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Arthur Verocai

Arthur Côrtes Verocai
17/6/1945 Rio de Janeiro, RJ

Dados Artísticos

Em 1966, teve gravada pela primeira vez uma música de sua autoria, "Olhando o mar" (c/ Ronaldo Cysne), por Leny Andrade, no LP "Estamos aí". Dois anos depois participou, como compositor, do Musicanossa, evento que reunia compositores e intérpretes em apresentações realizadas no Teatro Santa Rosa (RJ). Participou do LP que registrou o evento, com suas canções "Madrugada", gravada por Magda, e "Novo amanhã", gravada por Mariá, ambas compostas em parceria com Paulinho Tapajós. Ainda em 1968, formou-se em Engenharia Civil pela PUC-Rio.  Participou, como compositor, dos seguintes festivais de música:  1968: Festival Universitário de Música de Porto Alegre, classificando as canções "Lá vem ela" e "Tá na hora", ambas interpretadas por Beth Carvalho, e "Minha chegada", interpretada por Eduardo Conde, todas com Paulinho Tapajós, além de "Domingo antigo" (c/ Arnoldo Medeiros), também interpretada por Beth Carvalho, classificada em 4º lugar;  1968: Festival de Niterói, com a canção "Rosa menina" (c/ Paulinho Tapajós);  1968: Festival Universitário do Rio de Janeiro, com "Um novo rumo" (c/ Geraldo Flach), interpretada por Elis Regina,  e "O quarto poder" (c/ Arnoldo Medeiros), interpretada por Maria Creuza;  1968: Festival Internacional da Canção, com "Saudade demais" (c/ Paulinho Tapajós), interpretada por O  Quarteto;  1969: Festival Universitário do Rio de Janeiro, com "A menina e a fonte" (c/ Arnoldo Medeiros), interpretada pelos Golden Boys;  1969: Festival Universitário do Rio Grande do Sul, com "Nas águas desse mar" (c/ Arnoldo Medeiros), interpretada por Luiz Fernando Werneck;  1969: Festival Internacional da Canção, com "Bem-te-vi" (c/ Arnoldo Medeiros), interpretada por Dorinha Tapajós e o Grupo Mineiro.  Iniciou sua carreira profissional de músico e arranjador em 1969. Assinou a direção musical do show "É a maior", com Marlene, atuando também como guitarrista. Nesse mesmo ano, escreveu seus primeiros arranjos para orquestra, apresentados nos Festivais Universitários de Porto Alegre (RS) e no Festival da Record (SP). Atuou como arranjador em discos e apresentações em televisão de Ivan Lins, O Terço, Jorge Bem (hoje Jorge Benjor), Elizeth Cardoso, Gal Costa, Erasmo Carlos, Quarteto em Cy, MPB-4, Célia, Guilherme Lamounier, Nélson Gonçalves e Marcos Valle, entre outros. Participou do show "A vida de Braguinha", ao  lado de Elizeth Cardoso, Quarteto em Cy, MPB-4 e Sidney Magal, atuando como diretor musical, maestro e condutor da orquestra.  Em 1970, classificou-se em segundo lugar no Festival de Juiz de Fora (MG), com "Clara" (c/ Paulinho Tapajós), defendida por Evinha. Nesse mesmo festival, escreveu o arranjo da canção classificada em 1º lugar no evento, "Velhas histórias" (Renato Corrêa e Gutenberg Guarabyra), interpretada pelo grupo O Terço. Na década de 1970, foi contratado pela TV Globo, atuando como diretor musical e arranjador nos programas "Som Livre Exportação", "Chico City" e "A grande família", e em trilhas incidentais e temas de abertura de novelas. Em 1972, gravou seu primeiro disco solo, "Arthur Verocai". Ingressou na música publicitária, criando e produzindo fonogramas para clientes como Brahma, Fanta, Petrobras, Sul América, Souza Cruz e Shell, entre outros. Foi contemplado com prêmios Colunistas em Publicidade, por trabalhos realizados para o sorvete Sem Nome (campanha de lançamento), Petrobras (jingle da Copa do Mundo de 1994) e Linha Vermelha (campanha de inauguração). Participou, como instrumentista e arranjador, do songbook de Dorival Caymmi e, como instrumentista, do songbook instrumental de Tom Jobim (na faixa "Tide).  De 1983 a 2001, foi proprietário do Estúdio V/Casa do Som. Em 2002, lançou o CD "Saudade demais", contendo suas composições "Verão à toa" (c/ João Luiz Magalhães), "Isabel", "Madrugada" (c/ Paulinho Tapajós), "Balada 45", "Sem Theresa", "Seja feliz" (c/ José Luiz Magalhães), "Saudade demais" (c/ Paulinho Tapajós), "Um novo rumo" (c/ Geraldo Flach), "Guanabara" (c/ Aldir Blanc), "Nós cariocas" (c/ Claudio Guimarães),"Posto 6" e "Esse Rio" (c/ Sérgio de Paula). Assinou a produção produção musical e os arranjos, e foi responsável pelos violões e guitarras, tendo a seu lado Sanny Alves (voz) e os músicos Raul de Souza (trombone), Toninho Horta (violão), Sizão Machado (baixo fretless), Itamar Assiere (teclados), Rubinho (bateria), Robertinho Silva (bateria), Vitor Bertrami (bateria), Marcio Montarroyos (trompete), Widor Santiago (sax tenor), Zé Bigorna (sax alto), Bidinho (trompete), André Neiva (baixo elétrico), João Rebouças (teclados), Maurício Almeida (baixo elétrico), Marcelo Salazar (percussão), Ricardo do Canto (contrabaixo) e Paulo Guimarães (flauta em C e flauta em G). O disco registra, ainda, a participação do baixista Luizão Maia nas faixas "Posto 6" e "Nós cariocas", gravadas em 1993, e apresenta, pela primeira vez, duas letras assinadas pelo próprio músico: "Sem Theresa" e "Isabel".  Em 2003, seu LP "Arthur Verocai" (1972) foi lançado em CD pela Ubiquity Records. Lançou, em 2008, pelo selo inglês Far Out, o CD "Encore", com 11 faixas instrumentais e até esse ano inédito no Brasil. Assinou os arranjos dos CDs “Nove”, de Ana Carolina, e “Feito pra acabar”, de Marcelo Jeneci. Em 2009, apresentou-se no “Timeless Festival”, realizado no Charles and Herriet Luckman Complex of Arts de Los Angeles, regendo grande orquestra. No repertório, composições registradas em seus discos e algumas inéditas. O concerto foi gravado ao vivo e lançado em DVD, no ano seguinte, sendo exibido nos Estados Unidos e também no Rio e em São Paulo, em 2011. Por este trabalho, foi contemplado com o quinto lugar nas categorias Melhor Arranjador de Jazz e Melhor DVD de Jazz, no site “Jazz Station – Arnado DeSouteiro’s Blog”. Em 2011, apresentou-se no Sesc Pinheiros (SP), com uma orquestra composta por 36 músicos. O espetáculo contou com a participação especial de Danilo Caymmi, Marcelo Jenecí, Célia, Carlos Dafé, Clarisse Grova, Jurema Candia e Nivaldo Ornelas. Constam da relação dos intérpretes de suas canções artistas como Elis Regina, Beth Carvalho, MPB-4, Leny Andrade, Eduardo Conde, Mariá, Magda, Quarteto 004, Milton Banana Trio, Evinha, Claudette Soares, Taiguara, Vania Carvalho, Paulinho Tapajós e Ivan Lins, entre outros. Em 2016, pelo Selo Sesc, lançou o CD “No voo do urubu”, no qual contou com as participações especiais de Mano Brown na faixa “Cigana” (c/ Mano Brown); Danilo Caymmi cantando “Oh, Juliana”; Lu Oliveira em “Minha terra tem palmeiras” (c/ Paulinho Tapajós); Vinicius Cantuária em “A outra”; Criolo em “O tambor” (c/ Criolo) e Seu Jorge interpretando a faixa-título “No voo do urubu”, além do próprio Arthur Verocai cantando “O tempo e o vento”, e regendo, também executando, as instrumentais “Snake eyes”, “Na malandragem” e “Desabrochando”. O show de lançamento ocorreu no palco do Sesc Pinheiros. Do texto de apresentação do CD, escrito por Ruy Castro, destacamos o seguinte trecho: “Numa música popular tão carente de cordas e metais, como a nossa, ele nos serve fartas porções de ambos. Em outros tempos, a faixa No Voo do Urubu, com sua vibrante enumeração de postais do Rio, tocaria dia e noite no rádio, e a belíssima Minha Terra Tem Palmeiras, com letra do falecido Paulinho Tapajós, logo seria elevada à categoria de clássico. Mas como vivemos na vida real, resta-nos o privilégio de sermos os poucos e felizes a poder escutar essas grandes canções” No ano seguinte, em 2017, no SESC Ginástico, no Rio de Janeiro, fez show de lançamento do disco, desta vez com as participações especiais de Criolo, Lu Oliveira, Paula Santoro, Mano Brown, Carlos Dafé e Elza Maria, acompanhados por uma orquestra regida pelo próprio maestro e compositor. Neste mesmo ano o espetáculo foi levado para o palco do "Festival Red Bull Music Academy", apresentado na Praça da Sé, centro de São Paulo.

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