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Amilson Godoy

Amilson Teixeira de Godoy
17/5/1946 Bauru, SP

Dados Artísticos

Como pianista de música erudita, conquistou inúmeros prêmios em concursos de piano e atuou como solista junto a diversas Orquestras Sinfônicas do Brasil.

Como pianista de música popular, atuou com vários músicos e orquestras, brasileiros e internacionais, como Ray Conniff, Dizzy Gillespie, Shirley Bassey e Sadao Watanabe.

Ao lado de Jurandir Meirelles (contrabaixo) e José Roberto Sarsano (bateria), integrou o Bossa Jazz Trio, com o qual lançou, em 1965, o LP “Bossa Jazz Trio”, contendo as faixas “Preconceito”, “Sou sem paz” e “Só de saudade”, todas de Adylson Godoy, “Maria Moita” (Carlos Lyra e Vinicius de Moraes), “Disa” (Johnny Alf e Maurício Einhorn), “Resolução” (Edu Lobo e Lula Freire), “Reza” (Edu Lobo e Ruy Guerra), “Balanço Zona Sul” (Tito Madi), “Saudade” (Sílvio César), “Amor de nós dois” (Luiz Chaves) e “Raízes” (Denis Brean).

Ainda com o Bossa Jazz Trio, lançou, em 1966, o LP “Bossa Jazz Trio – vol, 2”, contendo as canções “Canto de Ossanha”, “Deixa” e “Labareda”, todas de Baden Powell e Vinicius de Moraes. “Dá-me”, “Ternamente”, “Zero Hora” e “Desesperança”, todas de Adilson Godoy, “Amanhã” (Walter Santos e Tereza Souza), “Sonho de um Carnaval” (Chico Buarque), “Vim de Santana” (Theo de Barros), “É de manhã” (Caetano Veloso) e “O amor em paz” (Tom Jobim e Vinicius de Moraes).

Também com o Bossa Jazz Trio, acompanhou a cantora Elis Regina no Brasil e no exterior.

Em 1972, apresentou, com a Orquestra Filarmônica de São Paulo, sob a regência do Maestro Simon Blech, o “Concerto em Fá, para Piano e Orquestra”, de George Gershwin, e, em primeira audição no Brasil, o “Concertino para Orquestra e Quinteto de Jazz”. de Otto Ketting.

Ainda na década de 1970, foi diretor musical do programa “Vila Sésamo” e diretor musical de vários espetáculos, entre os quais: “Missa Leiga” (1972), de Chico de Assis e Claudio Petraglia, dirigida por Ademar Guerra; “Lulu” (1976), dirigida por Ademar Guerra, contemplada com o Prêmio Molière de Música; “O duelo” (1977), dirigida por Roberto Vignati; “Apenas América” (1977), dirigida por Roberto Vignati.

Em 1978, participou da temporada de shows da cantora Shirley Bassey, no Brasil e Argentina. Nesse mesmo ano, gravou com Dizzy Gillespie.

No ano seguinte, executou o “Concerto em Fá”, de George Gershwin, sob a regência do Maestro Ronaldo Bologna, com a Orquestra Sinfônica de São Paulo.

Em 1980, assinou a direção musical e compôs as músicas da peça “Bent”, dirigida por Roberto Vignati.

Ao lado de Heraldo do Monte (guitarra, bandolim e violão), Cláudio Bertrami (baixo) e Chico Medori (bateria e percussão), integrou o Grupo Medusa, com o qual lançou, em 1981, o LP “Grupo Medusa”, contendo as faixas “Baiana”, “Zeby”, “Caminhos” e “Ponto de fusão”, todas de Cláudio Bertrami, “Medusa” e “Pé no chão”, ambas de Chico Medori, e ainda “Asa delta” e “Uma viagem”, ambas de Cláudio Bertrami e Chico Medori. O disco contou com a participação de Theo da Cuíca e Jorginho Cebion nas percussões.

Ainda com o Grupo Medusa, desta vez ao lado de Olmir Stocker (guitarra e violão) e ainda com Cláudio Bertrami (baixo), Chico Medori (bateria e percussão) e Theo da Cuíca (percussão), lançou, em 1983, o CD “Ferrovias”, contendo as faixas “Fantasia”, “Cheiro verde”, “Picadeiro” e “Beija-flor”, todas de Cláudio Bertrami, “Aduba-Lé”, “Pouso em Congonhas” e a canção-título, todas de Chico Medori, “Nordestina” (Alemão) (Olmir Stocker) e “Lamentos” (Pixinguinha e Vinicius de Moraes). O disco contou com a participação especial de Dominguinhos (acordeom).

Em 1987, sob a regência do Maestro Julio Medaglia, gravou para a série “Grandes Concertos” (TV Cultura), o “Concerto em Fá”, de George Gershwin.

No ano seguinte, participou, como arranjador e maestro, do LP “Made in Coração”, de Toquinho e Sadao Watanabe.

Participou das trilhas sonoras dos seguintes filmes: “O cangaceiro”, de Aníbal Massaini, como maestro e arranjador, e “As feras”, de Walter Hugo Cury, como autor.

Em 1989, lançou o LP “Amilson Godoy”, contendo suas composições “Teu nome não” (c/ José Luiz Namour), “Um abraço, Seu Domingos”, “Quatro estações”, “Colorindo”, “Desequilibrando” e “Bons tempos”, além de “Ilha Bela” (Walter Santos), “Viva Tuca” (Amilton Godoy), “Encontro” (João Roth), “De repente” (Dominguinhos) e “Eu sonhei que tu estavas tão linda” (Francisco Mattoso e Lamartine Babo). O disco foi produzido por Carla Popovic.

Como educador, desenvolveu um sistema de aprendizado pioneiro, que introduziu na Fundação das Artes de São Caetano do Sul, onde foi coordenador musical. Ao lado do irmão Amilton Godoy, colaborou na criação da metodologia do CLAM (Centro Livre de Aprendizagem Musical), escola de música do Zimbo Trio.

Em 1995, lançou, com Nivaldo Ornelas, o CD “Brasil Musical”, contendo suas composições “Florada”, “Quatro estações”, “Nós dois”, “Colorindo” e “Chorinho de brincadeira”, entre outras. O disco, produzido por André Geraissati, foi gravado ao vivo no Sesc Pompéia (SP).

Como maestro do Grupo Sinfônico Arte Viva, em 1999 realizou concertos com vários artistas, entre os quais Gilberto Gil, Elba Ramalho, Arthur Moreira Lima, Zimbo Trio, Toquinho, Dominguinhos, Alceu Valença e Maria Bethânia. Nesse mesmo ano, apresentou-se com a Orquestra Sinfônica Nacional, executando o “Concerto em Fá”, de George Gershwin, sob regência da Maestrina Ligia Amadio.

Em 2000, foi responsável pela realização dos espetáculos orquestrais em comemoração aos 500 anos do Brasil, reunindo artistas brasileiros e portugueses.

No ano seguinte, o Grupo Sinfônico Arte Viva, sob sua regência, arranjos e concepção, participou do projeto “Rock Sinfônico”, realizado em São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e Brasília.

De 2002 a 2005, dedicou-se às atividades da Arte Viva Produções Artísticas e do seu Grupo Sinfônico Arte Viva, com o qual atuou em projetos especiais ao lado de vários artistas, como Ivan Lins, Yamandú Costa, Gal Costa, Maria Rita, Daniela Mercury, Zimbo Trio, Toquinho, Elba Ramalho, Dominguinhos, Milton Nascimento, Gilberto Gil , Zelia Duncan, Stanley Jordan e Mônica Salmaso, entre outros.

Em 2007, além de sua atuação no cenário musical brasileiro, apresentou, com o Grupo Sinfônico Arte Viva e participação de Zimbo Trio e Toquinho, o espetáculo “Gala Brasil” no Teatro Polis, em Montevidéu, a convite da Embaixada do Brasil no Uruguai. Nesse ano, foi nomeado pelo Governo Federal membro do CNPC (Conselho Nacional de Política Cultural).

No ano seguinte, promoveu o reencontro do Bossa Jazz Trio, com sua formação original, e apresentou-se em duo com o baixista Arismar do Espírito Santo no Festival de Jazz de Lapataia, em Punta del Este, e na Semana Cultural Brasileira, em Buenos Aires.

Como arranjador conquistou, vários prêmios, entre os quais o de Melhor arranjador do 26º. Festival Internacional da Canção de Viña del Mar, no Chile. Participou da criação e atuou como arranjador e maestro da Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo.

Ativo representante de classe, como presidente da União Brasileira dos Músicos (UBM) e da Associação de Intérpretes e Músicos (ASSIM), trabalhou pelos direitos conexos e de arranjador. Como presidente da Comissão de Música do Estado de São Paulo, participou da implantação da Universidade Livre de Música Tom Jobim.

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