Busca:

Amor

Getúlio Marinho da Silva
15/11/1889 Salvador, BA
31/1/1964 Rio de Janeiro, RJ

Não deixe de ver:

Dados Artísticos

Em 1916 iniciou a carreira artística atuando como dançarino na revista "Dança de velho", apresentada no Teatro São José. No ano seguinte, desfilou como mestre-sala no rancho "Flor do Abacate". Em 1919 foi o mestre-sala do rancho "Quem fala de nós tem paixão". Em 1921 passou a atuar no rancho "Reinado de Silva". Em 1930 teve sua primeira composição gravada, o samba "Não quero amor", pelo Conjunto Africano na Odeon. Frequentou terreiros de macumba e conheceu pais de santo famosos como João Alabá, Assumano e Abedé, recolher pontos de macumba e os levou para o disco. Ainda em 1930, gravou com Elói Antero Dias, de domínio público, os pontos de "Iansã" e de "Ogum". Outros pontos de macumba, de sua autoria foram gravados por Moreira da Silva. No ano seguinte, Patrício Teixeira gravou o samba "Não chores, benzinho", Francisco Alves, o samba "Apanhando papel", parceria com Ubiratã Silva e Luiz Barbosa o samba "Fome não é pagode", todos na Odeon. <!--[if gte mso 9]><xml> Normal 0 21 false false false PT-BR X-NONE X-NONE MicrosoftInternetExplorer4 </xml><![endif]--><!--[if gte mso 9]><xml> </xml><![endif]--> <!-- /* Font Definitions */ @font-face {font-family:"Cambria Math"; panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:roman; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:-1610611985 1107304683 0 0 415 0;} @font-face {font-family:Calibri; panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:swiss; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:-520092929 1073786111 9 0 415 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-unhide:no; mso-style-qformat:yes; mso-style-parent:""; margin-top:0cm; margin-right:0cm; margin-bottom:10.0pt; margin-left:0cm; line-height:115%; mso-pagination:widow-orphan; font-size:11.0pt; font-family:"Calibri","sans-serif"; mso-fareast-font-family:Calibri; mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-language:EN-US;} .MsoChpDefault {mso-style-type:export-only; mso-default-props:yes; font-size:10.0pt; mso-ansi-font-size:10.0pt; mso-bidi-font-size:10.0pt; mso-ascii-font-family:Calibri; mso-fareast-font-family:Calibri; mso-hansi-font-family:Calibri;} @page Section1 {size:612.0pt 792.0pt; margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; mso-header-margin:36.0pt; mso-footer-margin:36.0pt; mso-paper-source:0;} div.Section1 {page:Section1;} --> <!--[if gte mso 10]> <style> /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-priority:99; mso-style-qformat:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:11.0pt; font-family:"Calibri","sans-serif"; mso-ascii-font-family:Calibri; mso-ascii-theme-font:minor-latin; mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-theme-font:minor-fareast; mso-hansi-font-family:Calibri; mso-hansi-theme-font:minor-latin; mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; mso-bidi-theme-font:minor-bidi;} </style> Ainda nesse ano, o samba "Apanhado papel" foi incluído por Francisco Alves no repertório apresentado por ele na excursão que fez a Buenos Aires juntamente com Mário Reis e Carmen Miranda. Em 1932 teve gravados os sambas "Vou me regenerar", por Francisco Alves e "Não gostei dos seus modos", por Luiz Barbosa e Vitório Lattari; e os pontos de macumba "Ererê" e "Rei de Umbanda", por Moreira da Silva. No mesmo ano, seu samba "Gegê", parceria com Eduardo Souto, venceu um concurso carnavalesco promovido pelo jornal Correio da Manhã, foi gravado com grande sucesso por Jaime Vogeler e serviu como mote para a criação da revista "Calma Gegê", estrelado por Otília Amorim no Teatro Recreio. Feito inicialmente para focalizar o então presidente Getúlio Vargas, seus versos que diziam: "Tenta calma, Gegê/Tenha calma Gegê/Vou ver se faço/Alguma coisa por você", tornou-se um modismo e um dito popular da época. Em 1933 compôs com Alcebíades Barcelos o samba "Vou te dar", com Orlando Vieira, a batucada "Mumba no caneco", ambas gravadas por Luiz Barbosa e com Valdemar Silva o samba "Äté dormindo sorriste", registrado por Jaime Vogeler. No mesmo ano, Patrício Teixeira gravou o partido alto "Tentação do samba", parceria com João Bastos Filho. Em 1934 teve o samba "Quando me vejo num samba", gravado por Patrício Teixeira. No ano seguinte, Castro Barbosa registrou a marcha "De quem será?", parceria com João Bastos FIlho. No mesmo ano foi escolhifo como segundo secretário, a primeira diretoria da União das Escolas de Samba.

Em 1936 teve o samba "Molha o pano", parceria com Vasconcelos gravado por Aurora Miranda e a marcha "Pula a fogueira", parceria com João Bastos Filho por Francisco Alves na Victor. No mesmo ano, recebeu da União das Escolas de Samba o título de "Cidadão Samba", encarregado de representar as escolas de samba. No ano seguinte, o instrumentista Luiz Americano gravou ao saxofone sua valsa "Teu olhar", parceria com J. Bastos Filho. No mesmo ano, gravou acompanhado do Conjunto Africano os pontos de macumba "Ponto de Iansã" e "Ponto de Ogum". Em 1939, Orlando Silva gravou o samba "Vai cumpriri o teu fado", com J. Bastos Filho. Em 1944 Nelson Gonçalves gravou o samba "Nadir", outra parceria com João Bastos Filho, seu principal parceiro. Era considerado grande tocador de omelê, antigo nome da cuíca. Foi um dos pioneiros das escolas de samba. Em 1961 teve o batuque "Macumbembê", gravado por J. B. de Carvalho. Em 1963 adoeceu seriamente sendo internado no Hospital dos Servidores da então Guanabara, vindo a falecer quase esquecido no ano seguinte.

Em 1969, teve seu samba "Apanhando papel", parceria com Ubiratan da Silveira foi gravado em dueto por Cyro Monteiro e Elizeth Cardoso no LP "A Bossa eterna voluma 2".
Em 2003, o samba "Apanhando papel" na interpretação de Francisco Alves foi relançado pelo selo Revivendo no CD "Músicas brasileiras - Volume 4".
Sobre ele, assim falou Jota Efegê, no livro "Figuras e coisas da Música Popular Brasileira: "...sempre impôs sua presença nos desfiles. Vestindo roupas de fidalgo, calçando sapatos de fivela e salto alto, de luvas e cabeleira empoada, sentia-se personagem vindo dos tempos de Luiz XIV, Xv ou de uma corte qualquer para ser o galã da porta-estandarte nos cortejos em que figurava. Sóbrio na sua coreografia, sem acrobacias, presepadas ou letras espetaculares, lograva os aplausos do público justamente por isso que se pode designar como finesse".

Mais visitados
da semana

1 Chico Buarque
2 Caetano Veloso
3 Luiz Gonzaga
4 Música Sertaneja
5 Dorival Caymmi
6 Nelson Gonçalves
7 Hermeto Pascoal
8 Tom Jobim
9 Daniela Mercury
10 Gilberto Gil