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Banda do Corpo de Fuzileiros Navais



Dados Artísticos

Composta por 120 militares, é considerada uma das maiores bandas marciais do mundo. Sua origem remonta a 1808, quando da chegada da Família Real Portuguesa ao Rio de Janeiro. Por ocasião do desembarque da Corte, a Brigada Real da Marinha, origem do Corpo de Fuzileiros Navais, realizou um aplaudido espetáculo musical. Entre seus regentes estão nomes como os de Francisco Braga, autor do "Hino à bandeira", Eleazar de Carvalho, Florentino Dias e Osvaldo Cabral. As primeiras gravações da banda ocorreram em 1926, quando gravou, pela Odeon, uma série de seis discos, contando com os hinos "Hino Nacional Brasileiro", de Francisco Manoel da Silva e Osório Duque Estrada; "La Marseillese", de R. de Lisle, e "A portuguesa", de A. Keil, além dos dobrados "Quatro dias de viagem", de autor desconhecido; e "Alexandre Veloso" e "As mãos", de A. R. de Jesus. Em 1929, a Banda lançou, pela Victor, nova gravação do "Hino Nacional Brasileiro", e registrou a "Marcha dos guerreiros", de A. R. de Jesus. Em 1931, a Banda gravou mais três discos, interpretando o cateretê "Sertanejo apaixonado", de Juvêncio Junior; o maxixe "Oh! Meu São João", de A. R. de Jesus; a "Marcha das trincheiras", de A. R. de Jesus; os dobrados "Adeus calafate", de J. Nascimento, e "Satanás", de Francisco Braga, e a marcha "Os navais em marcha", de J. Nascimento. Em 1942, lançou, pela Columbia, o dobrado "Canção do soldado", de Ulisses Sarmento e Cícero Braga, as marchas "Na vanguarda", de L. C. da Silveira e João de Camargo, e "Avante camaradas", de Antônio do Espírito Santo, e "Fuzileiros Navais", o canto de guerra dos Fuzileiros Navais, de Thiers Cardoso. Em, 1954, gravou, pela Continental, a marcha "Aí vem a marinha", de Moacir Silva e Lourival Faissal, em disco que trazia no lado A, a cantora Emilinha Borba, então conhecida como "A Favorita da marinha", interpretando a mesma marcha. Nessa época, a banda era regida pelo maestro Osvaldo Cabral. Em 1958, a banda lançou LP, pelo selo Rádio, com a interpretação das músicas "Salve fuzileiros" e "Alvorada", de Osvaldo Cabral; "Velhos camaradas",de C. Telke; "Bandeira americana", de Souza; "Sambre et Meuse", de Ransky; "Quand Madelon", de C. Allier e C. Robert; "Cisne branco", de Antônio Manuel do Espírito Santo; "Batista de Melo", de Manoel Alves; "Barão do Rio Branco", de Francisco Braga, e "Na vanguarda", de Luis Cândido da Silveira. Em 1959, ainda regida pelo maestro Osvaldo Cabral, gravou, pela RCA Victor, a "Canção do marinheiro", também conhecida como "Cisne branco", de A. M. Espírito Santo, e o dobrado "Flamengo", de Osvaldo Cabral. Em 1960, a banda participou da trilha sonora do filme "Matemática zero... Amor dez", dirigido por Carlos Hugo Christensen, no qual interpretou as marchas "On the Button" (Nº5), de J. J. Donnelly e V. L. Mott; "The Thunderer", de J. P. Souza, J. J. Donnelly e V. L. Mott, e a "Marcha dos Fuzileiros Navais", de Luis Cândido da Silveira. Em 1961, gravou, pela Copacabana, com participação de coro, o "Hino ao Presidente", de Joubert de Carvalho e Ari Kerner V. de Castro, e a "Marcha da vitória", de Joubert de Carvalho, ambas em homenagem ao Presidente Jânio Quadros, recém eleito. Em 1963, em pleno sucesso da bossa nova, foi lançado, pela Polydor, o LP "Parada Bossa Nova - Banda do Corpo de Fuzileiros Navais", no qual foram interpretadas as músicas "A felicidade", "Chega de saudade" e "Janelas abertas", de Tom Jobim e Vinícius de Moares; "Samba de uma nota só" e "Desafinado", de Tom Jobim e Newton Mendonça; "O pato", de Jaime Silva e Neusa Teixeira; "Chora tua tristeza", de Oscar Castro Neves e Luverci Fiorin; "Canção que morre no ar", de Carlos Lyra e Ronaldo Bôscoli; "Dindi", de Tom Jobim e Aloysio de Oliveira; "Samba triste", de Baden Powell e Billy Blanco; "Ho-bá-lá´lá", de João Gilberto, e "O barquinho", de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli. Em 1971, foi lançado pela Todamérica o LP "Frevos - Banda do Corpo de Fuzileiros Navais", com a interpretação dos frevos "Armstrong na Apolo", de Nelson Ferreira; "Volúpia", de Alcides R. Amaral; "Voltando às raízes" e "É de maciota", de Guio de Morais; "Tiro de meta", de João Baptista de Moraes; "Caminheiro", de Dewett Cardoso; "OH Blea", de Capiba; "Recordando o ingá" e "Mayrinkianos", de Cazuzinha; "Tá fervendo", de David Vasconcelos; "Jane", de Guedes Peixoto, e "Tá pegando fogo", de Herman Barbosa. Além de apresentações em quase todos os estados brasileiros, a banda também já se apresentou em diferentes países.

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