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Avena de Castro

Heitor Avena de Castro
7/12/1919 Rio de Janeiro, RJ
11/7/1981 Brasília, DF

Dados Artísticos

Considerado o único citarista popular do Brasil iniciou a carreira artística em 1937, apresentando-se como solista ou então em duo com o irmão, em salas de concerto do Rio de Janeiro e em outros estados. Na década de 1950, tornou-se concertista de cítara com um repertório especializado, além de autor de transcrições de obras de compositores eruditos como Chopin e Bach. Fez também transcrições para cítara de obras de Ernesto Nazareth, passando então a interessar-se pelo choro. Na década de 1950, passou a atuar como concertista na Orquestra do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, e ingressou na Orquestra da Rádio Nacional. No mesmo período, assinou também contratos com as Rádios Jornal do Brasil e Roquette Pinto. Gravou seu primeiro disco em 1953, pela gravadora Copacabana interpretando na cítara o fox "Meet Mr. Callagaan", de Eric Spears, e o samba-canção "Falando-te", de sua autoria. No mesmo ano, gravou a valsa "Abismo de rosas", de Canhoto, e a toada-canção "Do sorriso das mulheres nasceram as flores", de Eduardo Souto. Em 1954, gravou em interpretação de cítara a toada-canção "Minha terra", clássico de Valdemar Henrique, o fox-trot "Que tal?" e o choro "Malemolente", de sua autoria, e o choro "Sururu na cidade", e as valsas "Branca" e "Tardes de Lindóia", de Zequinha de Abreu. No ano seguinte, gravou duas obras de Altamiro Carrilho, o baião "Elegante" e o samba "Viva o samba", além dos baiões "Corridinho no baião", parceria com Píndaro T. Galvão, e "Sonho oriental", de Píndaro T. Galvão. Em 1956, gravou de Antenógenes Silva e Edmundo Luz, a valsa "Saudade de Ouro Preto", e de Píndaro Galvão o bolero "Pensando em ti". No ano seguinte, gravou o choro "Chorando baixinho", de Abel Ferreira e a valsa "Paquetá", de sua autoria. Em 1959, gravou pela Continental em interpretação de cítara a canção "Luar de Paquetá", de Freire Junior e Hermes Fontes, e o tango "Despertar da montanha", de Eduardo Souto. Em 1960, participou da coletânea natalina "Natal de paz... Natal de amor - Orquestra e coro Continental", da gravadora Continental, na qual interpretou na cítara as canções "Noite feliz", de Franz Gruber, e "Pinheirinho de Natal", "Jingle bells" e "Adeste Fidélis", temas tradicionais. Em 1962, foi recebido juntamente com Jacob do Bandolim e o conjunto Época de Ouro pelo presidente João Goulart no Palácio do Planalto em Brasília. Em 1969, gravou pela RCA Victor o LP "Avena de Castro relembra Jacob Bittencourt;" homenagem ao bandolinista Jacob do Bandolim e lançado somente após a morte de Jacob ocorrida em agosto daquele ano. Esse disco contou com a participação de Jacob do Bandolim, em sua última gravação, na faixa "Três estrelinhas", de Anacleto de Medeiros. Foram gravadas nesse disco as composições "Ternura", "De coração a coração", "La duchesse", "Doce de côco", "Eu e você", "Bole-bole", "Migalhas de amor", e "Vibrações", todas de Jacob Bittencourt, além de "Papo de anjo", e "Evocação de Jacob", de sua autoria, essa última, uma homenagem a Jacob do Bandolim composta dias após a morte do mesmo. Gravou pela Copacabana o LP "Uma cítara no samba" e pela Masterplay o LP "De Castro toca e você dança". Em 1970, o instrumentista Toquinho regravou em disco RGE o choro "Evocação a Jacob". Em 1973, teve os choros "Cordas românticas", com Waldir Azevedo, "Sábado à tarde" e "Quando fala o coração" gravados no LP "Nosso encontro com Waldir Azevedo" lançado pela Musicolor/Continental. Em 1974, o choro "Queixumes" foi gravado por Déo Rian no LP "Choros de sempre". Dois anos depois, o choro "Evocação a Jacob" foi regravado pelo conjunto Época de Ouro no LP "Clube do choro", mesmo ano em que seria também regravada pelo instrumentista Joel Nascimento no LP "Chorando pelos dedos" em LP da Coronado/EMI-Odeon. Em 1977, no LP "Os carioquinhas no choro" lançado pela Som Livre pelos instrumentistas Luciana Rabello, Raphael Rabello e Maurício Carrilho teve gravado o choro "Fala clari". Em 1978, fundou juntamente com  Reco do Bandolim, Waldir Azevedo, Pernambuco do Pandeiro, Bide da Flauta e Jaime Ernest Dias, o Clube do Choro de Brasília do qual foi o primeiro presidente. Nesse ano, no LP "Lamento de um cavaquinho", lançado por Waldir Azevedo na gravadora Continental teve incluído o choro "Lamento de um cavaquinho". Também no mesmo ano, apresentou-se Planetário da Gávea, no Rio de Janeiro, como convidado de Gerson Ferreira Pinto na série de quatro shows organizados pelo mesmo a convite da Secretaria de Cultura do Município. Em 1989, seu choro " O'Ki Kirias" foi gravado por Reco do Bandolim e Choro Livre em disco relançado depois pela gravadora Kuarup. Em 1991, teve os choros "Quando fala o coração", "Papo de anjo" e "Divina flauta" incluídas no disco "Chorando Callado 2", lançado pelo selo FENAP em homenagem ao instrumentista Joaquim Callado. Em 1997, no disco "Raphael Rabello e Armandinho - Em concerto", gravado na Spotlight Records pelos instrumentistas Armandinho e Raphael Rabello teve incluído o choro "Evocação a Jacob".  Em 1999, teve o choro "Doce enlevo", parceria com Hamilton Costa, gravado por Gilson Peranzzetta e Sebastião Tapajós no CD "Do meu gosto". Nesse disco, foi homenageado com a faixa instrumental "Infinito", de Hamilton Costa e Richard Franco. Em 2000, no CD "Luciana Rabello" lançado pela instrumentista Luciana Rabello pela Acari Records teve gravado o choro "No balanço da Luciana". Sua composição mais conhecida é o choro "Evocação a Jacob", concebido segundo ele menos com uma homenagem e mais como se fosse uma interpretação do próprio Jacob do Bandolim. Com sua mudança para Brasília seu envolvimento com a  música popular cresceu, especialmente a partir do choro. Foi também grande divulgador do choro na cidade de Brasília, além de organizador do movimento musical na capital brasileira.

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