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Andre Mehmari

André Ricardo Mehmari
22/4/1977 Niterói, RJ

Dados Artísticos

Em 1995, fez o primeiro concerto com composições próprias no Festival Internacional Música Nova, em Ribeirão Preto.

Recebeu duas vezes o Prêmio Nascente (USP/Editora Abril), na categoria Música Popular-Composição: em 1995, com os temas "De sol a sol" e "Capim seco", e em 1997, na categoria Música Erudita-Composição, com "Cinco peças para quatro clarinetes e piano", dedicada ao grupo de câmara Sujeito a Guincho.

Em 1998, venceu, ao lado do contrabaixista Célio Barros, a primeira edição do Prêmio Visa de MPB Instrumental. Tocando piano, flauta, violão, clarinete, sinth, piano Rhodes, viola, violino e percussão, lançou, nesse mesmo ano, ao lado de Célio Barros (contrabaixo acústico, baixolão e guitarra), o CD "Vencedores do I Prêmio Visa de MPB Instrumental", gravado no Teatro Cultura Artística logo após a conquista do prêmio. O disco contou com a participação do baterista Sérgio Reze (sendo o primeiro registro do trio com o qual viria a atuar em seguida), além de Renato Martins (pandeiro e caxixi) e Luca Raele (clarinete). No repertório, suas composições "Prólogo" e "Epílogo", ambas com Célio Barros, "Retrospecto", "Uma valsa em forma de árvore", "Chorando mas se divertindo", "Paulicéia", "Pirão de leite" e "Noturno", além de "Corcovado" e "Desafinado", ambas de Tom Jobim, "Folhas secas" e "Duas horas da manhã", ambas de Nelson Cavaquinho, "A paz" (João Donato e Gilberto Gil), "Joana Francesa" (Chico Buarque), "Passaredo" (Chico Buarque e Francis Hime), "Loro" (Egberto Gismonti), "San Vicente" (Milton Nascimento), "Ponta de areia" (Milton Nascimento e Fernando Brant), "De frente pro crime" (João Bosco), "Luz do sol" (Caetano Veloso), "Tico-Tico no Fubá (Full Bach)" (Zequinha de Abreu) e "Manhã de Carnaval" (Luis Bonfá). Nesse mesmo ano, lançou, com Célio Barros e Sérgio Reze, o CD "Odisséia", contendo as faixas "Abertura", "Pavana", "Crescente", "Concerto triplo", "Kãn-kãn", "Cantiga", "Degelo", "Saudade", "Odisséia" e "Odisséia II", todas criadas a partir da livre improvisação do trio. Ainda em 1998, participou, como co-autor e pianista, do disco-balé "Soprador de vidro", de Gil Jardim, tendo uma composição de sua autoria interpretada por Milton Nascimento.

Na área erudita, criou cinco arranjos para o espetáculo "Cinema em concerto", da Orquestra Experimental de Repertório, realizado no Teatro Municipal de São Paulo em 1998. Compôs "Quase uma suíte", para cordas, inspirada no livro de contos "Objecto quase", de José Saramago, obra executada pela primeira vez pela Orquestra Sinfônica da Universidade de São Paulo (Osusp), também nesse ano. Outras composições próprias nessa área são "Sonata para flauta e piano", "Uma sonata de 3 poemas", para violino e piano, "Música Noturna e Aurora", para quinteto de cordas, e "Dobrado", para quinteto de clarinetes.

Em 1999, participou do Festival de Inverno de Campos do Jordão, atuando como solista ao lado da Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo. Nesse mesmo ano, compôs e gravou a música do balé "Sete", produzido pela Companhia Paulista de Dança, inspirado em textos de Nelson Rodrigues. Venceu o concurso nacional de composição "Sinfonia para Mário Covas" com sua "Sinfonia Elegíaca".

Compôs, a convite da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo, "Enigmas para contrabaixo e sopros", para o concerto realizado em 2000 em comemoração dos dez anos de trajetória do grupo. Também nesse ano, compôs uma peça para o concerto especial da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) com a Banda Mantiqueira, sob regência de John Neschling, registrado em CD. Ainda em 2000, participou, como pianista e arranjador, do Heineken Concerts, ao lado de Mônica Salmaso, Nailor Proveta, Rodolfo Stroeter, Tutty Moreno e Toninho Ferragutti.

Em 2001, lançou, com Célio Barros e Sérgio Reze, o CD "Improvisos", com temas criados e registrados livremente pelos três músicos em uma única sessão de gravação: "Cristais", "Minas", "Cordilheira", "Excêntrica", "Atlântico", "Revelação" e "E o sertão?".

Lançou, em 2002, o CD "Canto", seu primeiro disco solo, executando, além do piano acústico, mais 23 instrumentos: sinth, órgão, acordeon, escaleta, piano Rhodes, viola, violino, violoncelo, rabecas, clarinete, flautas, viola caipira, violão, violão de aço, violão baixo, baixo acústico, baixo elétrico, guitarra, bateria, cavaquinho, kalimba e percussão. Gravado e mixado em seu "home estudio", o CD registra sua voz em algumas faixas. A capa contém fotos dos instrumentos produzidas pelo próprio artista. No repertório, suas composições "Prelúdio (Esperança)", "Canto primeiro", "Valsa romântica" (sobre poema de Manuel Bandeira), com a participação especial do cantor Tiago Pinheiro, "Choro da contínua amizade", "Canção sem palavras", "Miniatura", "Canto das Geraes", "Choro turco", "Farewell" e "Bis", além de "Cais" (Milton Nascimento e Fernando Brant) e "Mulé Rendera (Mulher Rendeira)" (folclore).

Em 2003, venceu o concurso nacional de composição "Camargo Guarnieri", promovido pela Orquestra Sinfônica da USP, com a composição "Omaggio a Berio", baseada na música do compositor italiano Claudio Monteverdi (1567-1643).

Em 2004, compôs "Sarau pro Vadico", fantasia para orquestra sinfônica e quinteto de clarinetes, a partir de temas do compositor paulistano Oswaldo Gogliano (Vadico), que estreou no Theatro Municipal de São Paulo, com a Orquestra Experimental de Repertório, sob regência de Jamil Maluf, por ocasião do aniversário de 450 anos da cidade. Também nesse ano, lançou "Lachrimae", nos formatos CD e Super Audio CD, com a participação de Mônica Salmaso (voz), Dimos Goudaroulis (violoncelo), Luca Raele (clarinete), Célio Barros (baixo acústico), Zé Alexandre Carvalho (baixo acústico), Rogério Boccato (bateria) e Sérgio Reze (bateria e percussão). No repertório, suas composições "Eternamente", em versões trio, duo e solo, "Canto primeiro", "Uma valsa em forma de árvore", "Segundo tema" e a faixa-título, além de "Dindi" (Tom Jobim e Aloysio de Oliveira), "Só louco" (Dorival Caymmi), "Francisco" (Milton Nascimento), "Amor perfeito" (Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito), "Passarinhadeira" (Guinga e Paulo César Pinheiro), "Pra dizer adeus" (Edu Lobo e Torquato Neto) e "Carinhoso" (Pixinguinha e João de Barro). Ainda em 2004, participou, ao lado de Ná Ozzetti, da série de shows "Piano e Voz", promovida pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Em 2005, lançou, em duo com Ná Ozzetti, o CD "Piano & Voz", contendo sua canção "Vôo da bailarina" (c/ Cristina Saraiva) e músicas de Pixinguinha ("Rosa"), Caetano Veloso ("O ciúme"), Dante Ozzetti e Luiz Tatit ("Nosso amor"), Zé Miguel Wisnik e Paulo Neves ("Pérolas aos poucos"), Nelson Cavaquinho ("Luz negra") e Tom Jobim ("Gabriela"), entre outras.

Ao longo de sua carreira, participou, como instrumentista, dos CDs "Children’s Songs" (1997) , "Soprador de vidro" (Gil Jardim, 1998), "Forças d’alma" (Tutty Moreno, 1999), "Sujeito a guincho" (Klarinettemaschine, 1999), "Tenho saudade" (Carmina Juarez, 2000), "André Hosoi and Group" (2000), "Genuinamente Brasileiro" (Tom Jobim, 2000), "Cole Porter e George Gershwin - Versões e canções" (2000), "Tudo bonito" (Joyce e João Donato, 2001), "Áfrico - Quando o Brasil resolveu cantar" (Sérgio Santos, 2002), "Pescador da lua" (Rafael Altério, 2003), "Sérgio Santos" (2004), "Tiago Pinheiro" (2004), "Iaiá" (Mônica Salmaso, 2004), "Magno Alexandre" (2004), "3 Canções de Jobim" (CD do livro homônimo, de Arthur Nestrovski, Luiz Tatit e Lorenzo Mammi, 2004).

Vem se apresentando em trio, em concertos de piano solo e em duo com as cantoras Mônica Salmaso e Ná Ozzetti, além de escrever regularmente arranjos para a Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo e para solistas. Tem composições executadas por orquestras e grupos de câmara brasileiros.

Em 2011, foi contemplado com o Prêmio da Música Popular Brasileira, na categoria Melhor Álbum/Instrumental, pelo CD “Gismonti/Pascoal – A música de Egberto e Hermeto”, lançado em parceria com o bandolinista Hamilton de Holanda.

Tocando vários instrumentos, lançou, em 2011, o CD duplo “Canteiro”, interpretando, pela primeira vez, algumas de suas canções com letras de vários parceiros: “O cântico dos quânticos”, “Cruce”, “Desalvorada”, “Amor da terra”, “Pra amada imortal” e “Festa dos pássaros”, todas com Bernardo Maranhão, “Baião de reza”, “Última valsa” e “Vento bom”, todas com Sérgio Santos, “Brilha o Carnaval”, “Tentar dormir” e “Modular paixões”, todas com Luiz Tatit, “Valsa russa”, “Sal saudade” e “Luzidia”, todas com Leandro Maia, “À beira da canção” e “Insisto”, ambas com Carlos Fernando, “Apenas o mar” e “Meia lágrima, ambas com Tiago Torres da Silva, “Clara” e “Florbela”, ambas com Silvio Marsani, “Viagem de verão” (c/ Arthur Nestrowski), “Guardar” (c/ Makely Ka), “Ida e volta” (c/ Rita Altério), “Ninguém compreende” (c/ Simone Guimarães) e “Velha inquietude”. O disco contou com a participação vocal de Sérgio Santos, Mateus Sartori, Jussara Silveira, Monica Salmaso e Ná Ozzetti.

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