais oriental me invento toda manhã", contendo suas canções "Inimigo oculto", "Nós não vamos dormir", "Tô", "O mapa", "O lado escuro da lua" (c/ Kledir Ramil), "Amor anfetamina", "Que se pasa?" e "Tendência", além de "Tassy" (Giba e Maria Betânia) e "Uruguaiana" (Silvio Rocha).

Lançou, em 1991, o CD "Milonga de paus", registrando suas composições "O espelho", "Não adianta mais", "Bala perdida", "Desconfiança", "Trilha sonora", "A moral da história" (c/ Kledir Ramil), "Música e letra", "Sim sim sim", em parceria com sua filha Mel Lisboa Alves, e "Bom dia!" (c/ Fernando Corona), além da faixa-título.

Ainda na década de 1990, trabalhou na área publicitária (criação e produção de jingles e trilhas) e também como produtor fonográfico, tendo sido responsável pelos discos "Luciana Pestano" (Luciana Pestano), "Compoor Cantalupe" (vários artistas interpretando obras de Lupicínio Rodrigues), "Por favor sucesso" (Glória Oliveira), "Gaucho dance music" (canções gaúchas em ritmo dance) e "Porto Reggae" (primeiro registro fonográfico de manifestações do gênero em Porto Alegre).

Lançou, em 1993, o CD "Paisagem", contendo suas músicas "Adivinhação", "Filme B", "Toque-me", "Life style", "Quanto tempo mais", "Tum, tum, tum", "Noite de verão na Pampa", "Milonga sobrenatural", "Ói nóis aqui traveiz" (c/ Fernando Corona), "Verniz", "Fragmento de sinfonia para uma mosca", "Paisagem 2", "A certeza dos feiticeiros" (c/ José Antônio Siluz), "Yolanda de Souza Nunes" e "Coisa nova", além da faixa-título.

No ano seguinte, gravou, ao lado de José Cláudio Machado, o CD "Milongueando uns troços", contendo exclusivamente obras do compositor Mauro Moraes.

Em 1997, tendo a seu lado Clóvis Boca Freire (contrabaixo) e o argentino Lúcio Yanel (violão), gravou o CD "Mandando lenha", como intérprete das canções "Chamamecero", "Milonga pra 'Loco'", "Do fundo da alma", "Com o violão na garupa", "Juntando os gravetos", "O sul por vida", "Milonga amarga", "Lavando a alma", "Mostrando a cara", "Charla de tropa", "Com cisco nos olhos", "Na ponta dos dedos", "Matando a pau" e a faixa-título, todas de Mauro Moraes. Nesse mesmo ano, apresentou-se, ao lado dos também gaúchos Totonho Villeroy, Nelson Coelho de Castro e Gelson Oliveira, no Teatro Renascença, em Porto Alegre. O espetáculo foi contemplado com o Prêmio Açorianos, na categoria Melhor Show do Ano, e gerou o disco "Juntos ao vivo", lançado em 1998, no qual foram incluídas suas canções "Depois da chuva (Aprés la pluie)" e "Sinal dos tempos", ambas com Totonho Villeroy, "Pedra da memória" (c/ Nelson Coelho de Castro, Totonho Villeroy e Gelson Oliveira), "Mais uma canção" (c/ Fernando Corona) e "De um bando", além de "Literatura brasileira" e "Tempo ao tempo", ambas de Gelson Oliveira, "Vim vadiá" e "Verniz da madrugada", ambas de Nelson Coelho de Castro, "Salve-se quem souber" (Paul de Castro, Sergio Rezende e Gelson Oliveira), "Armadilha" (Dedé Ribeiro e Nelson Coelho de Castro), "Janela do tempo" (Totonho Villeroy) e "Don Vicenzo Loco" (Gastão Villeroy e Totonho Villeroy). O CD foi contemplado com o Prêmio Açorianos, nas categorias Melhor Disco do Ano e Melhor Disco de MPB. Os quatro artistas fizeram, em seguida, apresentações na Europa (França, Áustria e Alemanha) e América Latina (Argentina e Uruguai).

Em 1999, gravou o CD "Milongamento", mais uma vez registrando exclusivamente obras de Mauro Moraes: "Camperiando", "Milonga do meu assado", "Ponteio de prosa", "Sobra-cavalo", "Lástima", "Amoroso", "Em cima do laço", "Pegando nos arreios", "A troco de nada", "Fronteira oeste", "O galpão na globalização", "Atando o cavalo" e "Matungos", além da faixa-título.

Participou, ao lado dos também gaúchos Vítor Ramil, Totonho Villeroy, Hique Gomes e Leonardo Ribeiros, do CD "Porto Alegre canta tangos". O disco, gravado Buenos Aires, com músicos locais, foi lançado na Argentina em 2000. Por causa desse projeto, os artistas viajaram a Roma, onde se apresentaram no Teatro Nazzionale, ao lado de importantes artistas argentinos, como Adriana Varela e outros. Participou, em seguida, do Festival de Sanary, na Côte D´Azur, e do Festival Brasil 2000, em Viena. Também nesse ano, lançou o CD "Bebeto Alves y la milonga nova", contendo suas composições "Que bom" e "Rei e rainha", ambas com Fernando Corona, "Num primeiro dia", "Retoque", "Festa dos caranguejos", "Ão" (c/ Nelson Coelho de Castro), "Um pouco mais", "O homem invisível", "O teu poder", "12 milongas" (c/ Luiz de Miranda), "Na hora do sol", "A fome", "Homens", "Olhos vagabundos" e "Rodar, rodar, rodar".

De 2000 a 2002, exerceu o cargo de diretor do Instituto Estadual de Música, durante a gestão petista do governador Olívio Dutra. Nessa função, desenvolveu projetos como o "Roda Som", com shows em palcos móveis pelas cidades do Rio Grande do Sul, além de programas televisivos e radiofônicos.

Em 2002, lançou, com Nelson Coelho de Castro, Bebeto Alves, Totonho Villeroy e Gelson Oliveira, o CD "Juntos Dois- Povoado das Águas", contendo suas composições "Una loca tempestad" e "Etnicpunklingua", ambas com Totonho Villeroy), "Povoado das águas" (c/ Totonho Villeroy, Gelson Oliveira e Nelson Coelho de Castro), "A descoberta", "Linda menina", "Em obras" e "Noite meridional" (c/ Gelson Oliveira), além de "Sinais de fumaça", "Tocar-te" e "Dona Sebastiana", todas de Nelson Coelho de Castro, "No balanço do Bedeu" e "O que eu sei já de cor", ambas de Totonho Villeroy, "Um samba ao vento" (Gelson Oliveira), "Pialo de sangue" (Raul Ellwanger) e "Entre quatro paredes" (Gelson Oliveira e Colombo Cruz).

No Teatro, compôs trilhas sonoras para as peças "Maria Decapitada" (monológo da atriz Renata de Lélis, do grupo Teatro Íntimo) e "Mehrda Presidentas", ambas de Camilo de Lélis, e "Salomé Degolada", de Renata de Lélis. Participou, como ator e cantor, da peça "Jacobina", de Camilo de Lélis.

No Cinema, participou da trilha sonora do longa-metragem "Neto perde a sua alma", de Tabajara Ruas e Beto Souza, com sua canção "Milonga de guerra". O filme foi contemplado, no Festival de Gramado, com o prêmio Kikito, na categoria Melhor Trilha Sonora. Participou, como ator e compositor, do curta-metragem "Dedos de pianista", de Paulo Nascimento.

Participou da minissérie "A hora do Louva-a-Deus" (Canal Brasil), como compositor, diretor musical e ator.

Em 2004, assumiu o cargo de Secretário de Cultura de Uruguaiana. Nesse mesmo ano, lançou o CD "Blackbagualnegovéio", contendo suas composições "O trânsito", "Por la frontera", "Nego véio", "O fim do dia", "Nem aqui nem em lugar nenhum", "Solaris", "Canos", "Manhãs", "Pôr-do-sol", "Epílogo, "Don't", "Noite azul" e a faixa-título, além de "Paint it black" (Mick Jagger e Keith Richards). Nesse mesmo ano, sua canção "Uma louca tempestade" (c/ Totonho Villeroy), em gravação de Ana Carolina, foi incluída na trilha sonora da novela "Senhora do destino" (Rede Globo). Ainda em 2004, lançou o CD "Mais uma canção", registrando suas músicas "Ói nóis aqui traveiz" e a faixa-título, ambas com Fernando Corona, "O homem invisível", "Depois da chuva","Milonga de paus", "Tum Tum Tum", "A descoberta", "Que se pasa?" e "O lado escuro da lua" (c/ Kledir Ramil), além de "Em cima do laço" e "Chamamecero", ambas de Mauro Moraes, "Vidro nos olhos" (Luis Carlos Borges e Aparício Silva Rillo) e "Malena" (H. Manzi e L. Demare). O disco contou com a participação de Yonara Karan e DJ Bixiga (na faixa "Depois da chuva"), Gelson Oliveira e Totonho Villeroy (na faixa "A descoberta") e Kledir Ramil (na faixa "O lado escuro da lua)". Também nesse ano, foi lançado pelo selo UPA o CD "Voltas", a partir da recuperação de uma fita K7 com o registro de um show realizado no ano de 1977, no Instituto de Artes do Rio Grande do Sul, onde se apresentou ao lado de Carlinhos Hartlieb, Cao Trein, De Santana e Everton Pires. Ainda em 2004, participou do "Projeto Pixinguinha", ao lado de André Abujamra, Alzira Espíndola e o grupo Bangalafumenga, apresentando-se em Brasília, Terezina, São Luiz, Belém, Macapá, Santarém, Manaus e Boa Vista. A caravana foi escolhida, em 2005, para realizar show no Espaço Brasil do Carreau du Temple, em Paris, como parte das comemorações do Ano do Brasil na França.

Em 2005, a ULBRA (Universidade Luterana do Brasil) lançou uma caixa com oito CDs contendo gravações dos espetáculos com a sua orquestra, nos quais constam sua participação, ao lado de outros artistas, como Nei Lisboa, Papas da Língua, Edu Lobo, Nenhum de Nós, Kleiton e Kledir, Vítor Ramil, Jerônimo Jardim e Yamandú Costa, entre outros.

Teve canções gravadas por Ana Carolina, Tânia Alves, Kleiton & Kledir ("433" e "O lado escuro da lua", esta última em parceria com Kleiton Ramil), Belchior, Ednardo, Totonho Villeroy ("Ruas" e "Sinal dos tempos, parcerias de ambos), Eliana Printes, Marisa Rotemberg, Beth Lamas e Loma, entre outros.

É um dos fundadores da Coompor (Cooperativa dos Músicos de Porto Alegre).

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